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Carlos Bica estreia-se em quarteto inédito em Almada

Escrito por em 28/07/2022

O contrabaixista Carlos Bica estreia-se, no sábado, em Almada, numa formação inédita em quarteto, com o acordeonista João Barradas, o trompetista Gonçalo Marques e o baterista Samuel Rohrer, divulgou hoje a promotora do concerto.

O contrabaixista é, habitualmente, identificado com o Trio Azul, que forma com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, com o qual iniciou a sua discografia, em 1996, com o álbum “Azul”.

Em Almada, na sexta-feira, às 21:30, no Auditório Osvaldo Azinheira da Academia Almadense, Bica e os seus parceiros apresentam composições inéditas, neste formato. Carlos Bica é um dos nomes do jazz nacional com maior projeção além-fronteiras. Estudou contrabaixo na Academia dos Amadores de Música e, posteriormente, na Escola Superior de Música de Würzburg, na Alemanha. Fez parte da Orquestra de Câmara de Lisboa, e de diversas orquestras de câmara, alemãs, como a Bach Kammerorchester e a Wernecker Kammerorchester.

O primeiro álbum de Carlos Bica data de 1986, “Conversas”, o terceiro álbum da Maria João, integrado no quinteto da cantora, do qual fez parte e com quem tocou durante anos. Intérprete e compositor de música improvisada, Carlos Bica trabalhou também com Carlos do Carmo, José Mário Branco, Camané, Janita Salomé, Pedro Caldeira Cabral, Cristina Branco, além de ter colaborado com músicos como Ray Anderson, Kenny Wheeler, Aki Takase, Kurt Rosenwinkel, John Zorn, Lee Konitz, Mário Laginha, Mathias Schubert, Claudio Puntin, João Paulo Esteves da Silva, Gebhard Ullmann, Paolo Fresu, David Friedman, Ulrike Haage, Alexander von Schlippenbach, John Ruocco, Daniel Erdmann e DJ Illvibe, entre outros.

João Barradas, um dos companheiros de Bica nste projrto, tem-se dividido entre a música erudita de tradição europeia, o jazz e a música improvisada. Vencedor de alguns concursos internacionais, como o Troféu Mundial de Acordeão, por duas vezes, o Concurso Internacional de Castelfidardo e o Okud Istra International Competition, como solista já se apresentou no Het Concertgebouw, em Amesterdão, na Wiener Konzerthaus, em Viena, na Elbphilharmonie Hamburg, em Hamburgo, entre outras salas, como a Philharmonie Luxembourg, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e a Casa da Música, no Porto.

O músico tem sido escolhido por vários compositores que lhe escrevem peças que tem estreado. Em 2016 saiu o seu primeiro álbum, “Directions”, que conta com a produção do saxifonista Greg Osby, apontado como “um dos melhores álbuns do ano” pela revista Downbeat.

O acordeonista fez parte do grupo de músicos da ECHO Rising Star pela European Concert Hall Organization, na temporada 2019/2020. Barradas está, atualmente, a frequentar o Mestrado em Ensino de Música (variante Jazz) na Escola Superior de Música de Lisboa.

Gonçalo Marques, o trompetista do quarteto, estudou na escola do Hot Clube de Portugal com João Moreira. Em 2001, representou a escola do Hot num encontro internacional de escolas de jazz, organizado pela International Association of Schools of Jazz, no Berklee College of Music de Boston, nos Estados Unidos, tendo-lhe sido atribuída uma bolsa de estudo para esta universidade. Atua regularmente com a orquestra do Hot Club e toca com os seu próprios grupos.

Marques já tocou com Demian Cabaud, Bruno Pedroso, André Sousa Machado, André Fernandes, Bernardo Moreira, Jeff Williams, Bill McHenry, Jacob Sacks, Guillermo Klein, André Matos, Masa Kamaguchi, Bruno Santos, John O’Ghallager, Marcos Cavaleiro, entre outros.

Em 2016, criou a editora discográfica Robalo com o contrabaixista Demian Cabaud e, em 2018, organizou o seu primeiro festival, já com cinco edições, o Festival Robalo, cuja mais recente edição foi este mês, em Lisboa.

Gonçalo Marques é professor na Escola Superior de Música de Lisboa e diretor da Escola do Hot Clube. Tem trabalhado na área do teatro e da dança, com a criação de composições próprias.
Da sua discografia, destacam-se “Da vida e da morte dos animais” (2010), “Cabeça de Nuvem só tem Coração” e “Canção do Homem Simples”, sendo “Linhas” o seu mais recente álbum.

O alemão Roher vive em Berlim desde 2003, tendo-se iniciado na música acústica improvisada e, posteriormente, experimentado a música eletrónica. O músico trabalhou com outros músicos como Sidsel Endresen, Nan Goldin, Laurie Anderson, Max Loderbauer, Skuli Sverrisson, Oren Ambarchi, Tobias Freund, Ricardo Villalobos, Nils Petter Molvaer, Jan Bang, Eivind Aarset e João Paulo Esteves da Silva.

O baterista faz parte do núcleo fundador do trio Ambiq e de Registos Arjunamúsicos. O seu mais recente trabalho está ligado ao grupo Dark Star Safari, com Jan Bang, Erik Honoré e Eivind Aarset, a um lançamento do quarteto, com Max Loderbauer, Tobias Freund e Stian Westerhus (KAVE) e ao projeto “Microgestures”, com Ricardo Villalobos.

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