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O projeto musical Fritz Kahn and The Miracles, do compositor português Gonçalo Serras, lançou o EP “Goodbye San Francisco”, uma obra que assinala o fim simbólico da era “Peace and Love” e reflete sobre o impacto da Inteligência Artificial na condição humana.
“É preciso despedir-me desse tempo em que tudo parecia possível”
O novo trabalho, que surge no ano em que o projeto celebra 25 anos de atividade, é descrito por Gonçalo Serras como uma “despedida melancólica” dos ideais de fraternidade nascidos em 1967, em San Francisco, por influência de figuras como Allen Ginsberg, e que em Portugal tiveram o seu apogeu na Revolução de Abril.
Em comunicado, o músico e compositor alerta para uma “nova era” marcada pelo materialismo e pela obsolescência do intelecto e do sentimento face ao avanço tecnológico. “Com a chegada da Inteligência Artificial, estes predicados são, aos olhos de muitos, francamente obsoletos”, sublinha o autor, referindo a necessidade de uma “negociação inevitável” com o mundo contemporâneo para evitar a aniquilação cultural.
Musicalmente, o EP apresenta uma sonoridade orquestral que cruza o jazz e os tons graves típicos de referências como Nick Cave, contando com uma ficha técnica internacional. Além de Gonçalo Serras na composição e voz, o disco inclui a participação de Oli Hayhurst (baixo), Michael Arrom (piano), Tania Hancheroff (coros) e Yoed Nir (arranjos de cordas). A captação da voz principal ficou a cargo de André Fernandes, com mistura e masterização de Maria Triana.
O alinhamento de “Goodbye San Francisco” integra seis temas, incluindo o single homónimo e composições como “My Body”, “My Sweet Prince” e “Nanny’s Lullaby”.
Escrito por TunetRádio
Fritz Kahn and The Miracles Goodbye San Francisco