Eu queria, corajosamente, escrever um texto em que pudesse homenagear a importância que a música de Gilberto Gil teve em mim, mas cometi a insensatez de ler o belíssimo texto de Arnaldo Antunes sobre Gil. Caetano ajudar-me-ia agora com um: eu desisti de escrever e no entanto, estou aqui escrevendo sobre Gil.

Black is Beautiful… and The New American Songbook. Quando ouvir música se transforma também num exercício de combate político.

«Talvez tivesse feito melhor em agradecer ao diabo», pensei eu domingo à noite, ao ouvir André Ventura a proclamar “vitória” com a não adjetivável frase: «E devo confessar humildemente, que talvez tenha sido eu o escolhido por Deus para dar este rumo a Portugal».

O fim de qualquer ano costuma ser matéria interminável para balanços. Talvez este seja um ano demasiado óbvio para iniciar-se num balanço que depressa se transformará num compêndio dos excessos. Está na moda fazer um retrato medonho de 2020.

É possível que nenhuma outra guitarra do mundo seja tão imediatamente associada a um guitarrista como a Frankenstrat de Eddie.


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