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Filipe Melo e Paolo Marinou-Blanco premiados em Espanha

Escrito por em 26/07/2022

Os filmes “O lobo solitário”, de Filipe Melo, e “Nada nas mãos”, de Paolo Marinou-Blanco, arrecadaram vários prémios no Festival Ibérico de Cinema de Badajoz, que terminou no sábado em Espanha, revelou a organização.

De acordo com o palmarés deste festival dedicado à curta-metragem, “O lobo solitário” venceu dois prémios do público e ainda o prémio de melhor direção de fotografia, para Vasco Viana, enquanto “Nada nas mãos”, de Paolo Marinou-Blanco, venceu o prémio do júri jovem.

O Festival Ibérico de Cinema, que cumpriu a 28.ª edição, decorreu em Badajoz, em Olivença e em San Vicente de Alcántara. A programação contou com cerca de trinta filmes de Espanha e Portugal, a partir de um milhar de obras submetidas ao festival.

Além de “O lobo solitário” e “Nada nas mãos”, o cinema português esteve presente com os filmes “Luz de Presença”, de Diogo Costa Amarante, e “Amo-te Cigarra”, de Francisco Lança. Embora o festival seja focado na curta-metragem, este ano também incluiu a longa-metragem “Salgueiro Maia – O implicado”, de Sérgio Graciano.

“O lobo solitário”, protagonizado por Adriano Luz, passa-se numa estação de rádio, onde “o radialista Vitor Lobo recebe uma chamada de um velho amigo que quer pôr a conversa em dia”. A curta-metragem tem argumento e realização de Filipe Melo, direcção de arte de Juan Cavia e música original do realizador em parceria com The Legendary Tigerman.

O filme já recebeu o prémio de melhor curta do Leiria Film Fest, o prémio do público do Curtas de Vila do Conde e o Sophia de melhor curta-metragem de ficção. “Nada nas mãos” marca o regresso de Paolo Marinou-Blanco ao cinema, mais de uma década depois de ter feito a primeira longa-metragem, “Goodnight Irene” (2008).

A curta-metragem, apresentada como uma tragicomédia, acompanha um homem que trabalha numa funerária, na preparação dos mortos para os funerais, e que vive deprimido desde que a mulher morreu ao cair numa falésia.

“Determinado em suicidar-se, Caetano pede conselhos a Fausto, um cadáver que está a ser preparado para o funeral e que, numa referência à lenda perpetuada por Goethe, lhe oferece um pacto irrecusável”, lê-se na sinopse.

O filme conta com as interpretações de Dinarte Branco, Rita Revez e António Durães. Atualmente, Paolo Marinou-Blanco prepara a segunda longa-metragem, “Sonhar com leões”, com produção da Promenade.

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