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    TunetRádio Cultura Primeiro

MÚSICA

MAC/CCB celebra “Museu Aberto” com música e performance

today20/03/2026 8

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O Museu de Arte Contemporânea MAC/CCB, em Lisboa, promove nos dias 27 e 28 de março o programa “Museu Aberto“, um evento de celebração que cruza concertos, estreias coreográficas e o lançamento de um catálogo dedicado à história da Avenida 211.

O programa serve de finissage às exposições “Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa” e “Lugar de estar: o legado Burle Marx”, propondo um diálogo entre as artes visuais, a música e a performance para assinalar a mudança de ciclo sazonal.

As festividades arrancam na sexta-feira, dia 27, com a estreia de “Alarve”, nova criação do coreógrafo João dos Santos Martins. A peça, que volta a ser apresentada no sábado, explora as relações entre o corpo, a migração e a paisagem, em ressonância com o trabalho do paisagista brasileiro Roberto Burle Marx.

O dia 28 de março será dedicado à memória coletiva da Avenida 211, com o lançamento do catálogo homónimo que documenta a importância deste antigo polo artístico lisboeta.

A programação musical, com curdadoria da Filho Único, arranca com Vasco Alves e as Rochas da Ajuda, um coletivo de gaiteiros que explora a polifonia e os limites físicos da gaita de fole numa “perspetiva materialista”. Segue-se a artista multidisciplinar Inês Tartaruga Água, cuja prática se divide entre a escultura sonora e a performance sob a filosofia “DIY”.

O cartaz destaca também a investigadora cubano-angolana Sheila Ramirez, que trabalha sonoridades baseadas na memória ancestral Kongo e no imaginário do Leste de Cuba, e o projeto Sa🎀ra, focado na assemblagem lo-fi e em arquivos do ciberespaço inspirados pelo dub e hip hop.

A tarde conta ainda com a presença de Vaiapraia (na fotografia de capa por Jame St Findlay), artista autodidata de Setúbal ligado ao movimento ‘queercore’, que recentemente lançou o álbum “Alegria Terminal”, e encerra com Amuleto Apotropaico (António Feiteira), numa exploração de percussão eletrónica concreta e polirritmos elásticos inspirados em Milford Graves.

As atuações decorrem no interior da exposição dedicada à Avenida 211, reforçando o espírito colaborativo e experimental que caracterizou aquele espaço histórico de artistas em Lisboa.

Escrito por TunetRádio

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