Ouvintes:
Principais ouvintes:
TunetRádio Cultura Primeiro
O filme realizado por Christiane Garcia, “Enquanto O Céu Não Me Espera“, que retrata a dificuldade de sobrevivência de uma família que vive nas águas do Amazonas, sagrou-se o grande vencedor desta edição do FESTin, levando também o troféu de melhor ator e melhor atriz.
Ambientado na Amazónia, “Enquanto O Céu Não Me Espera” transforma a paisagem num “corpo vivo, onde o rio se torna personagem e respirar é um ato de resistência. A realizadora, filha da floresta, faz de sua terra não apenas cenário, mas essência — revelando um “novo” velho mundo, pouco visto nas telas, mas profundamente reconhecível por quem o habita. Com uma narrativa potente e sensível, o filme revela um planeta em colapso — belo e ameaçador — onde a ancestralidade”, lê-se na nota de imprensa que destaca as palavras dos jurados sobre o filme vencedor do festival.
Terminou no domingo, 8 de junho, a 16.ª edição do FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que durante oito dias apresentou 47 filmes, vindos de diferentes países que falam a língua portuguesa. Este ano, o festival trouxe como tema central “Diversidade, Ancestralidade e Resistência”, um convite à reflexão sobre “raízes, vozes e histórias plurais”.
Pela primeira vez, o FESTin expandiu as suas fronteiras além das salas de cinema, com uma programação paralela “diversa e envolvente”. Com a curadoria de Cesar Meneghetti e Miguel Petchkovsky, o “FESTin_arte”, com obras de 10 realizadores, em cartaz, na Galeria Graça Brandão, patente até 28 de junho. Em “Conexões”, no Hotel Inspira Liberdade Boutique reuniram-se convidados e palestrantes para os debates sobre, meio ambiente, políticas públicas e inovações no audiovisual. “Human XR, experiências imersivas” nasce de uma pergunta provocadora: Como é que a realidade virtual nos pode tornar mais conscientes da nossa humanidade?, da realizadora Debora Bergamini.
Durante a presente edição foi anunciada uma nova parceria do FESTin com o CanalCurta!, “importante canal de televisão brasileiro”. Trata-se de uma cooperação relacionada com a “coprodução de conteúdos audiovisuais, cujas possibilidades foram apresentadas por JucaWorcman e Bibiana de Sá – numa verdadeira aula sobre criatividade, colaboração e o futuro do audiovisual lusófono”.
Os vencedores da 16.ª edição do FESTin receberam o troféu “Pessoa” – “símbolo de reconhecimento ao talento e à expressão do cinema em língua portuguesa”. Daniela Azevedo, diretora da TunetRádio, foi mais uma vez a apresentadora das cerimónias de abertura e de encerramento do festival.
PALMARÉS DO 16.º FESTIN
Filme escolhido pelo voto popular infantil:
“Thiago e Isis e os Biomas do Brasil” (BR), de João Amorim
Mostra Os Diferentes Sotaques da Lusofonia:
“As Aventuras do Angosat” (ANG/ESP), de Resem Verkron e Marc Serena
“Caly” (MZ), de Alcy Kaluamba e Criss Joan
Menção Honrosa
“Jaz” (BR), de Liza Gomes
Melhor curta-metragem pelo voto popular
“Fim da Linha” (PT), de Bárbara Pedrosa
Menção Honrosa de curta-metragem
“Envergo, mas não quebro” (BR), de Tatiana Sager
Melhor curta-metragem do Júri Oficial
“Casa Amarela” (BR), de Adriel Nizer
Melhor documentário Voto do Público
“Nteregu” (PT), de Manuel Loureiro e Roger Mor
Menção honrosa documentário
“Funk Favela” (BR), da realizadora Kenya Zanatta
Vencedor do melhor documentário do Júri Oficial
“Catadoras” (BR), de Dayse Porto
Melhor longa-metragem voto popular
“Contra Todos” (ANG), de Satanha Cinéfilo
Menção honrosa de longa-metragem de ficção
“Contra Todos” (ANG), de Satanha Cinéfilo
Melhor atriz em longa-metragem
Priscilla Vilela, por “Enquanto O Céu Não Me Espera”
Melhor ator em longa-metragem
Irandir Santos, por “Enquanto O Céu Não Me Espera”
Melhor realizador de longa-metragem
Eliane Caffé, por “Filhos do Mangue”
Vencedor de melhor longa-metragem
“Enquanto O Céu Não Me Espera”, de Christiane Garcia
Escrito por TunetRádio
Cinema Enquanto O Céu Não Me Espera Festin Festival