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TunetRádio Cultura Primeiro
Ainda a comemorar 30 anos de existência, a banda de Alvalade não podia desejar uma melhor receção por parte dos fãs de sempre, com a Sala 1 do Lisboa Ao Vivo completamente esgotada.
As duas noites memoráveis em junho último, na República da Música, onde foi gravado o mais recente disco “Ao Vivo Em Alvalade”, oferecido à entrada a todos os que adquiriram bilhete, foram replicadas num espaço com muitos miúdos e graúdos, que se vergaram aos temas incontornáveis do punk rock irreverente do grupo lisboeta nascido em 1995.
‘O que eu faço aqui’, ‘Um dia de cada vez, ‘Sentimento Ingénuo’ foram tocadas de ‘rajada’, antes do tema ‘Realidade’ levar à loucura a multidão, que, logo a seguir, escutou a primeiras palavras do vocalista Ruka.
O também guitarrista apresentou o novo membro Nuno José – rendeu recentemente na bateria Pedro Rosário: “A nova geração veio ajudar os Tara Perdida, a nova geração funciona”. O tema ‘Acreditar’ não podia fazer mais sentido e foi o novo ‘drummer’ quem deu o mote.
O concerto prosseguiu com os temas ‘Baril’, ‘Vou pra longe’, ‘Batata frita’, este último sempre presente nos alinhamentos e que abriu um ‘buraco’ enorme na plateia, seguida da especial faixa ‘Memórias (Não Há Nada A Fazer)’ dedicada a João Ribas, a figura maior dos Tara e do punk rock nacional, que faleceu em março de 2014.
‘Fizeram-se amigos’ voltou a transportar os presentes para aquele que é, talvez, o álbum (Lambe-botas, de 2006) preferido dos fãs. ‘Nada Me Vai Parar’ foi apropriado para todos cantarem em uníssono e o solo entre o baixista Filipe e o baterista Nuno foi uma surpresa na ‘setlist’.
Para a reta final, ficaram reservados vários dos temas mais aclamados como ‘Vida é só uma (Esta E Mais Nenhuma)’, ‘Jogar de novo e arriscar’ e ‘Patrícia (Melhores Dias Te Esperem)’, com Rui Costa a intervir, mais uma vez: “Quem é que esteve em Alvalade? Foi genuíno”.
Depois, ‘Lisboa’ acalmou a plateia por pouco tempo, mas ‘Quanto mais eu grito’ e ‘Desalinhado’ espelharam bem aquela que foi uma noite épica, antes de uma curta saída de palco.
O êxito ‘Nasci hoje’ não podia faltar, bem como o ‘Dono do mundo’ e, à semelhança do que tinha acontecido na República da Música, o último som ‘Bairro de Alvalade’ deixou claro que o público mantém-se fiel e anseia por mais.
A abertura das hostilidades ficou a cargo de João Pedro & Os Almendras, que agradeceram o convite e deram os “Parabéns aos Tara Perdida”.
Ainda este ano, os Tara Perdida vão ter como ponto alto o regresso ao festival Rock In Rio Lisboa, no dia 21 de junho, depois da primeira aparição em 2004, além da presença no All Together Live, nos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, em 31 de maio.
Fotografia de capa cedida pela banda.
Escrito por António Correia
LAV - Lisboa Ao Vivo punk rock Tara Perdida