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Os norte-americanos Machine Head apresentaram-se na terça-feira ao público português, que há vários meses esgotou a Sala 1 do Lisboa Ao Vivo, para um concerto único, exclusivo e longo, inserido na digressão europeia de 2026 denominada “An Evening With Machine Head”.
Já se sabia, de antemão, que este não seria só mais um concerto da banda de Oakland, formada em 1991, que esteve pela última vez em solo luso em junho de 2024, no festival Evil Live, igualmente na capital portuguesa, mas hoje com um alinhamento composto por mais de 20 faixas e, por isso, com uma duração a roçar as três horas.
Pontuais, os Machine Head subiram ao palco pelas 21:00 e, para este formato diferente do habitual e sem bandas de abertura, os êxitos principais não faltaram, numa exibição que arrancou com ‘Imperium’, deixando claro que a noite iria ser de grande brutalidade.
“Lisboa, vamos abrir esta sala?”, questionou o´vocalista Robb Flynn, prosseguindo com ‘Ten Ton Hammer’, ‘CHOKE ON THE ASHES OF YOUR HATE’, ‘Now We Die’, ‘Crashing Around You’, the Sweat, The Tears’ e ‘Is There Anybody Out There?’, mas, nesta última, o ‘frontman’ mostrou gratidão aos portugueses.
“Obrigado a cada um de vocês por terem vindo aqui a uma terça-feira à noite”, agradeceu, antes de cantar um dos temas mais esperados, com a bandeira portuguesa no ecrã de fundo.
A energia de Robb passava facilmente para a plateia, que deu sempre uma resposta positiva aos incentivos para as dezenas de ‘mosh pits’, num espetáculo intenso e envolvente, com o intuito de percorrer as mais de três décadas de carreira.
A proximidade com o público acabou por fazer desta experiência absolutamente memorável e continuou com os temas ‘The Rage to Overcome’, ‘UNHALLOWED’, ‘This Is The End’, ‘SLAUGHTER THE MARTYR’ e ‘Blood for Blood’, esta antecedida de novas palavras de agradecimento: “Vocês são incríveis”.
Momentos de enorme intensidade e interação direta com os fãs foram vários, com ‘Game Over’, ‘Old’, a recente ‘OUTSIDER’ (obrigou quase todos a ajoelharem no solo do LAV), ‘Locust’ e ‘BONESCRAPER’, mais uma do recente álbum ‘Unatoned’ (2025), a serem prova disso mesmo.
Outra das fases de entrega total em palco aconteceu na altura de apresentar os dois temas acústicos ‘Circle the Drain’ e ‘Darkness Within’, abrindo caminho para ‘Catharsis’, ‘Bulldozer’, ‘From This Day’ e ‘Davidian’, todas tocadas na reta final de um ‘show’ memorável de uma das bandas mais influentes e respeitadas do ‘heavy metal’ contemporâneo.
Para fechar este concerto mais intimista, que teve o peso, a emoção e a ‘performance’ desejados, o vocalista dos Machine Head surgiu em palco com a bandeira de Portugal envergada para cantar a obrigatória ‘Halo’, despedindo-se, depois, de um público que, provavelmente, ficaria ali durante toda a noite: ”Nós adoramo-vos, meus amigos”.
Fotografia de capa de Gonçalo Delgado/Serene Prophecy.
Escrito por António Correia
Heavy Metal LAV - Lisboa Ao Vivo Machine Head