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Fantasporto regressa a 24 de fevereiro

Escrito por em 24/01/2023

O Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto abre com o filme britânico “Shepherd”, de Russel Owen, e promete durante nove dias 86 filmes, a maioria em antestreia portuguesa.

A 43.ª edição do festival acontece entre os dias 24 de fevereiro e 4 de março no histórico Cinema Batalha, agora denominado Batalha – Centro de Cinema, localizado na baixa do Porto, junto ao Teatro Nacional São João.

A abertura do certame acontece às 21:15, na sala do Batalha com 299 lugares, e a exibição de “Shepherd” dá também mote para o arranque da Competição Internacional do Cinema Fantástico.

“Shepherd”, um filme de 2021, aborda “os traumas de um homem que se isola do mundo” e foi considerado pela imprensa especializada, como a Variety Screen International Empire e Film Total, um dos “mais importantes filmes do ano cinéfilo”.

O Fantasporto termina no dia 4 de março com a estreia internacional do filme turco “Once Upon a Time in The Future: 2121”, da realizadora Serpil Altin. O filme inspira-se na película “1984”, de George Orwell, e revela um olhar sobre “os perigos das ditaduras”, filmado pela primeira mulher turca a realizar um filme de ficção científica, lê-se no dossiê de imprensa do Fantasporto.

Entre a abertura com “Shepherd” e o encerramento com “Once Upon a Time in The Future: 2121”, pelo Fantasporto vão passar 86 filmes, de 30 países diferentes, como Japão, Myanmar, Malásia, Singapura, Ucrânia, Rússia, Indonésia, Macedónia do Norte e Cazaquistão.

“Immersion”, do japonês Takashi Shimizu – que venceu o Grande Prémio do Fantasporto 2021 com “Suicide Forrest Village” -, que relaciona ficção científica com lendas nipónicas, é exibido dia 2 de março. Este é um dos principais destaques da organização na categoria de Cinema Fantástico da competição. O filme português “S.Ó.S”, de Tiago Santos, vai competir na mesma categoria.

“Exhibit #8”, filme holandês do realizador Ruben Broekhuis, que aborda a atualidade do tráfico de crianças, é outro dos destaques na categoria de Cinema Fantástico. “Demigod: The Legend Begins” (Taiwan), de Chris Huang Wen, um filme de animação com artes marciais, e “Stone Turtle” (Malásia), de Woo Ming Jin, também de animação, inspirado em lendas, são outros dois “imperdíveis”, segundo Mário Dorminsky, e estão na secção das Curtas Metragens Cinema Fantástico.

Na categoria das Curtas Metragens, o filme mais “assustador” é “El Umbral” (Espanha), de Javier Carneros Lorenzo, considerou Beatriz Pacheco Pereira, cofundadora do Fantasporto com o marido Mário Dorminsky, também presente na conferência de imprensa.

Os filmes portugueses que concorrem na competição das Curtas-Metragens são “Horário em Branco”, de Manuel Bernardo Cabral, “Quatro Estações”, de Carlos Coelho Costa, “O Caso Coutinho”, de Luís Alves, “Skull 3: A Film for a Death Metal Song”, de Luís Miranda, “Regresso à Casa de Partida antes que a Partida Seja Definitiva”, de André Almeida Rodrigues, “Incubus”, de Tito Fernandes, “Sequioso de Vida: Victor de Sá”, “Irritación”, de Diogo Oliveira, e “Fissura”, de Pedra Sena Nunes.

O certame vai também exibir a trilogia “Melchior”, três longas-metragens da Estónia, “com ótimas interpretações”, destacou Beatriz Pereira. “Melchior the Apothecary”, “Melchior the Apothecary: The Ghost” e “Melchior the Apothecary: The Executioner´s Daughter”.

Haverá também uma retrospetiva de cinema filipino, com dez produções, e outra dedicada à Freak Agency, com nove filmes, agência espanhola dedicada à produção independente. No total, tendo em conta o ‘dossier de imprensa’, o Fantasporto contará com 95 filmes, entre competição internacional e portuguesa (curtas e escolas de cinema), retrospetivas, semana dos realizadores, cinema fantástico fora da competição e a trilogia “Melchior”.

A guerra, as ditaduras e suas consequências, o tráfico de migrantes, a exploração e o abuso de crianças, o abuso de idosos e a desumanização da sociedade, o direito à diferença, a condição da mulher, as mudanças climáticas e a poluição dos oceanos são alguns dos temas abordados nos 86 filmes que vão ser exibidos na 43.ª edição do Fantasporto e cujos ingressos são cinco euros (sujeito a desconto).

PROGRAMA DO 43.º FANTASPORTO

Filme de Abertura
“Shepherd”, de Russell Owen, 104’ (Reino Unido)

Filme de Encerramento
“Once Upon a Time in the Future: 2121”, de Serpil Altin, 92’ (Turquia)

COMPETIÇÃO CINEMA FANTÁSTICO

Longas-metragens

“S.Ó.S.”, de Tiago Santos, 85’ (Portugal)

“Shepherd”, de Russell Owen, 104’ (Reino Unido)

“Immersion”, de Takashi Shimizu, 117′ (Japão)

“Stone Turtle”, de Woo Ming Jin, 92’ (Malásia)

“Convenience Story”, de Satoshi Miki, 97’ (Japão)

“Bad City”, de Kensuke Sonomura, 118’ (Japão)

“The Ghost Writer”, de Paul Wilkins, 90’ (Reino Unido)

“Megalomaniac”, de Karim Ouelhaj, 100’ (Bélgica)

“Life of Mariko in Kabukicho”, de Eiji Uchida e Shinzô Katayama, 117’ (Japão)

“Sashenka”, de Alexander Zhovna, 135’ (Ucrânia)

“The Thing Behind the Door”, de Fabrice Blin, 81’ (França)

“Cult Hero”, de Jesse Thomas Cook, 105’ (Canadá)

“Exhibit #8”, de Ruben Broekhuis, 76’ (Países Baixos)

“They Wait in the Dark”, de Patrick Rea, 85’ (EUA)

“Immersion”, de Takashi Shimizu, 117’ (Japão)

“Dead Bride”, de Francesco Picone, 84’ (Itália)

“Demigod: the Legend Begins”, de Chris Huang Wen-Chang, 103’ (Taiwan)

CINEMA FANTÁSTICO FORA COMPETIÇÂO

“Once Upon a Time in the Future: 2121”, de Serpil Altin, 91’ (Turquia)

“Melchior the Apothecary”, de Elmo Nüganen, 100’ (Estónia)

“Melchior the Apothecary: The Ghost”, de Elmo Nüganen, 90’ (Estónia)

“Melchior the Apothecary: The Executioner’s Daughter”, de Elmo Nüganen, 93’ (Estónia)

“The Goldsmith/ L’Órafo”, de Vincenzo Ricchiuto, 89’ (Itália)

“Lagunas, La Guarida del Diablo”, de Marc Carreté, 116’ (Espanha)

CURTAS-METRAGENS CINEMA FANTÁSTICO

“La Nueva”, de Ivan Villamel, 15’ (Espanha)

“Go with her”, de Che Yu-Shi, 15’41’’ (China/Reino Unido)

“Stop Dead”, de Emily Greenwood, 7’56’’ (Reino Unido)

“Hippocampus”, de Vassilis Dimopoulos, 11’ (Grécia)

“El Umbral”, de Javier Carneros Lorenzo, 16’09’’ (Espanha)

“Kraken”, Pauline Dalifard e Lucie Rico, 14’16’’ (França)

“Incubus”, de Tito Fernandes, 16’45’’ (Reino Unido)

“Paradox”, de Nika Belianina, 3’31’’ (Canadá)

“Paloquemao”, de Jefferson Cardoza Herrera, 19’14’’ (Colômbia)

“Mended”, de Alia Alkaff, 13’ (Singapura)

“Sleeping Beauty”, de Jana Nedzvetskaya, 15’ (Rússia)

“For the Skeptical”, de Dawn Westlake, 3’14’’ (EUA)

“Samara Op.4”, de Maxime Wattrelos, Jérémy Trochet, Louis Cocquet, Marie Heribel e François Mainquet, 6’36’ (França)

“The Smile”, de Erik van Schaaik, 15’ (Países Baixos)

“PLSTC”, de Laen Sanches, 1’37’’ (França)

SEMANA DOS REALIZADORES

“Perfect Number”, de Krzysztof Zanussi, 87’ (Polónia)

“Kaymak”, de Milcho Manchevski, 107’ (Dinamarca/Países Baixos/Croácia/Macedónia do Norte)

“The Grandson”, de Kristóf Deák, 119’ (Hungria)

“Purgatory”, de Vassilis Mazomenos, 95’ (Grécia)

“Narcosis”, de Martijn de Jong, 118’ (Países Baixos)

“Bad City”, de Kensuke Sonomura, 118’ (Japão)

“Kargo”, de T.M. Malones, 82’ (Filipinas)

“About Us But Not About Us”, de Jun Robles Lana, 92’ (Filipinas)

“Ritual”, de Hans Herbots, 122’ (Bélgica/Países Baixos/Alemanha)

“The Game”, Péter Fazakas, 110’ (Hungria)

ORIENT EXPRESS

“Stone Turtle”, de Woo Ming Jin, 92’ (Malásia)

“Convenience Story”, de Satoshi Miki, 97’ (Japão)

“Bad City”, de Kensuke Sonomura, 118’ (Japão)

“Life of Mariko in Kabukicho”, de Eiji Uchida e Shinzô Katayama, 117’ (Japão)

“Immersion”, de Takashi Shimizu, 117 (Japão)

“Demigod: the Legend Begins”, de Chris Huang Wen-Chang, 103’ (Taiwan)

“Kargo”, de T.M. Malones, 82’ (Filipinas)

“About Us But Not About Us, de Jun Robles Lana, 92’ (Filipinas)

PRÉMIO CINEMA PORTUGUÊS – MELHOR FILME

Longa-metragem

“S.Ó.S.”, de Tiago Santos, 85’

Curtas-metragens

“Horário em Branco”, de Manuel Bernardo Cabral, 7’

“4 Estações”, de Carlos Coelho Costa, 12’44’’

“O Caso Coutinho”, de Luís Alves, 12’ 47’’

“Skull 3: A Film for a Death Metal Song”, de Luís Miranda, 1’51’

“Regresso à casa de partida antes que a partida seja definitiva”, de André Almeida Rodrigues, 8’

“Incubus”, de Tito Fernandes, 16’45’ (Reino Unido/Portugal)

“Sequioso de Vida”, de Victor de Sá e Martin Dale, 30’

“Irritación”, de Diogo Oliveira, 15’

“Fissura”, de Pedro Sena Nunes, 3’

CINEMA PORTUGUÊS – FORA COMPETIÇÃO

Longas-metragens

“Já Nada Sei”, de Luís Diogo, 93’

“40 Anos de Fantasporto”, de Isabel Pina, 100’

Curta-metragem

“O Meu Caminho”, de Pedro Gil Vasconcelos, 16’

PRÉMIO CINEMA PORTUGUÊS- MELHOR FILME (ESCOLAS DE CINEMA)

ESCOLA ARTÍSTICA SOARES DO REIS

“Akathisia”, de Carina Duarte Rabaça, 5’50’’

UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE LISBOA

“Quando a Terra Sangra”, João Morgado, 15’

UNIVERSIDADE DO MINHO

“The Space in Between”, de Joana Dantas, 5’50’’

UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PORTO

“How to be a Candid Woman”, de Francisca Dores, 5’16’’

ESCOLA SUPERIOR ARTÍSTICA DO PORTO – ESAP

“Sciamachy”, de Cristina Hermida, 15’

ESMAD

“Non Finito”, de Patrícia Capeto, 19’30

FANTASCLASSICS

“Darklands”, de Julian Richards, 85’ (1996, Reino Unido, cópia restaurada em 4K)

“Mute Witness”, de Anthony Waller, 95’ (Reino Unido, cópia restaurada em 4K)

RETROSPETIVAS

O CINEMA DAS FILIPINAS – O PRODUTOR FERNAND LAPUZ – SELEÇÃO DE FILMES 2007-2022

“About us but not about us”, de Jun Robles Lana (2022)

“Kargo”, de TM Malones (2022)

“Bwakaw”, de Jun Robles Lana’s (2012)

“Ekstra”, de Jeffrey Jeturian’s (2013)

“Magkakabaung | The Coffin Maker”, de Jason Paul Laxamana’s (2014)

“My Life With a King”, de Carlo Enciso Catu’s (2015)

“Area”, de Luisito Lagdameo Ignacio’s (2016)

“Baconaua”, de Joseph Israel Laban’s (2017)

“Rainbow’s Sunset”, de Joel Lamangan’s (2018)

“Distance”, de Perci Intalan’s (2018)

“Belle Douleur”, de Joji Alonso’s (2019)

“Baby Factory”, de Eduardo Roy Jr. (2011)

Filmes da Retrospectiva Freak Agency

“AgFreak Reel”, 1’30’’ (2011)

“Hotel”, de José Luis Alemán, 11’24’’ (2011)

“El cuento/Bedtime Story”, de Lucas Paulino e Ángel Torres, 9’41’’ (2019)

“A little taste”, de Victor Catalá, 5’12’’ (2019)

“Llengua amb tàperes/Tongue with Capers”, de David Mataró, 15’39’’ (2020)

“Adam Peiper”, de Mónica Mateo, 16’29’’ (2015)

“La noria”, de Carlos Baena, 12’ (2018)

“El fin de todas las cosas”, de Norma Vila, 15’ (2019)

“Nunca Te Dejé Sola/Never Left You Alone”, de Mireia Noguera, 18’ (2019)


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