play_arrow

keyboard_arrow_right

Ouvintes:

Principais ouvintes:

skip_previous skip_next
00:00 00:00
playlist_play chevron_left
  • play_arrow

    TunetRádio Cultura Primeiro

MÚSICA

Mêda+ com Amaura, Capicua, Evaya, Emmy Curl e Bia Maria

today18/07/2025 1

Fundo
share close

O Festival Mêda+ regressa à cidade da Mêda, para celebrar a 11.ª edição entre os dias 24 e 26 de julho, com um “warm-up especial” marcado para quarta-feira, dia 23. Promovido por uma associação juvenil sem fins lucrativos, o evento afirma-se como “um espaço de acesso democrático à cultura, reunindo música nacional, comunidade e partilha intergeracional, com entrada e campismo gratuitos”, avança a organização em nota enviada à comunicação social.

Segundo André Pereira, da organização, essa aposta tem sido uma das marcas distintivas do festival: “O desafio financeiro passa desde logo pela eliminação de uma fonte de receita à partida, mas abre portas a várias parcerias que, com um sistema de bilhética, eventualmente não aconteceriam. Com os valores que estamos a trabalhar, sentimos que o propósito que nos distingue desde 2010 é muito importante de preservar.”

Durante quatro dias e três palcos — Pé em Triste, Mercado e Meda+ — o festival apresenta uma programação que cruza artistas “consagrados” e “novas vozes” da música portuguesa. Vitoria Vermelho, Orquestra de Formação de Mêda, Evaya, 800 Gondomar, Carlos Raposo, Romeu Bairos, Félix Gambino (DJ Set), Emmy Curl, Humana Taranja, Maquina, Tyroliro, Girls96, Rossana, Ohxala (DJ Set), Manga Limão, Bombazine, Them Flying Monkeys, Anti-Medo, Conferência Inferno, Marlow Diggs, Bia Maria (na fotografia de capa) e Academia Sénior de Mêda, Mike El Nite (DJ Set), Amaura, Quadra e Capicua são os artistas em cartaz.

Para a organização do festival, a seleção do cartaz resulta de “um trabalho constante de dar a mesma atenção a artistas consagrados no panorama alternativo e a novos projetos que vão surgindo. A música portuguesa está numa ótima fase, o que facilita muito o nosso trabalho e, ao mesmo tempo, dificulta a decisão.”

Além da música, a Nave de Exposições da Mêda acolhe oficinas de cerâmica, olaria com roda de oleiro, pintura, fotografia e aguarela. “A ideia surge da necessidade de incluir na programação diária uma alternativa à piscina municipal. Este ano, com a maior Metamorfose que o evento recebeu, esse apetite aguçou-se ainda mais”.

Outro “destaque” são as provas de vinhos comentadas pelos produtores locais, que “servem também para promover os próprios produtos junto de um público improvável”, sublinha o responsável.

Uma das atuações “mais simbólicas” será a colaboração entre Bia Maria e a Academia Sénior de Mêda, que, segundo André Pereira, “assume uma importância especial porque reforça várias características que tentamos promover no território e que têm sido fundamentais na simbiose entre o Mêda+ e toda a comunidade.”

Depois de 11 edições, a identidade do festival “consolidou-se no circuito nacional”: “Quando o festival foi interrompido em 2018, recebemos muitas manifestações de várias formas. Tivemos a noção de que o Mêda+ tinha ultrapassado largamente as expectativas iniciais de 2010 e chegado a públicos de todas as idades”.

O futuro do evento será “realista e fiel” ao seu ADN: “Não temos expectativas de crescer muito sem outro tipo de apoios. O objetivo passa por manter a identidade do festival, mas fazê-lo com mais tranquilidade financeira e poder aumentar a qualidade a vários níveis, sem devaneios.”

Escrito por TunetRádio

Rate it