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Museus somam 1,5 milhões de visitantes

Escrito por em 25/07/2022

Os museus, monumentos e palácios nacionais registaram mais de 1,5 milhões de visitantes no primeiro semestre de 2022, cerca de um terço abaixo de valores de 2019, mas em gradual recuperação, indicam dados estatísticos da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Contactado pela Lusa sobre o balanço de visitantes do primeiro semestre deste ano, o organismo avançou números do conjunto de 25 museus, monumentos e palácios tutelados que indicam um total de 1.508.362 visitantes recebidos, entre janeiro e junho deste ano, face aos 223.802 visitantes, nos primeiros seis meses de 2021, quando o período de confinamento se elevou a dois meses.

Apesar do aumento (+574%), em relação ao período homólogo de 2022, a afluência continua porém ainda cerca de um terço abaixo do período pré-pandemia, quando, no primeiro semestre de 2019, tinham entrado nos museus e monumentos nacionais mais de 2,3 milhões de visitantes.

Nesse ano, os equipamentos culturais da DGPC receberam 2.302.083 visitantes, descendo para 704.481, no mesmo semestre de 2020, e depois para 223.802, números mais baixos motivados pelos confinamentos e limitações da pandemia de covid-19, e consequentes encerramentos de museus, monumentos e palácios por longos períodos, que impediram o acesso do público.

Os dados estatísticos mostram que a recuperação de 2022 representa uma variação positiva de 53% dos números do mesmo período de 2020, indo um pouco além da sua duplicação (cerca de 2,1 vezes), e atingindo um valor 6,7 vezes superior em relação aos de 2021 – com o regresso dos visitantes a acompanhar o alívio progressivo das restrições sanitárias -, mas continua a representar apenas perto de 65% dos valores de 2019 (perto de dois terços), na pré-pandemia.

Embora a diferença continue a ser negativa, com um diferencial de -34,5%, comparando os números de 2022 com os do período homólogo de 2019, a retoma das entradas tem sido gradual, indicam os números, com a variação do primeiro trimestre de 2022 face ao primeiro trimestre de 2019 a registar -43,0%, enquanto a variação no segundo trimestre dos primeiros semestres dos mesmos anos, aponta -29,0%.

No entender da DGPC, “o 3.º trimestre de 2022 vai permitir concluir se, de facto, 2022 é o ano da recuperação total face a 2019”. Os valores por trimestre mostram – em 2019 – 898.675 no primeiro e 1.403.408 no segundo, enquanto, em 2022, foram registados 512.299 visitantes no primeiro trimestre e 996.063 visitantes no segundo trimestre.

De acordo com o quadro de evolução de visitantes nos primeiros semestres de 2021 e 2022, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, lidera, com o registo de 363.766 entradas (28.005 no primeiro semestre de 2021), seguindo-se a Torre de Belém com 227.219 (sem valor no anterior devido a encerramento para obras, tal como o Museu de Arte Popular), e o Mosteiro da Batalha, com 109.563 (22.451, em 2021).

Seguem-se o Convento de Cristo, em Tomar, com 104.175 visitantes (20.017, no ano passado), o Palácio Nacional de Mafra, com 97.261 (17.455), o Museu Nacional do Azulejo, com 86.857 (6.990), o Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, 74.371 (10.854), o Panteão Nacional, com 62.689 (5.481), o Museu Monográfico de Conímbriga, com 62.384 (10.190), o Museu Nacional de Arqueologia, com 46.803 (16.498), o Museu Nacional de Arte Antiga, com 45.307 (11.056), e o Palácio Nacional da Ajuda, com 36.470 (12.803).

No mesmo período, o Museu Nacional do Chiado, em Lisboa, registou 23.971 visitantes (4.845), enquanto o Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, recebeu 19.096 visitas (4.150), o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, 18.153 (4.676) e, o Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, 14.723 (7.391).

Devido à pandemia covid-19, museus de todo o mundo enfrentaram perdas de público e de receitas, com valores entre 70% e 80% de quebra dos visitantes devido às restrições e quarentenas impostas pelas autoridades, o que aconteceu também em Portugal, segundo os números do ICOM, do Observatório Português de Atividades Culturais e da DGPC, divulgados em 2021.

Nos últimos dois anos, devido ao impacto da pandemia, os museus intensificaram as atividades ‘online’ para preservar as suas missões essenciais de colecionar, conservar, comunicar, investigar e exibir o seu património.

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