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Teatro da Garagem centra nova temporada na reflexão sobre o tempo

today27/07/2026 33 7

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O Teatro da Garagem vai dedicar a programação do último quadrimestre do ano à reflexão sobre o tempo, destacando-se na temporada a estreia de “Stabat Mater”, protagonizada por Custódia Gallego, além de várias produções convidadas e uma digressão internacional.

A principal estreia da temporada da companhia acontece a 12 de novembro no Teatro Taborda, em Lisboa. Em “Stabat Mater” (na fotografia de capa por Carlos Porfírio_Puro Conceito), o encenador Carlos J. Pessoa revisita a imagem tradicional da mãe junto à cruz de Cristo para explorar a dor do luto. Interpretada por Custódia Gallego e Célia Teixeira, a peça percorre cinco “experiências-limite” onde o corpo e a voz dão forma à experiência da perda.

Segundo o comunicado da companhia, toda a temporada entre setembro e dezembro de 2026 será atravessada pela premissa “como habitamos o tempo?”, abordando conceitos como a lentidão, a memória e a urgência do presente.

Nesse âmbito, a segunda produção própria da companhia, intitulada “Bli”, estreia-se a 10 de dezembro. Dirigido ao público infantojuvenil e interpretado por Carolina Cunha e Costa e Duarte Romão, o espetáculo recorre ao registo cómico e absurdo para questionar a “pressa” do quotidiano.

No capítulo dos acolhimentos, o Teatro Taborda recebe logo a 5 de setembro “Tempo Morto”, de Marta Almeida, sobre a exigência social de produtividade. A 9 e 10 de outubro, “Acontece Camões”, de Paulo Filipe Monteiro, cruza a poesia camoniana com autores contemporâneos como Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen ou José Saramago. Segue-se, a 16 e 17 de outubro, “Filhos de Alguém”, com encenação de Miguel Damião e texto de Nuno Costa Santos e João Pedro Porto, focado na vida à margem e na espera.

A programação inclui ainda a 19.ª edição do festival de criação emergente “Try Better, Fail Better”, a 26 e 27 de setembro, com quatro projetos selecionados por convocatória aberta: “dis-far-ce”, de Mariana Magalhães; “Desafinada no Coração”, de Miriam Freitas; “Maria D. não sobe montanhas”, de Gustavo Antunes; e “Paradoxo Molotof”, de Bárbara Gomes, Joana Resende, Mariana Sardinha e Zé Alves.

Na música, o espaço acolhe a 26 de novembro o primeiro aniversário da editora Ovo Estrelado Records, com concertos de Afonso Sêrro, Calcutá, Acid Acid e um quarto nome ainda por revelar.

Fora de portas, o Teatro da Garagem vai levar a cena a sua versão de “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco, também encenada por Carlos J. Pessoa. A produção, interpretada por Dai Ida, Pedro Lacerda, Rita Loureiro e Rui Maria Pêgo, ruma a Salvador, no Brasil, para apresentações no Teatro Vila Velha a 2 e 3 de outubro, apresentando-se depois em Portugal a 24 de outubro, no Évora Teatro Fest.

PROGRAMAÇÃO TEATRO DA GARAGEM
SET – DEZ 2026

Tempo Morto
de Marta Almeida
5 de Setembro, 21h
Acolhimento

Try Better, Fail Better 2026 (festival)
26 e 27 de Setembro, 15h – 00h
Acolhimento

Acontece Camões
de Paulo Filipe Monteiro
9 e 10 de Outubro, 21h00
Acolhimento

Filhos de Alguém
de Filipe Damião (texto original de Nuno Costa Santos e João Pedro Porto)
16 e 17 de Outubro, 21h00
Acolhimento

O Rinoceronte
de Carlos J. Pessoa
Salvador, Bahia (Brasil) – Teatro Vila Velha
2 e 3 de Outubro
+
Évora Teatro Fest
24 de Outubro
Digressão

Stabat Mater
de Carlos J. Pessoa
12 a 22 de Novembro, de quinta a domingo
Criação: Teatro da Garagem

Ovo Estrelado – 1.º aniversário
Concertos de Afonso Sêrro, Calcutá, Acid Acid e tba

26 de Novembro, 17h00 – 00h00
Acolhimento

Bli
de Carlos J. Pessoa
10 a 20 de Dezembro, de quinta a domingo
Criação: Teatro da Garagem

Escrito por TunetRádio

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