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O Alkantara Festival regressa a Lisboa entre 13 e 29 de novembro com uma programação marcada por ideias de fim de ciclo e recomeço, tendo hoje anunciado os primeiros nomes confirmados, como Carolina Bianchi e a despedida do Cão Solteiro.
É impossível seguir em frente sem nos perguntarmos o que queremos preservar e o que gostaríamos ainda de guardar – Carla Nobre Sousa
Durante 17 dias, o festival internacional de artes performativas vai ocupar vários espaços da capital com projetos de dança, teatro e performance nacionais e internacionais, cruzando questões de legado, reinvenção e continuidade.
“É impossível seguir em frente sem nos perguntarmos o que queremos preservar e o que gostaríamos ainda de guardar”, sublinha a co-diretora artística do festival, Carla Nobre Sousa, citada no comunicado de imprensa.
Entre os primeiros destaques está a estreia absoluta de “Menos”, um espetáculo de despedida e celebração da companhia de teatro portuguesa Cão Solteiro, em parceria com André Godinho. A produção, que marca o fim de uma trajetória de 29 anos, assinalará também a reabertura da Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, após as obras de requalificação do edifício.
No plano internacional, o festival acolhe a estreia nacional de “The Brotherhood”, o segundo capítulo da “Trilogia Cadela Força”, da encenadora brasileira Carolina Bianchi (distinguida com o Leão de Prata da Bienal de Veneza 2025). O espetáculo, focado numa investigação teatral sobre a masculinidade e a misoginia, será apresentado na Culturgest de 26 a 28 de novembro.
O coreógrafo moçambicano Idio Chichava, vencedor da primeira edição do Salavisa European Dance Award em 2024, estreia-se em Lisboa a 17 de novembro, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, com “Dzudza”, uma peça de dança para 12 intérpretes inspirada no Mercado Xiquelene, em Maputo.
O programa de estreias nacionais inclui ainda “Save the Last Dance for Me”, do coreógrafo italiano Alessandro Sciarroni (Leão de Ouro da Bienal de Dança de Veneza em 2019), que recupera a polka chinata, uma dança tradicional de Bolonha em risco de desaparecer, para uma apresentação no Centro Cultural de Belém a 14 de novembro.
Segundo o co-diretor David Cabecinha, a edição de 2026 reúne artistas para quem a memória é uma “força ativa” e que olham “com frontalidade para a perversão, a brutalidade e o terror”.
Os espetáculos desta edição vão dividir-se entre o Centro Cultural de Belém, o Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), a Culturgest, a Fundação Calouste Gulbenkian, o MAAT, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, o Teatro do Bairro Alto e o Teatro Nacional D. Maria II, entre outros locais.
A programação completa do Alkantara Festival, que é financiado pela Direção-Geral das Artes e pela Câmara Municipal de Lisboa, será anunciada nos próximos meses.
Fotografia de capa de Carolina Bianchi & Cara de Cavalo por Mayra Azzi.
Escrito por TunetRádio
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