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Entrevistas

Da Weasel preparam noite “especial” no regresso à Almada natal

today14/08/2025 4

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Sábado, 16 de agosto, e terceiro dia do festival O Sol da Caparica, ficará marcado pelo regresso dos Da Weasel a casa.

A banda dará um concerto de duas horas “pensado inteiramente” para O Sol da Caparica, nesta que é a primeira atuação em Almada desde o interregno. Desde o espetáculo de luzes ao repertório “especial”, que conta com “algumas surpresas e músicas que ainda não foram ouvidas desde que a banda portuguesa voltou ao ativo”, os Da Weasel “prometem uma noite que ficará na memória de todos os fãs”.

João Nobre, baixista da banda de Almada, lembrou que o derradeiro concerto do coletivo no concelho terá sido há mais de 15 anos, por altura das celebrações do 25 de Abril.

Entre 1994 e 2007, os Da Weasel editaram um EP, “More than 30 motherf****s” (1994), e os álbuns “Dou-lhe Com A Alma” (1995), “3.º Capítulo” (1997), “Iniciação A Uma Vida Banal – O Manual” (1999), “Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder” (2001), “Re-Definições” (2004) e “Amor, Escárnio e Maldizer” (2007).

Com uma carreira prolífica, a banda é reconhecida pelos singles “God Bless Johnny”, “Adivinha Quem Voltou”, “Educação (É Liberdade)”, “Ressaca”, “Dúia”, “Todagente”, “Outro Nível”, “Agora e Para Sempre (A Paixão)”, “Tás Na Boa”, “Re-tratamento”, “Dialectos de Ternura”, “Mundos Mudos”, “Toque-Toque” e “Força (Uma Página de História)”.

Carlos Nobre (Pacman/Carlão, na voz), João Nobre (Jay-Jay Neige, no baixo), Pedro Quaresma (Quakas, na guitarra), Bruno Silva (Virgul, na voz), Miguel Negretti (DJ Glue, nos giradiscos) e Guilherme Silva (Guillaz, na bateria) são os elementos que gravaram os derradeiros discos e que integram os Da Weasel na atualidade.

O regresso aos palcos dos Da Weasel aconteceu no dia 9 de julho de 2022, perante um Nos Alive com lotação esgotada. Em outubro de 2022 os Da Weasel anunciaram um novo concerto para 2023, tendo sido a primeira confirmação para o festival Meo Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia. O concerto no festival Marés Vivas também teve lotação esgotada, de 40 mil pessoas, num dia dedicado exclusivamente a bandas e artistas nacionais.

Em dezembro de 2023 a banda anunciou três concertos para 2024. No festival Summer Opening, no Parque de Santa Catarina (Funchal, Madeira) a 12 de julho, no festival Meo Monte Verde, na Ribeira Grande (São Miguel, Açores) no dia 8 de agosto, e, por último, no dia 10 de agosto no festival Sudoeste, quase duas décadas após terem atuado lá pela última vez.

Jay, como é conhecido pelos pares e amigos, responde que o coletivo está a “desfrutar do regresso” ao invés de pensar em gravações de singles ou álbuns. “Pode parecer estranho, mas o nosso regresso foi apenas há três anos. Ainda não passou assim tanto tempo quanto isso, embora pareça que foi há mais tempo, não é? Estamos sempre a pensar que já foi há bué, mas não foi”.

Dos tempos com o “Nanico” (Hernâni Miguel, produtor executivo da compilação “Rapública” e ex-manager dos Da Weasel) recordam a ingenuidade da banda e do manager. “De vez em quando fartamo-nos de rir com as histórias, era tudo muito ingénuo, nós, ele, então os dois juntos (risos)”.

Braindead, Teratron, Nu Soul Family, 5-30, Lefty e Thormenthor são apenas alguns dos projetos passados ou presentes de elementos da banda. Além disso, Carlão e Virgul têm projetos a solo bem sucedidos. DJ Glue atua com Carlão mas também tem uma carreira a solo com bastante impacto no universo hip hop. Ainda há tempo para reunir os Da Weasel?

Jay considera que sim. Nos projetos individuais existe “uma zona” para cada um explorar e “purgar” aquilo que a cada um diz respeito. “Tudo o que sai dos Da Weasel vem das seis carolas. Cada um dá o seu contributo. Obviamente que resulta. Da Weasel é mesmo essa mestiçagem”.

Em tempo de festivais com bandeiras (pela Palestina, Ucrânia, contra as guerras e invasões, pelas lutas sociais) e sendo Da Weasel um projeto de intervenção pela mudança, com a coragem de colocar muitas vezes o dedo na ferida, Carlão assume que “não deixa de ser triste ver que há muitas coisas que foram ditas que ainda fazem todo o sentido”.

“Portanto não dá para fazer assim tantas alterações, não é? Por um lado é bom, não estarmos a mexer, mas era melhor se mudássemos mais coisas, sobretudo em termos de relato social, daquilo que é visto. Realmente as coisas não mudaram assim tanto”, sublinha o vocalista.

Além dos Da Weasel, Plutónio, Dillaz, Nininho Vaz Maia, Richie Campbell, Lon3r Johny, Bispo, Wet Bed Gang, Neyna, Bia Caboz, Soraia Ramos e Pikika são os nomes principais da 10.ª edição d’O Sol da Caparica. O festival regressa ao Parque Urbano da Costa de Caparica entre os dias 14 e 17 de agosto.

Escrito por Filipe Pedro

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