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Bienal de Dança de Veneza distingue Saburo Teshigawara

Escrito por em 30/07/2022

O coreógrafo e bailarino japonês Saburo Teshigawara e a dançarina de flamenco espanhola Rocio Molina foram distinguidos com os prémios Leão de Ouro e de Prata, pela Bienal de Dança de Veneza, anunciou a organização.

Os dois criadores são distinguidos no âmbito do 16.º Festival Internacional de Dança da Bienal de Veneza, que encerra no domingo, após uma programação de dez dias de espetáculos. A organização do festival destacou a “elevada qualidade e originalidade da estética pessoal” do coreógrafo e bailarino japonês, conhecido por ter criado a companhia de dança Karas, em 1985, e que também tem dedicado a carreira artística à pintura, escultura e design.

“Corajoso, singular, humano e emocionante, Saburo Teshigawara inspirou, desafiou e agitou muitas gerações de criadores de dança”, disse Wayne McGregor, diretor do departamento de dança da bienal, que recomendou o Leão de Ouro, um prémio de carreira.

Nascido em Tóquio, no Japão, em 1953, Teshigawara formou-se em bailado clássico e destacou-se na Europa logo desde a sua primeira aparição, em 1986, nos Encontros Coreográficos Internacionais de Bagnolet, na França.

Através da companhia fundada com Kei Miyata, e de outras um pouco por todo o mundo, ficou também conhecido pela multidisciplinaridade e radicalidade dos espetáculos, nos quais chegou a enterrar-se em areia até ao pescoço – “Life in the Earth”, 1985” – ou a caminhar sobre vidros partidos – “Glass Tooth”, 2006.

Nesta edição do festival de dança de Veneza estreou mundialmente a nova obra, “Petrouchka”, uma reinvenção do clássico criado pelos Ballets Russes. O Leão de Prata deste ano foi atribuído pela bienal à dançarina e coreógrafa Rocío Molina, pelo seu trabalho na recreação contemporânea do flamenco.

Também durante esta edição, a artista estreou um novo espetáculo intitulado “Carnación”, descrito como “uma batalha entre o seu corpo vulcânico e cinco músicos” em palco. “O seu trabalho de vanguarda, com poderosas coreografias extravagantes e cruas, funde o flamenco tradicional com um estilo moderno e improvisador que caracteriza uma linguagem única”, justificou Wayne McGregor, sobre os motivos da atribuição do prémio que visa distinguir um jovem talento.

Os trabalhos de Molina, nascida em Málaga, em 1984, cruzam muitas vezes outras artes, nomeadamente elementos do cinema e literatura. Em 2018, o Leão de Prata da Bienal de Dança de Veneza foi atribuído à coreógrafa e bailarina cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas.


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