play_arrow

keyboard_arrow_right

Ouvintes:

Principais ouvintes:

skip_previous skip_next
00:00 00:00
playlist_play chevron_left
volume_up
  • play_arrow

    TunetRádio Cultura Primeiro

MÚSICA

Extramuralhas arranca em Leiria com mensagem humanitária e mais de 20 artistas

today20/08/2026 23

Fundo
share close

A cidade de Leiria acolhe a partir de amanhã a 15.ª edição do Extramuralhas, o festival gótico de referência europeia que, até sábado, reúne mais de 20 bandas e artistas internacionais sob um forte lema de intervenção social e de defesa dos direitos humanos. 

O evento deste ano assume uma mensagem política e humanitária particularmente significativa, apresentando-se sob o lema institucional “Genocide is the Shame of Mankind” (O genocídio é a vergonha da humanidade). 

Em nota enviada à comunicação social, o diretor do festival, Carlos Matos, afirmou que a organização pretende reafirmar “a convicção de que a cultura deve ser também um espaço de consciência, memória e defesa intransigente da dignidade dos povos”. 

“A música pode não mudar o mundo por si só, mas continua a ser uma poderosa forma de resistência, reflexão e aproximação entre as pessoas”, sublinhou o responsável pela programação do certame de subculturas urbanas. 

Também a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Leiria, Anabela Graça, destacou o impacto do evento no território, apontando o Extramuralhas como “um bom exemplo de como a cultura pode transformar a relação das pessoas com a cidade”. 

Para a autarca, o festival cumpre a missão de levar “a criação contemporânea ao património, ativa espaços históricos e aproxima Leiria de artistas e públicos que dificilmente encontrariam aqui outro contexto de encontro”. Esta dinâmica, acrescentou, assume especial relevância numa cidade reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa da Música, tornando o projeto “estratégico para a política cultural do município”. 

Organizado pela Fade In – Associação de Acção Cultural, o festival conta com os apoios do Município de Leiria, do Teatro José Lúcio da Silva e da Direção-Geral das Artes (DGArtes), através da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses. 

Ao longo de três dias, a programação divide-se por cinco palcos estratégicos da malha urbana: o Teatro José Lúcio da Silva, o Teatro Miguel Franco, a Igreja da Misericórdia, o Jardim Luís de Camões e o clube Paddock. Mais de metade das propostas artísticas mantêm o formato de acesso gratuito em espaço público. 

O arranque oficial acontece esta quinta-feira, dia 20, às 16:00, no Teatro Miguel Franco, com a atuação ritualística da multi-instrumentista italiana Lili Refrain, que regressa após o sucesso alcançado no festival em 2023. À noite, pelas 21:00, os Moonspell, a banda portuguesa de metal mais internacional de sempre, apresenta no Teatro José Lúcio da Silva o seu novo álbum de estúdio, “Far From God“, focado nas sonoridades góticas. 

A primeira noite encerra com as prestações dos ingleses The Sick Man of Europe (23:00) e do trio alemão Dina Summer (00:00) no Jardim Luís de Camões, terminando na pista do Paddock, às 01:30, com o projeto ítalo-alemão Ruhr

Na sexta-feira, dia 21 de agosto, o cartaz é encabeçado pelos lendários britânicos The Chameleons, um dos nomes fundadores e de maior relevância do pós-punk surgido no início da década de 1980. O grupo sobe ao palco do Jardim Luís de Camões à meia-noite para um concerto focado em guitarras atmosféricas e canções introspectivas. 

Antes, no Teatro José Lúcio da Silva, o projeto anglo-americano IAMX – a vertente a solo de Chris Corner, antigo vocalista dos Sneaker Pimps – traz a Leiria um espetáculo que cruza eletrónica sombria, performance cénica e conceitos de identidade e transgressão. 

A jornada de sexta-feira inclui ainda a compositora espanho-escocesa Maud The Moth, às 16:00, na Igreja da Misericórdia, a que se seguem os nacionais NECRØ (17:00) e os gregos Selofan (23:00) no Jardim Luís de Camões. A madrugada fecha no Paddock com a sueca Aux Animaux, a partir das 01:30. 

O último dia do festival, sábado, 22 de agosto, fica marcado pelo regresso dos Eden Synthetic Corps. A banda de eletro-industrial sediada em Leiria volta a atuar no Extramuralhas exatamente 15 anos após a sua primeira participação, com concerto marcado para as 23:00 no Jardim Luís de Camões. 

Logo de seguida, à meia-noite, o mesmo palco recebe a dupla francesa Moaan Exis, uma das referências atuais da cena industrial e “Electronic Body Music” (EBM) gaulesa, conhecida pelas suas apresentações ao vivo de elevada intensidade física e sonora. 

O dia de encerramento completa-se com os cenários oníricos e sombrios da australo-inglesa Penelope Trappes (16:00, na Igreja da Misericórdia), com a estética “crash body music” dos catalães SDH, que apresentam o novo disco “Rider” (18:00, no Jardim), e com a atuação do projeto brasileiro-alemão Daniel Knutz (01:30, no Paddock), que funde darkwave e pós-punk como forma de combate à opressão. 

Quinze anos após a edição inaugural, o Extramuralhas solidifica o seu estatuto de evento “único” no panorama musical português, “unindo a preservação do património histórico à vanguarda da música eletrónica, gótica e pós-industrial independente”.

Escrito por TunetRádio

Rate it

Post anterior


LISTEN WITH YOUR APP