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Festival dos Açores celebra 100 anos de Saramago

Escrito por em 28/06/2022

A 17.ª edição do Festival Internacional dos Açores, que se realiza de 30 de agosto a 4 de setembro, nas ilhas Terceira e São Miguel, assinala os 100 anos do nascimento de José Saramago, com música clássica e erudita.

“Esta edição de 2022 pretende comemorar os 100 anos do nascimento do escritor José Saramago, para quem a música foi uma paixão, quase em pé de igualdade com a literatura. O violoncelo era um dos instrumentos de eleição para Saramago, como ressuma claramente de sua obra ‘As Intermitências da Morte’”, avançou o diretor artístico do festival, Tiago Nunes, citado em comunicado de imprensa.

A organização do festival lembra ainda que Saramago foi “um cidadão do mundo”, mas apreciava a “insularidade”. “Viveu-a em Lanzarote [Espanha], fez questão de lançar o ‘Ensaio sobre a Lucidez’ na Academia das Artes, em Ponta Delgada [São Miguel], e ‘salvou’ inexplicavelmente os Açores de uma previsível colisão com ‘A Jangada de Pedra’”, salientou Tiago Nunes.

O festival arranca no dia 30 de agosto, na ilha Terceira, com um concerto do violoncelista russo Pavel Gomziakov, no Palácio dos Capitães-Generais, em Angra do Heroísmo. Gomziakov, que atua também no dia 01 de setembro, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, apresenta Bach, Prokofiev e Ysaÿe, tocando um violoncelo, produzido em 1703, em Roma, por David Techler, que, “segundo reza a lenda, terá inspirado Beethoven”.

No dia 31 de agosto, sobem ao palco do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo a violoncelista Isabel Vaz e o pianista Vasco Dantas, duo português que conta com “vários prémios no currículo”.

Os diretores artísticos do Algarve Music Series apresentam nos Açores um espetáculo com obras de Schumann, Granados e S. Rachmaniov. No mesmo palco atua, no dia seguinte, o pianista Adriano Jordão, vencedor de “numerosos prémios em competições nacionais e internacionais”, dos quais se destaca o primeiro lugar no Concurso Internacional de Debussy, em França.

Jordão vai apresentar um programa que “combina a precisão interpretativa com a sensibilidade artística”, com obras de Debussy, Beethoven, Schumann, Anne Victorino d’Almeida e A.J. Fernandes.

No dia 02 de setembro, atua na Igreja de São José, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o compositor e organista João Santos, que tem visto as suas obras “reconhecidas internacionalmente”.

Apresenta, nos Açores, um “tríptico pós-moderno”, numa “viagem temporal e quase distópica ao longo de séculos de música”, com géneros “aparentemente opostos”, com peças de Handel, Bach e Puccini, entre outros.

No mesmo dia, atua no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, a pianista sul-coreana Young-Choon Park, que se apresenta a solo “num recital de enorme virtuosismo, onde predomina a primeira escola de Viena e a transição entre o período clássico e o período romântico”, com peças de Haydn, Shubert e Beethoven.

No dia 03 de setembro sobe ao palco do Teatro Micaelense o pianista Zoran Imširović, vencedor, entre outros prémios, do Leão de Ouro de Véneto, em Itália. Apresenta-se, pela primeira vez nos Açores, para interpretar “três expoentes máximos do repertório para piano solo”: a op. 15 de Schumann, a sonata em si bemol maior D.960, de Schubert, e a sonata n.º 9 op. 68 “Black Mass”, de Scriabin.

O festival encerra no dia 04 de setembro, no Teatro Micaelense, com um espetáculo da pianista turca, de ascendência alemã, Gulsin Onay, considerada como uma “referência mundial na interpretação de obras de Chopin e Ahmed Saygun”.

Numa “homenagem a Chopin”, que inclui ainda peças de Haydn e Mendelssohn-Bartholdy, Onay interpreta “algumas das obras mais desafiantes do repertório para piano”. Para além dos concertos, o festival integra uma ‘masterclass’ de piano, com Tiago Nunes, uma ‘masterclass’ de violoncelo, com Pavel Gomziakov, e uma ‘masterclass’ de música de câmara, com Zoran Imširović, todos no Conservatório Regional de Ponta Delgada.

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