Faixa Atual

Título

Artista

Background

Companhia James Wilton na 30.ª Quinzena da Dança

Escrito por em 06/08/2022

A Quinzena de Dança de Almada – International Dance Festival decorrerá entre 22 de setembro e 09 de outubro, com a participação de companhias estrangeiras como a britânica James Wilton Dance e um projeto colaborativo com a italiana ArtGarage.

Criado e organizado pela Companhia de Dança de Almada, o festival realiza-se anualmente, e sem interrupção, desde 1992, e traz no programa, além dos espetáculos, também ‘workshops’, exposições e encontros de profissionais, anunciou a organização.

Nesta edição, a companhia espera apresentar ao público “18 dias de descoberta e valorização da dança contemporânea”, nomeadamente com o projeto em parceria com a companhia ArtGarage (Itália), “Woman Made”, que se foca em questões relacionadas com a condição feminina.

A nível nacional, estarão presentes nomes como Tiago Manquinho, que coreografa o novo espetáculo da Companhia de Dança de Almada, a estrear na abertura do festival, bem como o trabalho de Margarida Belo Costa.

Em ano de centenário do nascimento de José Saramago, esta edição conta igualmente com um programa dedicado ao escritor, criado por jovens coreógrafos locais, a convite da Rede Municipal de Bibliotecas de Almada, que será apresentado nos jardins da Casa da Cerca.

Para assinalar o trigésimo aniversário do evento, o público será convidado a visitar a instalação criada por Carlota Machado – cenógrafa e diretora de produção do festival – alusiva a este marco da Quinzena de Dança de Almada, exposta no átrio do Fórum Municipal Romeu Correia.

Mantendo o objetivo de ser um ponto de encontro entre companhias de renome e uma rampa de lançamento para coreógrafos emergentes, com diferentes linhas estéticas, a Quinzena de Dança conta com a direção artística de Ana Macara e Maria Franco.

“Quando começámos não havia nenhum festival de dança em Portugal. Nesse ano surgem dois, o nosso e o ‘Danças na Cidade’”, recorda a diretora artística, Ana Macara, citada num comunicado da organização sobre o evento.

Assumindo-se como um festival que “valoriza as qualidades técnicas e expressivas dos intérpretes”, Macara sublinha ainda que, ao festival, interessa apresentar “coreógrafos que tragam intérpretes que primam pela diferença”.

“Consideramos que a expressividade e a beleza de cada corpo é única e admirável e a diversidade só nos enriquece”, salienta ainda. Um dos pilares da programação da Quinzena é a Plataforma Coreográfica Internacional, uma montra para a dança contemporânea, na qual se cruzam diferentes abordagens e tendências, com programadores internacionais, bem como o intercâmbio entre os vários profissionais de diferentes países, desde criadores e bailarinos a técnicos e programadores.

Atualmente a direção artística mantém a mesma visão de mobilizar artistas portugueses, tais como a companhia CAMA, São Castro, Margarida Belo Costa, Purga Associação, Jonas & Lander, Companhia Diálogos, Catarina Casqueiro & Tiago Coelho.

Também o trabalho de coreógrafos portugueses radicados noutros países, onde os seus trabalhos se têm destacado, tem merecido especial atenção da Quinzena, nomeadamente Carla Jordão, Luís Marrafa, Ricardo Ambrózio, Gonçalo Cruzinha, Hugo Pereira e Sofia Fitas.

A Quinzena tem sido palco de lançamento de criadores como o francês François Veyrunes, o italiano Enzo Celli, a húngara Rita Gobi, as espanholas Laura Lliteras, Marina Fullana e Led Silhouette, que também regressaram à Quinzena com criações de uma noite inteira.

No certame dedicado à dança já se apresentaram, ao longo das décadas, entre outros, os criadores portugueses João Fiadeiro, Paulo Ribeiro, Francisco Camacho, Clara Andermatt, Amélia Bentes, e Aldara Bizarro.