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Um “caldeirão musical” com raízes numa Acácia cabo-verdiana

Escrito por em 22/07/2022

Inspirado na árvore predominante nas ilhas de Cabo Verde, Acácia Maior é um coletivo criado por dois jovens músicos cabo-verdianos residentes em Portugal, Henrique Silva e Luís Firmino.

O projeto tem raízes no terreno tradicional e estende os seus ramos pelo reggae, zouk, morna, mazurca, hip hop e funaná. A criação, a fusão e a tradição são os motes para a viagem.

Em palco, Henrique e Luís assumem guitarras, cavaquinho, teclados, pad e vozes, com o apoio da bateria de Emílio Lobo, do baixo de Renato Chantre, da percussão de Hudson Neves e das vozes de Cachupa Psicadélica, Eliana Rosa e Débora Paris.

Paulino Vieira, Danilo Lopes da Silva (vocalista dos Fogo Fogo), Elton Jorge Martins Lima (Bilan), Vasco Martins e Bau são algumas das referências e heróis. “Uma panóplia gigante de músicos que nos influenciam na nossa música”.

Em entrevista à Lusa, Henrique Silva assume que o projeto é um espelho das suas vivências, daquilo que eles, enquanto cabo verdianos, viveram tanto em Cabo Verde como em Portugal ou noutras paragens.

O álbum de estreia “vai nascer brevemente”, antes do final do ano. Antes ainda preveem lançar “pelo menos” mais um single. “Estamos muito felizes com o resultado. Tem sido um processo incrível a construção deste projeto e estamos cada vez a ganhar mais pujança”, revela.

Henrique perde-se na conta do número de músicos em palco. “Hoje vamos ser nove ou dez, cada vez é uma estrutura maior”, avança. O coletivo Acácia Maior vive a música das mais variadas formas e formatos, estilos e sonoridades. Algo que considera ser “muito agregador para a nossa cultura com aquilo que é o cabo verdiano como um todo”.

“Há músicas que são mais e mais rápidas de fazer, outras tem o seu tempo, demora um bocadinho mais, mas nunca nada é forçado. Deixamos sempre a inspiração falar por si e as nossas influências estão lá ser misturadas”, garante.

A dupla ficou felicíssima pela oportunidade de tocar em Cabo Verde, na Atlantic Music Expo “e logo em São Vicente, foi uma grande experiência”. “Felizmente começam a acontecer eventos com um grande profissionalismo, além da Baia das Gatas, com boas produções e que fazem um bom nome. E não apenas na música, mas também no cinema e no teatro. Esperamos que isso vá para outras artes”, remata.

O Festival Músicas do Mundo (FMM) regressou hoje ao concelho de Sines, onde vai decorrer até 30 de julho, depois de uma pausa de dois anos, com uma programação que inclui 47 concertos de artistas de quatro continentes.

Ava Rocha, Bia Ferreira, Letrux, Marina Sena (Brasil), Ana Tijoux, Pascuala Ilabaca (Chile), Queen Ifrica (Jamaica), Omara Portuondo, Daymé Arocena (Cuba), Dominique Fils-Aimé (Quebeque), Aline Frazão, Dulce Pontes e Sara Correia (Portugal) são algumas das artistas que se encontram no cartaz do 22.º FMM, adiado para este ano devido à pandemia da covid-19.

Seun Kuti & Egypt 80, Etuk Ubong (Nigéria), James BKS (Camarões), Re:Imaginar Monte Cara (Cabo Verde), Club Makumba, Fado Bicha, Paulo Bragança, Pedro Mafama (Portugal), Albert Pla, Angélica Salvi e Baiuca (Espanha) estão também entre os artistas confirmados este ano.

À semelhança de edições anteriores, a programação reparte-se entre a aldeia de Porto Covo, entre hoje e domingo, e a cidade de Sines, de 25 a 30 de julho. Além dos concertos, a programação do festival inclui uma série de iniciativas paralelas, como exposições, ‘workshops’, visitas guiadas, animação de rua, uma feira do livro e do disco e debates. O programa completo do 22.º FMM pode ser consultado no ‘site’ oficial do festival, em www.fmmsines.pt.

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