Castor Mateus

Com alguns dias de atraso, mas com a certeza de não deixar lançamentos de dezembro fora da lista, eis que a TunetRádio publica os seus melhores de um ano que, por motivos da pandemia que nos empurrou (e insiste em empurrar) para casa, muitos querem esquecer.

Uma ideia de Manuel Chau concretizada pelo olhar da equipa especializada em filmagem e edição Casota Collective, “Aurora” levou a artista Surma a atuar com uma parafernália de instrumentos, na Serra da Lousã, a 1100 de altitude e com a natureza como audiência.

Os Swing na Guelra atuaram na noite de ano novo no Lapo, em Lisboa, e convidaram os dançarinos Ana Margarida Freitas e Iúri Filipe para animarem a festa.

Um ano eclético e inspirado. Dois adjetivos que ajudam a definir o que se passou em 2019, ano em que Lena D’Água ganhou uma nova alma com “Desalmadamente”, o aguardado LP, mais uma produção do imparável Benjamim e um autêntico repositório de singles.

Depois das divertidas “Sal Grosso”, tema produzido em parceria com Karetus, e de “Cagar e Andar”, com música de Slamtype, o músico Jel está de regresso com uma versão muito peculiar do natalício “Jingle Bells”, “Tio Natal”.

Tribade, Continuadores e Songø são apenas três dos mais de 100 artistas que passam por Rennes estes dias numa celebração musical que teve início em 1979.

No concerto de apresentação do álbum de estreia “~” [til] na ZDB, em Lisboa, a artista portuguesa Marinho interpretou “Joni”, tema escrito pela cantautora com Joni Mitchell no pensamento.

A artista norte-americana Fiona Apple, autora do tema-título da série “The Affair”, cujo derradeiro episódio foi exibido a 2 de novembro nos EUA – e que em Portugal pode ser acompanhada no canal TV Séries e, mais tarde, na Netflix – criou uma versão do conhecido tema dos Waterboys, “The Whole of The Moon”, apenas para ilustrar os últimos segundos da série em questão.

Presente na sessão do festival Olhares do Mediterrâneo, a realizadora conversou com Sara David Lopes e respondeu a questões colocadas pelos espectadores sobre a presença de insetos no filme, as dificuldades da rodagem em dois países e cenários diferentes, festivais, os parcos apoios para jovens realizadoras (ela é a quarta realizadora da Eslovénia a conseguir elaborar uma longa metragem) e os projetos futuros.

Uma semana após a partida mais do que prematura do Joel ainda estamos atónitos com tudo o que sucedeu. Ainda custa acreditar que nunca o poderemos entrevistar sobre os seus múltiplos projetos musicais, sobre o Curt’Arruda ou mesmo sobre a dedicação aos “Patudos do Vale Encantado”.

No melhor discurso da noite, Maria do Céu Guerra, distinguida com o prémio mérito e excelência, celebrou a liberdade «oferecida por pessoas como Francisco Pinto Balsemão», agradeceu o discurso da amiga Isabel Ruth – atriz premiada pela participação em “Raiva”, de Sérgio Tréfaut -, e pediu uma ovação de pé para Fernanda Montenegro.

Nem tudo cheira a rosas no Iminente, festival que tomou de “assalto” o antigo restaurante – atual miradouro – panorâmico de Monsanto, de 19 a 22 de setembro, com a curadoria de Vhils e da plataforma Underdogs.


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