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TunetRádio Cultura Primeiro
“Don’t Call Me Mama” (Noruega), “Crushed” (Reino Unido), “The Specials” (Japão), “Luger” (Espanha), “Journey To No End” (China), “Lenore” (Austrália), “Wild Nights, Tamed Beasts” (China), “Endless Land” (Grécia) e “Lopsided/Tigkiliwi” (Filipinas) foram considerados pelo podcast “Eu e o Meu Pai Nos Festivais“, de Filipe Pedro e António Pedro, as propostas mais interessantes do 46.º Fantasporto.
“Futuro, Futuro” (Brasil), “#Iwilltellyouthetruth” (Japão), “IAI” (Japão) e “Sisa” (Filipinas) causaram algumas emoções positivas, enquanto que “Hellbilly Hollow” (EUA), “Papa Buka” (Papua Nova Guiné) e “Skeleton Girls, a Kidnapped Society” (Austrália) foram considerados desilusões de maior ou menor escala.
O 46.º Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto, a decorrer nas salas do Batalha Centro de Cinema, foi alvo de uma análise no mais recente episódio do podcast “Eu e o Meu Pai Nos Festivais”. Na ótica de Filipe Pedro e António Pedro, o festival deste ano prima pela “efervescência geográfica”, elegendo o drama psicológico norueguês “Don’t Call Me Mama” e o horror visceral britânico “Crushed” como as peças centrais de uma programação que encerra no próximo domingo.
De acordo com a análise da dupla, as propostas “mais interessantes” desta edição atravessam três continentes, com particular incidência na vitalidade das cinematografias asiáticas e europeias. No topo das preferências surge “Don’t Call Me Mama”, da realizadora Nina Knag (Noruega) e “Crushed”, de Simon Rumley (Reino Unido).
A lista de destaques essenciais do podcast inclui ainda o japonês “The Specials”, de Eiji Uchida, o espanhol “Luger”, de Adam Quintero, uma narrativa policial onde uma arma histórica serve de catalisador para uma descida ao submundo do crime e, da China, chegam duas propostas que impressionaram pela escala visual: “Journey To No End”, de Chen Xian, uma jornada metafísica sobre o luto, e “Wild Nights, Tamed Beasts”, de Wang Tong, que cruza o realismo urbano com elementos oníricos.
A Oceania e o Sudeste Asiático completam este lote de “escolhas obrigatórias” com “Lenore”, de David Ward (Austrália), uma reinterpretação moderna do horror gótico teatral; o grego “Endless Land”, de Ektoras Lygizos, uma fábula distópica sobre a identidade em territórios esquecidos; e o filipino “Lopsided/Tigkiliwi”, de Tara Illenberger, que utiliza o folclore local para espelhar as deformações morais da sociedade contemporânea.
Além dos títulos consensuais, o podcast “Eu e o Meu Pai Nos Festivais” identificou uma segunda linha de filmes que geraram reações positivas pela audácia temática. Estão neste grupo o brasileiro “Futuro, Futuro”, de Davi Pretto, uma sátira social sobre a digitalização da vida; os japoneses “#Iwilltellyouthetruth”, de Keisuke Toyoshima, e “IAI”, de Zenzo Sukai, que exploram as redes sociais e a solidão; e o filipino “Sisa”, de Jun Robles Lana, um drama histórico com forte carga emocional.
Em sentido inverso, a análise não poupou críticas a alguns dos nomes mais aguardados, que acabaram por figurar na lista das desilusões. O slasher norte-americano “Hellbilly Hollow”, de Kevin Wayne, foi apontado como uma proposta de série z que não acrescenta novidade ao género. Da mesma forma, as expectativas saíram defraudadas com “Papa Buka”, uma rara produção da Papua Nova Guiné assinada por Dr. Biju, e o australiano “Skeleton Girls, a Kidnapped Society”, de Richard Eames, ambos criticados por uma execução narrativa que ficou aquém da premissa original e pelos fracos desempenhos, entre outras questões técnicas.
O Fantasporto 2026, que este ano reforçou a posição como montra de cinema fantástico mundial ao ocupar o renovado Batalha Centro de Cinema, entra agora na fase final. Até domingo, o público poderá assistir às últimas sessões de competição, culminando com a habitual maratona de exibição dos filmes premiados.
O balanço feito pelo podcast sublinha que o Fantasporto continua a ser “um espaço vital de resistência cinematográfica”, onde o cinema independente e de género encontra uma das audiências mais fiéis da Europa.
As sessões de encerramento, previstas para a tarde e noite de domingo, deverão confirmar se as escolhas de Filipe e António Pedro coincidem com o palmarés oficial da organização dirigida por Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira.
Escrito por TunetRádio
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