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Miguel Araújo inicia 2026 com a edição de “Por Fora Ninguém Diria“, o seu novo álbum de originais, disponível nas plataformas digitais desde o dia 1 de janeiro. O disco, que mais tarde terá edição limitada em vinil e CD, marca o regresso do artista ao formato longa‑duração em nome próprio e assinala também duas décadas de um percurso “singular” na música portuguesa.
Acabo sempre por não me livrar dos álbuns. Acredito neles como forma de aconchegar as canções, de lhes dar amparo. Fiz este disco como sempre, empurrando o arado para diante, de olhos postos no agora, sem fitar nenhum horizonte. – Miguel Araújo
Composto por 11 canções inéditas, “Por Fora Ninguém Diria” foi integralmente escrito, composto, produzido e interpretado por Miguel Araújo, retomando o método de criação que marcou trabalhos como “Cinco Dias e Meio” e “Peixe Azul”, canções que “nascem de maquetes e se vão revelando quase intactas, preservando a espontaneidade do primeiro gesto”. Gravado entre 2023 e 2025 no Estúdio Chiu, no Porto, o álbum reúne músicas que, nas palavras do próprio, “não sabiam ainda que seriam editadas”, mas que “acabaram por encontrar forma e lugar num novo conjunto”. O trabalho visual do álbum conta com fotografias de Marta Pina, captadas no Parque do Rio, em Ofir, lugar de infância e memória afetiva do artista, e grafismo de Maria João Pimentel Barbosa.
“Por Fora Ninguém Diria é o meu novo álbum. Logo eu, que cheguei a descontinuar a ideia de ‘álbum’ na minha cabeça, tantas e tantas vezes. Continuo a achar que o álbum, enquanto conceito lato que me foi dado a conhecer ao longo da vida, morreu. Mas dou por mim a mexer nas músicas e a aperceber‑me do quanto uma canção irmana com as do lado, o quanto as canções clamam por contexto. E dou por mim a dar‑lhes forma dessa forma. Acabo sempre por não me livrar dos álbuns. Acredito neles como forma de aconchegar as canções, de lhes dar amparo. Fiz este disco como sempre, empurrando o arado para diante, de olhos postos no agora, sem fitar nenhum horizonte. Nunca sei quando estou a enformar um álbum. Vou apontando maquetes no misto de displicência e rigor assíduo a que me entrego das nove às cinco, encarando as ferramentas da música como electrodomésticos da minha vida de casa, que o são. Gravo os baixos, as guitarras, as baterias, as vozes, os pianos, com a disciplina que a alcatifa pede do aspirador todos os dias. Não me importo se as músicas vão sequer sair. Mas têm que sair bem e de repente afasto‑me um metro para trás e vejo que estou na presença de outro álbum. Mais um, a somar a tantos, são duas décadas nisto. Por fora ninguém diria.” – Miguel Araújo.
O disco faz-se ainda acompanhar por um ‘visualizer’ para cada canção, realizados e captados por André Tentugal, já disponíveis no YouTube oficial do artista.
As datas dos concertos de apresentação de “Por Fora Ninguém Diria” já estão confirmadas. O cantor e compositor sobe ao palco do Teatro Municipal de Vila Real a 14 de fevereiro, segue para o Convento de São Francisco, em Coimbra, a 12 de março, atua em dose dupla no Teatro Municipal da Guarda, a 24 e 25 de abril, e segue para o Theatro Circo, em Braga, a 30 de abril. Novos concertos serão brevemente anunciados.
Escrito por TunetRádio
Miguel Araújo Por Fora Ninguém Diria