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“A Date in Minsk” de Nikita Lavretski vence DocLisboa

Escrito por em 15/10/2022

O filme “A Date in Minsk”, do realizador bielorrusso Nikita Lavretski, que faz uma “reflexão agridoce” sobre a história da Bielorrússia, venceu o Grande Prémio Cidade de Lisboa de Melhor Filme da Competição Internacional do festival DocLisboa.

“Pelo conceito cinematográfico, pela preocupação com temáticas atuais, pela autenticidade dos diálogos e interpretações, o júri premeia de forma unânime ‘A Date in Minsk’, de Nikita Lavretski”, informou a organização deste festival internacional de cinema.

Na competição nacional, o prémio para Melhor Filme (ex aequo) foi para “Vexations”, de Leonardo Mouramateus, e para “A Visita e um Jardim Secreto”, de Irene M. Borrego, tendo o júri decidido distinguir estes “dois filmes em que se destacam a forma e as histórias que contam”.

A decisão foi tomada após a visualização de “muitos filmes cativantes, inventivos, não raro realizados com poucos recursos materiais e frequentemente ambiciosos no seu desejo de descrever um recorte do mundo, seja a sua crueldade ou o seu potencial de tornar-se noutra coisa, coisa que talvez o cinema pudesse imaginar mesmo ao relacionar-se com o mundo”, referiu a organização do DocLisboa.

O prémio do júri desta edição do festival foi para o filme “Memória”, de Welket Bungué, que é “uma celebração do legado, com notas tanto de gravidade quanto de doçura”, e o prémio escolas para Melhor Filme da Competição Portuguesa foi para “A Visita e um Jardim Secreto”, de Irene M. Borrego, que durante 60 minutos explora “a personalidade em espelho, a procura do eu no outro, as pazes com o passado, a casa, o retrato, a permanência e a resiliência”.

Na competição internacional, o júri distinguiu, também, “A Landscaped Area Too Quiet For Me”, do realizador Alejandro Vázquez San Miguel, destacando a grande empatia e honestidade com que regista a realidade quotidiana da velhice extrema e pela evocação subtil e gradual do franquismo quase exclusivamente dentro dos limites de um apartamento.

O Prémio Revelação para Melhor Primeira Longa-Metragem foi atribuído a “It’s Party Time”, de Léo Liotard, com o júri a enaltecer o “olhar delicado” com que o cineasta observa as personagens, a “atmosfera melancólica” de um passado perdido e a forma sensível como trata a amizade masculina durante os anos formativos da transição entre a juventude e a idade adulta.

Nesta edição do DocLisboa, o júri decidiu ainda distinguir com uma menção honrosa a longa-metragem “Moto”, de Gastón Sahajdacny, que permite uma viagem por uma cidade afligida por desigualdades e violência policial.

O Prémio para Melhor Curta-Metragem foi para “May the Earth Become the Sky”, de Ana Vîjdea, com o júri a celebrar este filme como “a descoberta de uma sólida sensibilidade na realização, na expectativa de que viaje longe e muito, e ansiando para acompanhar o trabalho futuro da sua diretora”.

O festival DocLisboa atribuiu ainda prémios para a Melhor Longa-Metragem de Temática Associada ao Trabalho para “The Beach of Enchaquirados”, de Iván Mora Manzano; o Melhor Filme de Temática Associada a Práticas e Tradições Culturais e ao Património Imaterial da Humanidade para “Adeus, Capitão”, de Tatiana Almeida e Vincent Carelli, e uma menção honrosa para “Yarokamena”, de Andrés Jurado.

A distinção do Melhor Primeiro Filme Português foi para “Home, Revised”, de Inês Pedrosa e Melo, e o prémio do público para Melhor Filme Português transversal a todas as secções, exceto Verdes Anos, foi para “O que podem as Palavras”, de Luísa Marinho e Luísa Sequeira, revelou a organização.

Na competição Verdes Anos, “Picnic at Hanging Rock”, de Naama Heiman, venceu como Melhor Filme e “Bentuguês”, de Daniel Borga, foi o Melhor Filme Português. Relativamente aos Prémios Arché, o Melhor Projeto em Fase de Montagem ou Primeiro Corte foi para “A Savana e a Montanha”, de Paulo Carneiro; o Melhor Projeto em Fase de Escrita ou Desenvolvimento foi para “Continuum”, de Mariana Bomba; e o Prémio Especial do Júri Arché para um Projeto em Fase de Escrita e Desenvolvimento foi atribuído a “House made of mist”, de Alberto Dexeus. O festival de cinema DocLisboa, que cumpre este ano a 20.ª edição, começou em 6 de outubro e termina no domingo.

SESSÕES DE FILMES PREMIADOS 20ºDOCLISBOA

17 out | Cinema Ideal

17h30
“O que podem as Palavras”
Luísa Marinho, Luísa Sequeira
2022 • Portugal • 77’
Prémio do Público

22h
“Adeus, Capitão”
Tatiana Almeida, Vincent Carelli
2022 • Brasil • 178’
Prémio Prática, Tradição e Património – Prémio Fundação INATEL

18 out | Cinema Ideal

17h30
“The Beach of Enchaquirados”
Iván Mora Manzano
2021 • Equador • 87’
Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis

22h
“Vexations”
Leonardo Mouramateus
2022 • Portugal • 23’
Prémio HBO Max para Melhor Filme da Competição Portuguesa (Ex aequo)

“A Visita e um Jardim Secreto”
Irene M. Borrego
2022 • Espanha, Portugal • 64’
Prémio HBO Max para Melhor Filme da Competição Portuguesa (Ex aequo) e
Prémio Escolas – Prémio ETIC para Melhor Filme da Competição Portuguesa

19 out | Cinema Ideal

17h30
“Home, Revised”
Inês Pedrosa e Melo
2022 • Portugal • 28’
Prémio Fernando Lopes para Melhor Primeiro Filme Português

“It’s Party Time”
Léo Liotard
2022 • Bélgica • 69’
Prémio Revelação – Prémio Canais TVCine para Melhor Primeira Longa-Metragem

22h
“May the Earth Become the Sky”
Ana Vîjdea
2022 • Roménia. Portugal, Hungria, Bélgica • 15’
Prémio para Melhor Curta-Metragem

“A Date in Minsk”
Nikita Lavretski
2022 • Bielorrússia • 88’
Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme da Competição Internacional

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