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MOTELX 2022 terá cinema com música ao vivo

Escrito por em 28/07/2022

Filmes de Michel Hazanavicius e Dario Argento, duas sessões de cinema com música ao vivo e um livro sobre cinema português de terror são alguns dos momentos do próximo MOTELX – Festival de Cinema de Terror de Lisboa.

A 16.ª edição do MOTELX foi hoje apresentada no cinema São Jorge, em Lisboa, sala onde decorrerá grande parte da programação, embora este ano o festival se estenda a mais espaços da cidade, como o teatro municipal São Luiz, o Convento São Pedro de Alcântara e o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta.

O MOTELX decorrerá de 06 a 12 de setembro, mas terá o habitual programa de antecipação entre 01 e 03 daquele mês, com várias iniciativas, entre as quais a projeção do filme “O Fauno das Montanhas” (1926), de Manuel Luís Vieira, no jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta.

Este filme foi recentemente restaurado pela Cinemateca Portuguesa e será exibido com música ao vivo pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, no início da sua nova temporada musical.

Da programação do MOTELX, a partir de 06 de setembro, destacam-se os filmes “Final Cut” (2022), do realizador francês Michel Hazanavicius, que abriu em maio o Festival de Cinema de Cannes, e “Dark Glasses” (2002), do italiano Dario Argento.

Entre os filmes portugueses selecionados para este ano estão “Criança Lobo”, de Frederico Serra, e a animação “Os demónios do meu avô”, de Nuno Beato. A competição de curtas-metragens portuguesas contará com 12 filmes a concurso, com o festival a elencar “Cemitério Vermelho” (2022), de Francisco Lacerda, “Matrioska” (2021), de Joana Correia Pinto, “Quando a Terra Sangra” (2022), de João Morgado, e “Uma Piscina” (2021), de Carolina Aguiar.

Este ano, a secção “Quarto Perdido” é dedicada ao produtor Paulo Branco, com a exibição de três filmes, que partilham entre si “o terror proveniente do folclore, o chamado ‘folk horror'”. São eles “O Convento” (1995), de Manoel de Oliveira, “O Fascínio” (2003), de José Fonseca e Costa, e “Coisa Ruim” (2006), de Tiago Guedes e Frederico Serra.

Além de cinema, o MOTELX vai lançar o livro “O Quarto Perdido do MOTELX – Os Filmes do Terror Português (1911-2006)”, sobre cinematografia de terror, lusitana e desconhecida, e que “encerra uma década de pesquisa iniciada em 2009 à procura das raízes de um hipotético terror nacional”, refere a direção do festival.

No teatro municipal São Luiz, e em parceria coma a Casa Bernardo Sassetti, o MOTELX mostrará “Os Crimes de Diogo Alves” (1911), de João Tavares, e que é considerado o primeiro filme de terror português. A música de Sassetti, para este filme mudo, será interpretada por músicos da Escola Superior de Música de Lisboa. A programação estará disponível em www.motelx.org.

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