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Filmagens de “Thirteen Lives” deram “cabo dos nervos”

Escrito por em 03/08/2022

As filmagens da nova produção de Ron Howard “Thirteen Lives”, que conta a história verídica de um resgate dramático na Tailândia, foram intensas e “deram cabo dos nervos”, disse o ator Colin Farrell, numa sessão de apresentação do filme. 

“Os aspetos técnicos deram cabo dos nervos, éramos neófitos e estávamos incrivelmente atentos por causa da importância do que estávamos a retratar”, afirmou o ator. Farrell interpreta o mergulhador John Volanthen, que foi fundamental para o salvamento de 12 crianças e um adulto presos no sistema de grutas Tham Luang Nang Non, na Tailândia, em 2018. 

Além de algumas salas de cinema, o filme realizado por Ron Howard estreia-se na sexta-feira, 5 de agosto, no Amazon Prime Video Portugal, dramatizando a história do salvamento que foi acompanhado ao minuto em todo o mundo. 

Os 13 tailandeses ficaram presos quando chuvas torrenciais inundaram a entrada da gruta durante uma visita de estudo, tornando impossível a saída. A missão de salvamento demorou 18 dias. “Senti que podia fazer algo realmente visceral e imediato”, disse Ron Howard, “ativar o sistema nervoso da audiência”. 

O realizador tinha bastante experiência a fazer filmes baseados em factos verídicos e disse que queria uma produção granular e muito pessoal. “As pessoas pensam que conhecem esta história”, apontou. O filme, considerou, “é a anatomia de um milagre” e permite entender os riscos físicos e emocionais de “fazer o que está certo”. 

Os atores não quiseram usar duplos, o que tornou a fotografia muito mais fluida. Mas o processo foi difícil. “Tive um momento em que comecei a inspirar muito rápido e não havia nada, não havia oxigénio”, recordou o ator Viggo Mortensen, que interpreta Rick Stanton. “O equipamento às vezes ficava preso”, contou. “E não é água transparente. Podemos ficar muito assustados”. 

O verdadeiro Rick Stanton, um mergulhador britânico que também foi decisivo para o resgate, passou meses a falar com Viggo Mortensen, explicando-lhe como proceder. “Rick estava sempre a falar de controlar a respiração, ficar calmo, e não usar todo o ar disponível”, explicou o ator. “Há situações em que algo corre mal e é preciso pensar e permanecer calmo, e isso vem com a respiração”.

Mortensen explicou a sensação de perigo que sentiu mesmo no ambiente controlado das filmagens. “Assim que perdemos a calma e engolimos um pouco de água, acabou-se, começamos a afogar”, disse. “Mesmo num ambiente controlado, ninguém conseguirá chegar até nós tão rápido quanto necessário”. 

O ator Tom Bateman, que deu corpo ao mergulhador Chris Jewell, falou da claustrofobia que sentiu e como quase entrou em pânico durante as filmagens. “Sou claustrofóbico e sofro bastante”, afirmou. Quando entramos nestas grutas, há ali qualquer coisa de assombroso”. 

As cenas foram filmadas na Austrália, numa recriação do sistema de grutas que utilizou tanques de água gigantescos. “Passámos as filmagens todos molhados, com frio, debaixo de água”, resumiu Tom Bateman. “Ainda não consigo acreditar naquilo que os mergulhadores conseguiram fazer”. 

Também Joel Edgerton, ator que interpreta o mergulhador Richard Harris, salientou a enormidade do feito da equipa de resgate. “Há elementos deste salvamento que me chocaram”, afirmou, apelidando Harris de “herói nacional”, cujas ações foram impressionantes. “Ele sabia que, se não tentasse, os miúdos iriam morrer”, sublinhou. “Senti-me incrivelmente emotivo”. 

Edgerton disse que a calma e racionalidade dos mergulhadores são o que os separa de toda a gente e que foi difícil fazer isso mesmo naquele ambiente controlado. “Lembrou-nos que temos de ser inteligentes e ajudar-nos uns aos outros”. 

Poo Sahajak, que deu corpo ao governador provincial Narongsak, sublinhou a atenção ao detalhe e a aproximação ao que aconteceu na vida real. “Fiquei impressionado ao ver como Ron [Howard] investiu no realismo”.

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