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CINEMA & TV

Programa dia-a-dia e dez escolhas “essenciais” do 46.º Fantasporto

today12/02/2026 9

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O Fantasporto reafirma-se em 2026 como uma “paragem obrigatória” no calendário cinematográfico mundial. Fugindo à recente predominância do mercado asiático — que ainda assim mantém uma presença robusta com seis títulos chineses e diversas obras do Japão, Filipinas e Coreia do Sul —, a edição deste ano vira o foco para o regresso em força do cinema espanhol e australiano, além de uma retrospetiva inédita do cinema contemporâneo norueguês.

Como é habitual, o cinema português mantém o seu lugar de destaque num certame que contará com a presença de cerca de 100 convidados estrangeiros, entre realizadores e atores, para apresentarem as suas obras ao público portuense.

Sexta-feira, 27 de fevereiro: Abertura “Explosiva”

O festival arranca na Sala 1 (21h30) com o thriller japonês “Suzuki=Bakudan”, de Akira Nagai. A história centra-se num homem enigmático detido pela polícia que afirma prever o futuro, desencadeando um jogo de poder e bombas em Tóquio. Na Sala 2 (21h), o cinema espanhol faz-se representar por “Under Your Feet”, de Cristian Bernard. Protagonizado por Maribel Verdú (“O Labirinto do Fauno”), o filme é descrito como uma versão moderna e aterradora de “Hansel e Gretel” num condomínio de luxo.

Sábado, 28 de fevereiro: Distopias e Tradição

O segundo dia é marcado pela presença do realizador Kenichi Ugana, que apresenta “The Curse” (15h15), uma reflexão sobre os perigos das redes sociais através do horror sobrenatural.

No campo do cinema de autor, destaque para o brasileiro “Futuro, Futuro” (17h15), de Davi Pretto. Vindo do Festival de Berlim e premiado em Brasília, o filme oferece uma visão pessimista de um futuro dominado pela Inteligência Artificial. À noite (21h30), o foco regressa a Espanha com “Gaua”, de Paul Urkijo Alijo, uma obra de horror e feitiçaria no meio rural basco que tem sido aclamada pela sua fotografia e interpretação.

Pela primeira vez na Europa será exibido o japonês “#Iwilltellyouthetruth” (21h15), um thriller sobre o lado negro dos reality shows e o impacto nocivo da tecnologia nas relações humanas. Da Noruega, chega “Don’t Call me Mama” (19h00), de Nina Knag, drama sobre imigração e infidelidade que valeu a Pia Tjelta o prémio de Melhor Atriz em Karlovy Vary.

Domingo, 1 de março: Inovação tecnológica e vitalidade do cinema de autor

O grande destaque da tarde (17h15) recai sobre “Post Truth”, do turco Alkan Avcioglu. Na presença do realizador, será exibida aquela que é a primeira longa-metragem documental inteiramente gerada por Inteligência Artificial. O filme, que homenageia o clássico “Koyaanisqatsi”, explora a era dos algoritmos e a manipulação da informação.

À noite, o cinema nacional assume o protagonismo com a ante-estreia mundial de “Cativos” (19h30). O primeiro folego em longa-metragem de Luís Alves é um thriller psicológico sobre as fronteiras entre o amor e o aprisionamento, contando com uma interpretação de Ana Varela que a organização classifica como “memorável”.

O encerramento da Sala 1 (21h30) faz-se com outra estreia “absoluta”: o sul-africano “The Trek”. Realizado por Meekaaeel Adam, o filme é uma jornada épica pelo deserto do Kalahari que explora o embate entre a sabedoria ancestral e a violência colonial no século XIX.

A Sala 2 dedica grande parte do dia à cinematografia norueguesa. Em destaque (15h) está “What Will People Say”, de Iram Haq, um drama premiado sobre a dicotomia cultural de uma jovem imigrante em Oslo. Mais tarde (19h), o festival recupera um clássico moderno: “Kitchen Stories”, de Bent Hamer. Exibida originalmente em Cannes, esta comédia sobre os hábitos culinários dos anos 50 tornou-se um dos maiores sucessos de exportação da Noruega.

A fechar a noite (21h), o realizador grego Vassílis Mazomenos, figura histórica do Fantasporto e Prémio de Carreira em 2001, apresenta a estreia europeia de “Endless Land”. Trata-se de uma elegia visual sobre a memória e o exílio, considerada pela crítica uma das propostas mais estéticas da edição deste ano.

Segunda-feira, 2 de março: Terror Global e “Cenas Chocantes”

A Sala 1 recebe hoje dois nomes de peso do cinema fantástico europeu e latino-americano. Às 19h15, o britânico Simon Rumley — vencedor histórico do Festival de Sitges — apresenta “Crushed”. Rodado na Tailândia, o filme é um alerta brutal sobre o submundo do tráfico humano e a perda da inocência, contendo cenas classificadas pela organização como eventualmente chocantes.

A fechar a noite (21h30), o uruguaio Gustavo Hernández Ibáñez, que se tornou um fenómeno em Cannes com “A Casa Muda”, traz “The Whisper” (El Sussurro). Vencedor de Melhor Filme nos festivais Mórbido (México) e Rojo Sangre, este thriller cruza a violência doméstica com redes de “snuff movies” e maldições ancestrais.

A tarde começa com o horror argentino de “The Dollmaker” (15h15), de José Maria Cicala, e prossegue com a presença do realizador australiano David Ward, que apresenta “Lenore” (17h30), uma inquietante reflexão sobre a obsessão digital e o desaparecimento de influenciadores.

Câmara de Ouro e Estreia Portuguesa (na Sala 2)

O grande destaque extra-fantástico do dia (19h) é a exibição de “Armand”, do norueguês Halfdan Ullmann Tøndel. O filme chega ao Porto precedido de um currículo invejável: vencedor da Camera D’Or e do prémio FIPRESCI no Festival de Cannes 2024. É um drama psicológico intenso sobre os limites da infância e as repercussões de um incidente numa escola primária.

No plano nacional, o Prémio de Cinema Português (17h) acolhe a ante-estreia mundial de “Paramnésia”, de Tiago “Ramon” Santos. Rodado em Viseu, este filme de terror psicológico explora o isolamento de um casal numa casa moderna em local ermo, elevando a tensão sobre o que é real e o que é fruto da mente.

A programação da Sala 2 encerra com o cinema das Filipinas em “Lopsided” (21h15), uma história de redenção e dignidade humana que reforça a secção Orient Express.

Terça-feira, 3 de março: Invasão Asiática e Estreias Absolutas

A Sala 1 recebe duas das sessões mais aguardadas pelas secções Semana dos Realizadores e Orient Express. Às 19h15, ocorre a estreia mundial de “The Specials”, do japonês Eiji Uchida. Conhecido pelo seu sucesso anterior em Udine, Uchida regressa com uma comédia de ação onde um grupo de yakuza tem de aprender a dançar para se infiltrar numa competição e atingir um rival.

Já às 21h30, o destaque vai para a estreia internacional do chinês “Wild Nights, Tamed Beasts”, de Wang Tong. O filme, que chega ao Porto como o grande vencedor do Grande Prémio do Júri do Festival de Xangai 2025, é um drama profundo sobre a velhice e a dignidade, protagonizado por Rao Xiaozhi.

A tarde começa com o horror minimalista de “IAI” (15h15), de Zenzo Sakai, e prossegue com a energia do slasher norte-americano “Hellbilly Hollow” (17h15), que conta com a presença do músico de heavy metal Kurt Deimer no papel principal.

Festa do Cinema Português: Das Escolas às Curtas (na Sala 2)

O dia é dedicado à vitalidade da sétima arte em Portugal. A partir das 15h, o Prémio Cinema Português – Escolas traz ao ecrã os trabalhos das principais instituições nacionais (ESAP, Católica, UBI, ESMAD, Lusófona, entre outras), com destaque para cinco estreias mundiais que mostram as novas tendências dos jovens criadores.

Às 17h00, segue-se a competição oficial do Prémio Cinema Português – Filmes, uma maratona de curtas-metragens que inclui dez ante-estreias mundiais. Realizadores como Nuno Tudela (com “Audição 2022”) e Pedro Gil Vasconcelos (com “Douro Stream”) marcam presença para debater as suas obras com o público.

A fechar o programa da Sala 2, o Foco Noruega apresenta “Loveable” (19h30), um drama familiar que chega ao Porto carregado com 14 prémios internacionais, incluindo o Prémio Especial do Júri em Karlovy Vary. A noite termina com o horror coletivo argentino “Retratos del Apocalipsis” (21h15), uma antologia de quatro histórias que exploram o fim da civilização sob diferentes perspetivas.

Quarta-feira, 4 de março: História, Ecologia e Crítica Digital (na Sala 1)

A tarde começa com o drama histórico filipino “Sisa” (15h), de Jun Robles Lana. Protagonizado pela icónica Hilda Koronel, o filme aborda as atrocidades coloniais e a resistência de uma aldeia de mulheres, numa obra que o realizador — já detentor de mais de 40 prémios internacionais — traz ao Porto após o sucesso de “About Us but not About Us”.

Pelas 19h30, o festival recebe uma das sessões mais exclusivas do ano: “Papa Buka”, o candidato aos Óscares pela Papua Nova Guiné. Na presença do “prestigiado” realizador indiano Dr. Biju Damodaran (vencedor do Prémio da Crítica no Fantasporto 2018), o filme é uma odisseia visual e ecológica que resgata a memória dos soldados indianos que lutaram na Oceania durante a II Guerra Mundial.

A fechar a Sala 1 (21h30), o japonês Keisuke Toyoshima apresenta a Estreia Europeia de “#Iwilltellyouthetruth”. O thriller explora o lado negro e sangrento dos reality shows e a desumanização provocada pelas redes sociais, um tema recorrente na obra do realizador.

Maratona de Curtas: O Futuro do Fantástico (na Sala 2)

A Sala 2 transforma-se numa montra de criatividade global com duas sessões dedicadas a Curtas-Metragens Fantásticas, incluindo várias estreias mundiais. Destaques da Coreia e China: O realizador Ho-Seung Son apresenta duas obras em estreia mundial, “National Pension” e “Eumbok Restaurant MSG”, que misturam trauma histórico e rituais gastronómicos. Da China chega a sátira social “Boiling Point”, sobre o mundo das influenciadoras digitais.

Animação e Ficção Científica: A Escola Rubika (França) faz-se representar por “Kamarade”, uma curta de animação sobre a solidão numa estação espacial soviética. Destaque ainda para o brasileiro Mateus Lana com “Poeira” (estreia mundial), uma história original sobre um aspirador robô que se torna poeta.

Quinta-feira, 5 de março: Inquietude e Estreias Internacionais (na Sala 1)

O grande destaque da tarde (17h15) é a estreia internacional de “Skeleton Girls, a Kidnapped Society”. O realizador australiano Richard Eames, especialista em efeitos visuais, faz a sua estreia na longa-metragem com este “punk thriller” visceral. O filme mergulha no submundo de uma metrópole dominada pela violência e especulação imobiliária, apresentando as “Skeleton Girls” como um grupo de vingadoras urbanas.

Pelas 19h30, o festival recebe a estreia europeia de “Endless Land”, do mestre grego Vassilis Mazomenos. Prémio de Carreira do Fantasporto em 2001, Mazomenos regressa com uma obra poética sobre o exílio e as gerações rurais da Grécia. Considerado um dos filmes mais visualmente belos da edição, a sessão contará com a presença do realizador, membro da European Film Academy.

A noite encerra em tom de comédia e terror com o espanhol “Luger” (21h30). A segunda longa-metragem de Bruno Martín é uma narrativa frenética que cruza gangs e armas da II Guerra Mundial, num estilo que a organização compara à fluidez de “Pulp Fiction”.

Terror Social e Inteligência Artificial (na Sala 2)

A Sala 2 continua a ser o espaço privilegiado para as novas linguagens do cinema fantástico. Na terceira sessão de curtas-metragens (15h), destaca-se a estreia internacional de “10 Seconds” (Taiwan), um filme realizado com recurso a Inteligência Artificial que explora a condição humana e temas anti-guerra. Na mesma sessão, destaque para “Señuelo”, produção espanhola apadrinhada pelo realizador J.A. Bayona (“A Sociedade da Neve”).

No plano nacional, o Prémio de Cinema Português (17h) volta a exibir “Cativos”, de Luís Alves. O thriller psicológico, que conta com uma interpretação de Ana Varela, tem sido um dos filmes mais comentados pela crítica nacional pela sua abordagem crua ao jogo de poder e sedução.

O Foco Noruega apresenta à noite (19h) “My Uncle Jens”, um drama sobre o choque cultural e geracional entre a Noruega e o Irão, consolidando a mostra dedicada ao cinema contemporâneo de Oslo.

A fechar a programação da Sala 2 (21h15), o Fantasporto volta a exibir “Papa Buka”, o candidato da Papua Nova Guiné à próxima edição dos Óscares. Esta co-produção com a Índia, assinada pelo prestigiado realizador Dr. Biju Damodaran, é uma obra de profunda carga ecológica e humanista. Através da lente de uma fotógrafa e de um historiador indianos, o filme resgata a memória esquecida dos soldados que pereceram na Oceania durante a II Guerra Mundial. O realizador — três vezes vencedor do Prémio Nacional de Cinema da Índia e já distinguido no Fantasporto com o Prémio da Crítica em 2018 — constrói aqui um retrato pungente da herança cultural e da biodiversidade da Papua, denunciando o sofrimento de quem lutou numa guerra que não lhe pertencia.

Sexta-feira, 6 de março: Horror Mexicano e Estrelas de Espanha (na Sala 1)

A Sala 1 recebe às 21h30 um dos títulos mais aguardados da competição: “Under Your Feet” (Bajo Tus Piés). Protagonizado por Maribel Verdú (“O Labirinto do Fauno”), o filme do espanhol Cristian Bernard reinterpreta o mito de “Hansel e Gretel” num cenário de luxo urbano, onde o perigo espreita no andar de baixo.

Antes, às 19h, o México faz-se representar por “Don’t Leave the Kids Alone”, de Emilio Portes. O realizador, já premiado com três Ariel Awards, constrói uma narrativa de terror psicológico e visceral sobre duas crianças sozinhas durante uma tempestade, num filme que promete testar os nervos da audiência.

A tarde abre com a antologia argentina “Retratos del Apocalipsis” (15h15) e prossegue com a presença do realizador norte-americano James Anthony Usas, que apresenta a sua primeira longa-metragem, “The Last Assassins” (17h), uma obra de ficção científica sobre um futuro mergulhado num inverno eterno.

Inteligência Artificial e Cinema Norueguês (na Sala 2)

A Sala 2 continua a ser o espaço de reflexão sobre o futuro da imagem. Às 17h, regressa ao ecrã o documentário “Post Truth“, do turco Alkan Avcioglu, a primeira obra do género totalmente gerada por Inteligência Artificial, que estabelece um diálogo direto com o clássico “Koyaanisqatsi”.

No Foco Noruega (19h15), o destaque vai para o multipremiado “Blind”, de Eskil Vogt. Vencedor em Sundance e Berlim, o filme narra a história de uma mulher que perde a visão e se refugia num mundo de fantasia, numa exploração sensorial da solidão.

O encerramento da Sala 2 (21h30) conta com a presença do realizador basco Paul Urkijo Alijo, que apresenta “Gaua”. Urkijo, uma das descobertas recentes do festival, mergulha no folclore e na feitiçaria do século XVII, num conto sobre a inquisição e os monstros que habitam as florestas e a mente humana.

Sábado, 7 de março: Viagens no Tempo e Cinema de Culto (na Sala 1)

Pelas 21h30, a Sala 1 recebe a Sessão Oficial de Encerramento com a exibição de “After Us, The Flood”, do finlandês Arto Halonen. O filme, uma obra de ficção científica ambiciosa, aborda as alterações climáticas e a responsabilidade ética da ciência através de uma narrativa de viagem no tempo. Antes da projeção, terá lugar a aguardada Entrega de Prémios, onde se conhecerá o sucessor ao Grande Prémio de Cinema Fantástico.

A tarde de sábado é dominada por produções de “forte” impacto visual. Às 15h15, o cinema independente italiano mostra a sua vitalidade com “The Haven”, de Riccardo Cannella, falado em siciliano antigo. Segue-se, às 17h, a superprodução sérvia “Sword of Vengeance”, de Nemanja Ceranic, uma obra de fantasia pós-apocalíptica que tem somado prémios internacionais pela sua estética inspirada no universo de Mad Max.

Estreia Mundial de Angola e o Foco Galego (Sala 2)

A Sala 2 abre às 15h com a estreia mundial de “Maldito Amor”, de Ladislau Ramalho. Com a interpretação de Sílvio Nascimento, o filme é um exemplo do novo fôlego do cinema angolano, explorando as tensões entre a fama e a vida privada.

Às 17h15, o festival celebra a cooperação ibérica com uma retrospetiva do Festival Curtas do Imaxinario (Galiza), apresentando sete curtas-metragens de terror e fantástico que exemplificam a qualidade da produção galega contemporânea.

A noite na Sala 2 encerra com duas propostas viscerais: o brasileiro “Futuro, Futuro” (19h30), de Davi Pretto — um olhar distópico sobre a Inteligência Artificial —, e o britânico “Crushed” (21h15), de Simon Rumley, um filme sobre o submundo do tráfico humano em Banguecoque que promete ser um dos mais impactantes da edição.

O festival prolonga-se até domingo, 8 de março, o dia dos premiados. As grelhas das duas salas serão preenchidas exclusivamente com as obras distinguidas pelos jurados desta edição, oferecendo ao público uma última oportunidade para ver (ou rever) os melhores filmes do Fantasporto 2026. A programação detalhada para domingo será anunciada oficialmente às 16h de sábado, 7 de março.

Dez escolhas do 46.º Fantasporto

“Suzuki=Bakudan” (Japão) – Sessão de Abertura: Um thriller enigmático e explosivo de Akira Nagai que dá o tom ao festival. Com jogos de poder e profecias sobre bombas em Tóquio, é a escolha perfeita para quem gosta de “narrativas intrigantes e ritmos frenéticos”.

“Gaua” (Espanha) – Terror e Feitiçaria: Do realizador Paul Urkijo Alijo, esta obra mergulha no folclore basco e no horror rural do século XVII. Com uma fotografia “soberba” e uma atmosfera opressiva de Inquisição e monstros da floresta, é um dos exemplares mais fortes do cinema fantástico europeu deste ano.

“Armand” (Noruega) – Vencedor da Camera D’Or em Cannes 2024. Este drama psicológico intenso sobre os limites da infância e a tensão escolar marca a estreia “brilhante” de Halfdan Ullmann Tøndel.

“After Us, The Flood” (Finlândia) – Escolhido para a Sessão de Encerramento. Uma ficção científica ambiciosa que utiliza viagens no tempo para discutir as alterações climáticas e a responsabilidade da ciência.

“Post Truth” (Turquia) – Uma experiência de vanguarda: o primeiro documentário inteiramente gerado por Inteligência Artificial. Explora a relação com os algoritmos e a manipulação da verdade digital.

“Cativos” (Portugal) – Ante-estreia Mundial. Um thriller de horror psicológico realizado por Luís Alves, que explora a premissa de que “o amor é cativeiro”, com uma interpretação “memorável” de Ana Varela.

“Under Your Feet” (Espanha) – Protagonizado pela estrela Maribel Verdú. Uma reinterpretação moderna e aterradora do conto “Hansel e Gretel” passada num edifício de luxo, onde o perigo vive no andar de baixo.

“Papa Buka” (Papua Nova Guiné/Índia) – O candidato aos Óscares pela Papua Nova Guiné. Um drama ecológico e histórico sobre a memória de soldados esquecidos, realizado pelo “prestigiado” Dr. Biju Damodaran.

“The Specials” (Japão) – Estreia Mundial. Uma comédia de ação irreverente de Eiji Uchida, onde um grupo de Yakuza tem de aprender a dançar para realizar um atentado num concurso de dança.

“Endless Land” (Grécia) – Estreia Europeia do mestre Vassílis Mazomenos. Uma elegia visual “belíssima” sobre a memória e o exílio, que confirma o realizador como uma das vozes “mais poéticas” do cinema europeu moderno.

Destaque Extra: Não esquecer a presença de Simon Rumley com o polémico “Crushed”, que promete ser o filme mais “chocante” desta edição.

Escrito por TunetRádio

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