Faixa Atual

Título

Artista


Tiago Pereira da Silva

Ferreira Gullar costumava dizer que: – «Por isso existe a arte. Porque a vida não é suficiente». That Sweet Spot tem essa intenção. O da procura do arrebatamento emocional. O meu único desejo é o de desafiar o leitor a submergir em determinadas passagens de canções, discos, bandas. Por vezes também filmes. Toda a arte que que possa ser, para mim, de bom gosto. Elas aparecerão por inteiro, ou, só parte integrante do que possa ser o seu “Clímax”. Aquele momento particular em que uma obra atinge o seu estado de arte. Todo o mérito que possa haver nestas crónicas, a existir, estará por um lado e naturalmente vinculado às obras apresentadas, por outro, ao trabalho feito pelo leitor. Nada mais que isso.

“Get Back” (2021): Peter Jackson “sentou-se” em estúdio com os Beatles, nesta inacreditável viagem musical e voltou para nos apresentar o universo privado da Banda.

Já dizia a personagem de Philip Seymour Hoffman no filme «Almost Famous» que: “a verdadeira música é que nos escolhe e não o contrário!”. É possível que com a verdadeira literatura isso também aconteça.

«Let it Bleed Well, we all need someone we can bleed on» Começo com uma declaração de interesses: É bem provável que os Stones e os Beatles sejam as duas bandas que mais ouvi até hoje. Em plena adolescência, para além das inúmeras horas dedicadas na descoberta de álbuns, fui ouvindo inúmeras vezes a afirmação […]

Black is Beautiful… and The New American Songbook. Quando ouvir música se transforma também num exercício de combate político.

«Talvez tivesse feito melhor em agradecer ao diabo», pensei eu domingo à noite, ao ouvir André Ventura a proclamar “vitória” com a não adjetivável frase: «E devo confessar humildemente, que talvez tenha sido eu o escolhido por Deus para dar este rumo a Portugal».

O fim de qualquer ano costuma ser matéria interminável para balanços. Talvez este seja um ano demasiado óbvio para iniciar-se num balanço que depressa se transformará num compêndio dos excessos. Está na moda fazer um retrato medonho de 2020.

É possível que nenhuma outra guitarra do mundo seja tão imediatamente associada a um guitarrista como a Frankenstrat de Eddie.