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Entrevistas

Com uma energia “única” os Javisol tomam o palco por seu

today27/05/2025 2

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Os Javisol têm como ponto de partida a “natureza artística de Tiago Jesus, que procura abraçar os ouvintes, através da partilha honesta das suas dores”. Daniela Azevedo conversou com o músico de Lisboa.

Em 2019, o instrumentista e produtor André Morais junta-se para trabalhar com Tiago no seu projeto. Um ano mais tarde, o baterista Bruno Mimoso integra os Javisol. Em 2022 entra o guitarrista João Aguiar. Em 2024 com a entrada na agência Tuff, lançam um EP dos seus temas ao vivo no MusicBox e no mesmo ano, Ricardo Rodrigues passa a ocupar o lugar na bateria, marcando um novo capítulo na história da banda.

Os Javisol apresentaram o álbum de estreia em Évora (She), Lisboa (Coliseu Club), Porto (Escola Normal), Louro (Casa do Artista Amador) e Esmoriz (Uncle Joes). Os próximos concertos são em Ovar, a 30 de maio, no Buraco, e em Torres Vedras, a 31 de maio, no Bang Venue.

Segundo a assessoria da banda, em nota enviada à comunicação social, os espetáculos ao vivo dos Javisol são “uma experiência única, uma fusão de sentimentos profundos e íntimos, onde cada palavra cantada na voz de Tiago Jesus nas suas letras é tangível. Prova disso, é o reconhecimento com o prémio de “Melhor Espetáculo” do Festival Emergente em 2022”.

“Descarga emocional intensa que ecoa em quem a ouve, “Corda Bamba” tem uma melodia pesada e letras honestas que a tornam um hino inesperado da cena underground. Nos concertos, é impossível ignorar o momento em que o público, em uníssono, grita “Sozinho” – uma ironia bela e paradoxal, pois nunca ninguém está realmente só quando esta música nos une”.

Tiago Jesus explica: “Escrevi esta canção depois de uma tentativa de assalto à minha guitarra e da sua recuperação. No fundo, fala sobre angústia e o quão difícil é ter esperança no mundo, até percebermos que o outro sente o mesmo que nós.”

“A relação intensa entre banda e público é algo que os Javisol fazem questão de alimentar”. Tiago recorda um dos momentos mais marcantes da sua carreira: “Quando tocámos esta canção no Festival Avanca Gare, a luz foi abaixo. Ficámos ali, no escuro, mas com a ajuda do público, continuámos a cantar ‘a cappella’. Foi um dos momentos mais bonitos que já vivemos em palco. Percebi que esta música já não é só nossa – pertence a quem a canta connosco.”

Com “poucas palavras, mas carregado de emoção, “Na Lama” transmite uma energia contagiante que nos leva numa viagem intensa. Conhecidos pela fusão ousada de rock alternativo com toques de fado, mergulham desta vez nas camadas mais profundas da insatisfação, do medo e da constante busca por sentido, num mundo onde nem sempre estamos bem — e está tudo certo com isso”.

Com uma sonoridade “visceral e emotiva, “Na Lama” é uma reflexão sincera sobre o desconforto do ser humano e a normalidade de se sentir perdido. A voz crua e intensa do vocalista, carregada de vulnerabilidade e energia, conduz a canção por um caminho onde fragilidade e força coexistem, numa explosão sonora que é já imagem de marca da banda”.

Os Javisol “convidam o público a abraçar a imperfeição e a encontrar beleza no caos, sem filtros nem maquilhagem. Porque, afinal, é da lama que tantas vezes renascemos”.

Escrito por Daniela Azevedo

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