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    TunetRádio Cultura Primeiro

ART & TECH

Fazunchar regressa de 16 a 24 de agosto a Figueiró dos Vinhos

today03/06/2025 3

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O Fazunchar está de volta para a 7.ª edição a Figueiró dos Vinhos entre 16 e 24 de agosto, trazendo consigo o espírito de “comunidade que o fundamenta desde a sua criação”. Este ano, o festival “reafirma a essência ao explorar a multidisciplinaridade artística, com destaque não apenas para a arte urbana, como para a pintura mural, mas também para outras expressões, como escultura, escrita, música, fotografia, vídeo, artes performativas, além das tradicionais oficinas e visitas guiadas”.

Uma das novidades desta edição é o mercado de autor, “onde diversos artistas terão a oportunidade de expor e vender as suas obras, celebrando a arte e a cultura local”, pode ler-se no comunicado enviado à imprensa. O festival reforça “mais uma vez o seu compromisso com a arte urbana, como ferramenta de transformação social, promovendo um espaço de encontro, aprendizagem e celebração da diversidade”.

O Fazunchar 2025 começa no dia 16 de agosto, com uma exposição no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos, apresentada pela artista visual Raquel Belli. A mostra “evidencia uma recuperação de parte do espólio fotográfico de um segmento do território, que será transformado pela tecelagem fotográfica da artista, oferecendo uma nova leitura e revisitação da comunidade e do seu espaço”.

As residências artísticas terão início com o músico Ricardo Azevedo que irá criar uma música e letra original com os alunos do 2.º e 3.º CEB do Agrupamento, bem como um teledisco, que será apresentado no dia 22 de agosto, onde as crianças subirão ao palco com o músico. Outra das residências artísticas será de escrita com o autor Luís Robalo que “trará, através dos textos, algumas das vivências, as pessoas, os acontecimentos e o território único que o inspirou”. No último fim de semana do festival será feita a apresentação do livro, tal como a rota que levará a conhecer algumas frases, espalhadas por Arega e pelo centro da vila de Figueiró dos Vinhos. A próxima residência trará as Artes Performativas através de uma visita encenada com a comunidade feita pela artista Inês Fouto desenvolvida ao longo da semana. A visita realizar-se-á no dia 23 pela manhã.

Naquela que é a disciplina “com mais visibilidade” no festival, serão levados até ao centro da vila os artistas Daniela Guerreiro, Bordalo II – que irão fazer pinturas murais – e o vencedor do Open Call que irá intervencionar a parede dos Bombeiros. Durante a semana será possível assistir à criação destas três obras.

Robert Panda, escultor, será convidado a realizar uma intervenção na freguesia de Aguda com uma das suas figuras, colocando em questão o quotidiano. Mas o contacto artístico com a comunidade não será feito só através das residências artísticas, como também através de oficinas específicas. Este ano serão duas, onde a artista Raquel Belli trabalhará com o público adulto e o Robert Panda com o infantojuvenil. Como vem sendo habitual, terão também lugar as visitas guiadas a todas as paredes intervencionadas ao longo dos sete anos de Fazunchar.

Existirá ainda espaço para o videógrafo Pedro Guerra apresentar o documentário “Redesenhando Mundos” que tem por base a edição de 2024 do Festival. Um dos momentos de celebração será no sábado, dia 23 com a atuação da A Garota Não, seguida de DJ Kwan.

A Garota Não tem vindo a refletir sobre os tempos que vivemos através de uma “poesia interventiva numa viagem social e política, de quem luta com o coração e dá corpo, alma e voz a um projeto absolutamente único”. Em 2022 lançou “2 de Abril”, considerado pelo público e pela crítica como um dos “Melhores Álbuns Nacionais do Ano”, e que lhe valeu o Globo de Ouro de “Melhor Intérprete” na categoria de Música em 2023, os Prémios de “Melhor Trabalho Popular” e “Prémio José da Ponte”, pela Sociedade Portuguesa de Autores e ainda o Prémio José Afonso na sua 35.ª edição. Lançou em maio o “aguardado” disco “Ferry Gold”.

DJ e turntablist, radio host, curador de eventos, a&r e manager de artistas, Kwan (na fotografia de capa) é uma referência na cena musical portuguesa. Envolveu-se na cultura hip hop nos anos 90 e começou a fazer scratch em 1998. Ficou em terceiro lugar no Campeonato Mundial IDA em 2007. Os seus sets quebram barreiras musicais misturando hip hop, r&b, soul, funk, música eletrónica ou rock, destacando-se pela sua qualidade técnica e leitura da pista.

Escrito por TunetRádio

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