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Em “Felicidade Moderna” há lugar para “muita coisa diferente”. Ao longo de onze canções, entre as quais suites, baladas, valsas e outros temas “mais dançantes ou roqueiros”, os Quase Nicolau “não se prenderam a um só som”. Daniela Azevedo tentou desvendar a “Felicidade Moderna” numa conversa via zoom com a banda.
“O mais importante, aliás, era que cada canção se parecesse apenas consigo mesma”. Daí que a banda, com a ajuda do produtor João Correia (Tape Junk, Bruno Pernadas, Benjamim), se tenha entregue a uma “constante experimentação musical que atravessou todas as estações do ano”. Entre as paredes do estúdio “todos puderam tocar tudo”, pode ler-se na nota da assessoria de imprensa enviada à comunicação social.
Assim surgiram não só instrumentos que a banda toca ao vivo, qual uma profusão de guitarras clássicas, acústicas, elétricas e regionais, teclados, baixo e bateria, como os timbres mais coloridos de metalofones, melódicas, sintetizadores, slides, percussões de “todos os feitios, ruídos naturais e digitais, samples vocais e instrumentais e até uma conversa à chuva com um pequeno cão dourado”.
A palete instrumental não estaria completa, no entanto, sem as contribuições dos músicos convidados Vasco Robert e João Capinha, que tocaram, respetivamente, piano em quatro faixas e saxofone tenor, saxofone alto e flauta transversal em três.
“Muita da força e da diferença da música dos Quase Nicolau vem das vozes, dos coros com que, entre os cinco membros da banda, entoam letras delicadas, honestas e sentidas, em que a língua portuguesa tem um papel fundamental. Não quer isto dizer que uma voz nunca venha sozinha. Uma das principais aprendizagens que os Quase Nicolau trouxeram de “Alvorada”, o EP de estreia, para “Felicidade Moderna” foi a de que “menos pode ser mais”. Com essa ideia em conta a banda “também se aventurou, mais do que nunca, pelos seus momentos mais despojados e vulneráveis”.
Depois de terem vencido, a 21 de março, a eliminatória lisboeta do Indie Music Fest, os Quase Nicolau têm dois concertos de apresentação de “Felicidade Moderna” na agenda: o primeiro em Lisboa, no Musicbox, a 18 de Junho; e o segundo no norte de Portugal, por ocasião da final do Indie Music Fest, em Paredes, a 21 de junho. Ao vivo, a banda apresenta-se como sexteto, contando, além da formação nuclear, com Luís Beirão na voz, teclados e clarinete. Nos alinhamentos podem-se esperar as canções de “Felicidade Moderna” e “Alvorada”, bem como algumas surpresas e primeiros temas de um próximo trabalho cuja composição já começou.
Escrito por Daniela Azevedo
Felicidade Moderna Quase Nicolau