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Curtas Vila do Conde olha para o passado e para o futuro

Escrito por em 09/07/2022

O festival Curtas Vila do Conde, a celebrar 30 edições dedicadas à curta-metragem, começa hoje com a antestreia de “Alcarràs”, da realizadora catalã Carla Simón, a quem é dedicada uma retrospetiva de carreira.

“Alcarràs”, que venceu este ano o Urso de Ouro no Festival de Berlim, marca a abertura oficial do Curtas Vila do Conde, que propõe “um olhar simultâneo para o passado e para o futuro”, sem esquecer o cinema que se faz na atualidade, presente nas secções competitivas.

Em retrospetiva, o festival mostrará filmes de François Reichenbach e vai assinalar o centenário de nascimento do realizador português António Campos, do francês Alain Resnais e do italiano Pier Paolo Pasolini.

Através do projeto FILMar, de digitalização do cinema português, “também olharemos para filmes rodados na costa portuguesa próxima de Vila do Conde, que são verdadeiros achados arqueológicos”, lê-se no programa do festival.

Quanto ao cinema do futuro, o Curtas levará a Vila do Conde “duas vozes emergentes do cinema europeu”: a francesa Céline Devaux e o espanhol Chema García Ibarra. Por serem trinta edições do festival, a organização fará uma iniciativa inédita para se aproximar da comunidade local, exibindo filmes em trinta locais diferentes do concelho, como o Mercado das Caxinas, a Biblioteca Municipal José Régio, a Casa Antero de Quental e o Antigo Convento do Carmo.

Na competição internacional, o destaque deste ano vai para os novos filmes dos realizadores Radu Jude, Antonin Peretjatko, Hlynur Pálmason, Yann Gonzalez e Tsai Ming-liang, alguns deles com presença garantida em Vila do Conde.

Na competição nacional do Curtas, merecem nota especial as estreias nacionais de “Aos Dezasseis”, de Carlos Lobo, “Ice Merchants” de João Gonzalez, “Garrano”, de David Doutel e Vasco Sá, e “Skola di Tarafe”, de Sónia Vaz Borges e Filipa César.

Também em estreia nacional estará “See You Later Space Island”, de Alice dos Reis, enquanto em estreia absoluta vão ser exibidos “O Casaco Rosa”, de Mónica Santos, “O Teu Peso em Ouro”, de Sandro Aguilar, “Pê”, de Margarida Vila-Nova, “Saturno”, de Luís Costa e André Guiomar, e “Heitor sem Nome”, de Vasco Saltão.

Na secção dedicada a propostas que aliam a música ao cinema, a organização apresenta vários cine-concertos, entre os quais “Porto 1975 Mobilização Geral”, um trabalho em torno das filmagens de José Alves de Sousa, entre o “verão quente” de 1975 e os inícios da década de 1980, com música de Rodrigo Amado (saxofone), Hernâni Faustino (contrabaixo), Carla Santana (eletrónica) e João Valinho (bateria).

Outro dos concertos será do guitarrista Steve Gunn, com um “espetáculo imersivo” em que acompanha os quatro filmes do cineasta Stan Brakhage, um dos nomes mais influentes do cinema experimental norte-americano. O festival Curtas de Vila do Conde terminará a 17 de julho.

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