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Rio premeia “Paloma”, “Mato Seco em Chamas” e “Fogo Fátuo”

Escrito por em 17/10/2022

“Paloma”, “Mato Seco em Chamas” e “Fogo Fátuo”, com produção portuguesa, somaram vários prémios no Festival de Cinema do Rio de Janeiro.

“Paloma”, do realizador brasileiro Marcelo Gomes, numa coprodução entre o Brasil e Portugal, pela Ukbar Filmes, venceu os prémios de melhor longa-metragem de ficção e de melhor filme brasileiro de temática LGBTQI+.

Kika Sena, protagonista do filme e mulher trans, foi eleita a melhor atriz e, na aceitação do prémio, na cerimónia de encerramento, pediu “mais representatividade trans e travesti no cinema brasileiro”, testemunhou a imprensa brasileira.

“Paloma” inspira-se em factos reais e conta a história de “uma agricultora, mulher trans, que resolve casar-se num rito religioso com Zé, um servente de pedreiro. Desafortunadas coincidências transformam o evento numa manchete de noticiário nacional”, refere a produtora portuguesa Ukbar Filmes, com quem o realizador brasileiro Marcelo Gomes já tinha trabalhado em “Joaquim” (2017).

No festival do Rio de Janeiro, o filme “Mato Seco em Chamas”, da realizadora portuguesa Joana Pimenta e do brasileiro Adirley Queirós, venceu o prémio especial do júri e a cineasta foi ainda distinguida pela direção de fotografia.

Coprodução entre a portuguesa Terratreme e a brasileira Cinco da Norte, “Mato Seco em Chamas” segue um grupo de mulheres, na periferia de Brasília, que vive do negócio de petróleo encontrado em oleodutos sob a cidade, transformando-o em gasolina para revenda.

“Entre esta estrutura montada e o negócio da política, assim se conta a história das Gasolineiras de Kebradas”, lê-se na sinopse. “Mato Seco em Chamas”, com estreia marcada em Portugal para o dia 27 deste mês, venceu o Grande Prémio do Cinema do Réel, em Paris, e o grande prémio e o galardão de melhor longa-metragem portuguesa no festival IndieLisboa.

Na lista de premiados no Rio de Janeiro, àqueles dois filmes junta-se ainda “Fogo Fátuo”, comédia de João Pedro Rodrigues, que recebeu uma menção especial do júri dos prémios Félix, que reconhecem obras com a temática LGBTQI+.

Filme de abertura da Quinzena dos Realizadores, em Cannes, “Fogo Fátuo” é sobre um jovem príncipe que quer ajudar o país a livrar-se do flagelo dos incêndios e que acaba por se apaixonar por um bombeiro.

“Fogo-Fátuo”, protagonizado por Mauro Costa e André Cabral, faz rir e pensar sobre a relação de Portugal com o passado monárquico, colonialista, sobre preconceitos, homossexualidade, sobre a incúria dos incêndios florestais, sobre a realidade das alterações climáticas. O filme também tem produção da Terratreme Filmes.


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