CLIT recorda mito urbano ao levar doc sobre baterista dos Police ao Bairro Alto
Mito urbano dos anos 80 leva festival de cinema CLIT ao Bairro Alto para exibir documentário sobre baterista dos Police.
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TunetRádio Cultura Primeiro
A cidade de Leiria acolhe a partir de amanhã a 15.ª edição do Extramuralhas, o festival gótico de referência europeia que, até sábado, reúne mais de 20 bandas e artistas internacionais sob um forte lema de intervenção social e de defesa dos direitos humanos.
O evento deste ano assume uma mensagem política e humanitária particularmente significativa, apresentando-se sob o lema institucional “Genocide is the Shame of Mankind” (O genocídio é a vergonha da humanidade).
Em nota enviada à comunicação social, o diretor do festival, Carlos Matos, afirmou que a organização pretende reafirmar “a convicção de que a cultura deve ser também um espaço de consciência, memória e defesa intransigente da dignidade dos povos”.
“A música pode não mudar o mundo por si só, mas continua a ser uma poderosa forma de resistência, reflexão e aproximação entre as pessoas”, sublinhou o responsável pela programação do certame de subculturas urbanas.
Também a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Leiria, Anabela Graça, destacou o impacto do evento no território, apontando o Extramuralhas como “um bom exemplo de como a cultura pode transformar a relação das pessoas com a cidade”.
Para a autarca, o festival cumpre a missão de levar “a criação contemporânea ao património, ativa espaços históricos e aproxima Leiria de artistas e públicos que dificilmente encontrariam aqui outro contexto de encontro”. Esta dinâmica, acrescentou, assume especial relevância numa cidade reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa da Música, tornando o projeto “estratégico para a política cultural do município”.
Organizado pela Fade In – Associação de Acção Cultural, o festival conta com os apoios do Município de Leiria, do Teatro José Lúcio da Silva e da Direção-Geral das Artes (DGArtes), através da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Ao longo de três dias, a programação divide-se por cinco palcos estratégicos da malha urbana: o Teatro José Lúcio da Silva, o Teatro Miguel Franco, a Igreja da Misericórdia, o Jardim Luís de Camões e o clube Paddock. Mais de metade das propostas artísticas mantêm o formato de acesso gratuito em espaço público.
O arranque oficial acontece esta quinta-feira, dia 20, às 16:00, no Teatro Miguel Franco, com a atuação ritualística da multi-instrumentista italiana Lili Refrain, que regressa após o sucesso alcançado no festival em 2023. À noite, pelas 21:00, os Moonspell, a banda portuguesa de metal mais internacional de sempre, apresenta no Teatro José Lúcio da Silva o seu novo álbum de estúdio, “Far From God“, focado nas sonoridades góticas.
A primeira noite encerra com as prestações dos ingleses The Sick Man of Europe (23:00) e do trio alemão Dina Summer (00:00) no Jardim Luís de Camões, terminando na pista do Paddock, às 01:30, com o projeto ítalo-alemão Ruhr.
Na sexta-feira, dia 21 de agosto, o cartaz é encabeçado pelos lendários britânicos The Chameleons, um dos nomes fundadores e de maior relevância do pós-punk surgido no início da década de 1980. O grupo sobe ao palco do Jardim Luís de Camões à meia-noite para um concerto focado em guitarras atmosféricas e canções introspectivas.
Antes, no Teatro José Lúcio da Silva, o projeto anglo-americano IAMX – a vertente a solo de Chris Corner, antigo vocalista dos Sneaker Pimps – traz a Leiria um espetáculo que cruza eletrónica sombria, performance cénica e conceitos de identidade e transgressão.
A jornada de sexta-feira inclui ainda a compositora espanho-escocesa Maud The Moth, às 16:00, na Igreja da Misericórdia, a que se seguem os nacionais NECRØ (17:00) e os gregos Selofan (23:00) no Jardim Luís de Camões. A madrugada fecha no Paddock com a sueca Aux Animaux, a partir das 01:30.
O último dia do festival, sábado, 22 de agosto, fica marcado pelo regresso dos Eden Synthetic Corps. A banda de eletro-industrial sediada em Leiria volta a atuar no Extramuralhas exatamente 15 anos após a sua primeira participação, com concerto marcado para as 23:00 no Jardim Luís de Camões.
Logo de seguida, à meia-noite, o mesmo palco recebe a dupla francesa Moaan Exis, uma das referências atuais da cena industrial e “Electronic Body Music” (EBM) gaulesa, conhecida pelas suas apresentações ao vivo de elevada intensidade física e sonora.
O dia de encerramento completa-se com os cenários oníricos e sombrios da australo-inglesa Penelope Trappes (16:00, na Igreja da Misericórdia), com a estética “crash body music” dos catalães SDH, que apresentam o novo disco “Rider” (18:00, no Jardim), e com a atuação do projeto brasileiro-alemão Daniel Knutz (01:30, no Paddock), que funde darkwave e pós-punk como forma de combate à opressão.
Quinze anos após a edição inaugural, o Extramuralhas solidifica o seu estatuto de evento “único” no panorama musical português, “unindo a preservação do património histórico à vanguarda da música eletrónica, gótica e pós-industrial independente”.
Escrito por TunetRádio
Extramuralhas IAMX Moonspell The Chameleons
Mito urbano dos anos 80 leva festival de cinema CLIT ao Bairro Alto para exibir documentário sobre baterista dos Police.
today02/08/2026 34 1