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Concertos, conferências e cinema na Womex

Escrito por em 17/10/2022

A feira internacional de música Womex, que se realiza pela primeira vez em Lisboa entre quarta-feira e domingo, vai reunir mais de 2.500 profissionais do setor, com uma programação que inclui concertos, conferências, reuniões e projeção de filmes.

De acordo com a organização, ao longo de cinco dias são esperados “mais de 2.500 profissionais, vindos de todos os continentes”. Lisboa será “um palco voltado para o mundo, recebendo um evento pensado para ‘networking’ de profissionais – artistas e agentes, editores e jornalistas, ‘managers’ e ‘técnicos’ – para ‘showcases’, uma feira comercial, um ciclo de conferências e de filmes, contando, ainda, com uma reconhecida cerimónia de atribuição de prémios que anualmente distingue algumas das maiores personalidades da música global”.

A vertente de negócio e de encontros profissionais, com mais de 200 ‘stands’ de divulgação, decorrerá na Altice Arena e os espetáculos estarão repartidos por várias salas: Coliseu dos Recreios, Cinema São Jorge, Teatro Tivoli, Capitólio, Teatro Municipal São Luiz, LAV – Lisboa ao Vivo e uma tenda no Parque Mayer, aos quais se junta a Cinemateca Portuguesa, para exibição de documentários.

O programa da Womex, segundo dados da organização, inclui 60 espetáculos, que envolvem 300 músicos, de várias nacionalidades, 520 editoras e distribuidoras, mais de 400 de instituições governamentais e educacionais, 800 agentes e mais de 610 gestores e 300 produtores.

O espetáculo de abertura, na quarta-feira, no Teatro Tivoli e Capitólio, inclui atuações da fadista Beatriz Felício, do grupo Club Makumba, de Tó Trips e João Doce, do pianista Júlio Resende e do recente projeto Expresso Transatlântico.

O cartaz musical inclui, até domingo, atuações de artistas como os portugueses Sara Correia, Duarte, Ana Lua Caiano e Pedro Jóia, o cabo-verdiano Tito Paris, os malianos Ali Bilali Soudan, o norueguês Daniel Herskedal, os brasileiros Kastrup, Bia Ferreira e Lia de Itamaracá, o espanhol Israel Fernández, os madagascarenses The Dizzy Brains, a sul-africana Pilani Bubu, a moçambicana Selma Uamusse, os indianos Rangamatir Baul, a cubana Brenda Navarrete, a irlandesa Dani Larkin, as sul-coreanas Groove&, os ganeses Fra!, os colombianos La Mambanegra, os mexicanos Son Rompe Pera, os norte-americanos Windborne e os franceses Les Mécanos.

Durante a 28.ª edição da Womex irá também decorrer o 8.º Womex Club Summit, que inclui “cerca de vinte sessões de conferências, que envolverão cem palestrantes de 30 países, cerca de 20 reuniões de rede e encontros com 11 mentores especializados”.

Serão abordados temas como “Alterações climáticas e música”, “Resistência negra através da música”, “Sem géneros, sem fronteiras”, “Guerra e música” ou “Pessoas surdas e com deficiência na indústria da música ao vivo”.

A edição de 2021 da feira internacional de música decorreu em outubro do ano passado no Porto, durante cinco dias, mobilizando mais de 2.600 profissionais do setor. Contou com atuações de mais de 60 artistas, cerca de 200 stands e representantes de mais de 100 países.

A realização das duas edições da Womex em Portugal conta com o envolvimento das autarquias do Porto e de Lisboa, do Turismo de Portugal e do Ministério da Cultura. Em julho, na apresentação pública da Womex 2022, em Lisboa, o diretor-geral da edição portuguesa, António Miguel Guimarães, revelou que cada uma das edições portuguesas teve um orçamento de 1,7 milhões de euros, “sem contar com investimentos internacionais lá fora”.

“É o dinheiro que se gasta com as empresas portuguesas, com as salas, com os produtores, com os restaurantes, com comunicação, é a pegada económica que se deixa diretamente, sem contar com muitos milhões de euros que ficam cá; são dezenas de milhares de dormidas, centenas de milhares de refeições. É um impacto económico brutal dentro da cidade”, disse na altura.

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