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TunetRádio Cultura Primeiro
O filme “Barrio Triste”, do realizador Stillz, e “Cochena”, de Diogo Allen, são os grandes vencedores da 23.ª edição do IndieLisboa, que encerrou com a terceira melhor marca de público de sempre, 36 mil espectadores.
“Barrio Triste”, uma coprodução entre a Colômbia e os Estados Unidos, conquistou o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, no valor de 15 mil euros. O júri destacou a “visão visceral e implacável” da obra sobre uma comunidade específica. Na mesma categoria, o filme “Bouchra”, de Meriem Bennani e Orian Barki, recebeu uma menção especial.
No cinema português, o júri da Competição Nacional atribuiu o Prémio Melhor Longa Metragem (5 mil euros, na fotografia de capa) a “Cochena”, de Diogo Allen, descrevendo-o como uma “celebração sentida” dos laços familiares. João Nicolau foi distinguido como melhor realizador por “A Providência e a Guitarra” (que estreia esta semana nas salas de cinema portuguesas), enquanto “A Solidão dos Lagartos”, de Inês Nunes, venceu o prémio de melhor curta-metragem nacional.
Ainda no plano nacional, a curta “Abril de Helena”, de Maria Moreira e Victor Hugooli, venceu a secção Novíssimos, dedicada a talentos emergentes.
Nas secções paralelas, a realizadora alemã Angela Schanelec venceu o Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem com “My Wife Cries”, e o documentário “Para Vivir: El implacable tiempo de Pablo Milanés”, de Fabien Pisani, arrecadou o Prémio IndieMusic.
O balanço final da edição de 2026 contabiliza mais de 36 mil espectadores e 40 sessões esgotadas. Nas escolhas do público, o destaque foi para “Mulheres de Abril”, de Raquel Freire, que acumulou também o Prémio Amnistia Internacional.
Nas escolhas do público, além da obra de Raquel Freire (secção Rizoma), foram premiadas a curta-metragem “Intersecting Memory”, da realizadora Shayma’ Awawdeh, e o filme “Dueto”, de Léo Brunel, na categoria IndieJúnior.
O festival, que regressa em 2027 entre 29 de abril e 9 de maio, inicia hoje o ciclo de sessões dos premiados no Cinema Ideal, em Lisboa. Até quarta-feira, será possível ver as obras distinguidas pelos júris e espectadores.
Do programa de reposição constam “Barrio Triste”, de Stillz (Melhor Longa-Metragem Internacional), e “Cochena”, de Diogo Allen (Melhor Longa-Metragem Nacional), que serão exibidos hoje e terça-feira, respetivamente, às 21:30.
Nas curtas-metragens nacionais, o destaque vai para as exibições de “Coroa de Espinhos”, de Francisco Moura Relvas, “A Solidão dos Lagartos”, de Inês Nunes, e “XYZ”, de Alexandre Alagôa, todas premiadas na Competição Nacional.
O alinhamento das sessões especiais inclui ainda o vencedor do prémio IndieMusic, o documentário “Para Vivir: El implacable tiempo de Pablo Milanés”, de Fabien Pisani, com exibição marcada para quarta-feira.
PALMARÉS DO 23.º INDIELISBOA
Competição Internacional
Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa
“Barrio Triste”, de Stillz
Menção Especial
“Bouchra”, de Meriem Bennani e Orian Barki
Grande Prémio de Curta Metragem EMEL
“How to Catch a Butterfly”, de Kiriko Mechanicus
Prémios Especiais do Júri
“Henry is a Girl Who Likes to Sleep” (Marthe Peters) e “The Apple Doesn’t Fall” (Dean Wei)
Competição Nacional
Melhor Longa Metragem (Prémio Canais TVCine)
“Cochena”, de Diogo Allen
Melhor Realização em Longa Metragem
João Nicolau, por “A Providência e a Guitarra”
Melhor Curta Metragem
“A Solidão dos Lagartos”, de Inês Nunes
Prémio Novo Talento McFly
“Coroa de Espinhos”, de Francisco Moura Relvas
Menção Especial
“XYZ”, de Alexandre Alagôa
Novíssimos (Novas Vozes Nacionais)
Prémio Novíssimos
“Abril de Helena”, de Maria Moreira e Victor Hugooli
Secção Silvestre
Melhor Longa Metragem Silvestre
“My Wife Cries”, de Angela Schanelec
Melhor Curta Metragem Silvestre
“Lover, Lovers, Loving, Love”, de Jodie Mack
IndieMusic
Prémio IndieMusic
“Para Vivir: El implacable tempo de Pablo Milanés”, de Fabien Pisani
Prémios do Público
Longa Metragem
“Mulheres de Abril”, de Raquel Freire
Curta Metragem
“Intersecting Memory”, de Shayma’ Awawdeh
IndieJúnior
“Dueto”, de Léo Brunel
Prémios Não Oficiais
Prémio Amnistia Internacional
“Mulheres de Abril”, de Raquel Freire
Prémio Árvore da Vida
“P’ra Que Vivam”, de Carlos Lima
Prémio MUTIM
“Abril de Helena”, de Maria Moreira e Victor Hugooli
Prémio Universidades
“Cochena”, de Diogo Allen
Prémio Escolas
“Éramos Só Putos”, de João Nunes Monteiro
Escrito por TunetRádio
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