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“Imaculat” vence Lince de Ouro do 18.º FEST

Escrito por em 26/06/2022

O filme romeno “Imaculat”, de Monica Stan e George Chipre, ganhou o Lince de Ouro da 18.ª edição do FEST, que decorreu em Espinho, enquanto o Grande Prémio Nacional foi para “Mansa”, de Mariana Bártolo, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a organização do FEST – Novos Realizadores | Novo Cinema, explicou que “no ano em que o amor foi o tema principal do festival”, o Lince de Ouro foi para “um drama baseado na história pessoal da realizadora, a história de uma jovem inocente arrastada para a droga pelo namorado, que se vê numa clínica de reabilitação a ter que gerir sentimentos frágeis e perigosos”.

Já “Mansa”, a obra de Mariana Bártolo, recua “22 anos até ao seio de uma família conservadora do norte do país com uma miúda de 11 anos prestes a descobrir a sua sexualidade”. O festival atribuiu ainda duas menções honrosas: a primeira foi para “Da sala ao cinema à rua”, de Leonardo Miranda, com o amor pelo cinema a prevalecer, e “A rapariga de Saturno”, de Gonçalo Almeida, um filme sobre a nostalgia de um passado que pode não ser sido assim tão agradável, continua o comunicado.

Nas longas-metragens de ficção que concorreram ao Lince de Ouro, destaque também para o boliviano Alejandro Loayza Grisi, distinguido com uma menção honrosa para a fotografia do filme “Utama”, “uma história simples e impactante sobre as consequências das alterações climáticas”, lê-se ainda no comunicado do FEST.

Na primeira vez que são atribuídas duas menções honrosas por tema, prossegue o comunicado, a segunda foi para a realização do suíço Michael Koch em “A piece of sky”, um filme passado numa “vila nos Alpes onde o tempo parece ter parado”.

Na categoria de Melhor Documentário, o vencedor do Lince de Ouro é “Alis”, de Clare Weiskopf e Nicolás Van Hemelryck, uma obra que descreve o drama em que “apesar das leis progressivas a favor dos direitos das mulheres, jovens adolescentes colombianas se encontram variadas vezes em situações difíceis nas ruas de Bogotá”, realçou o documento.

Nas curtas-metragens, o Lince de Prata – Ficção foi atribuído ao filme alemão “Mona & Parviz”, de Kevin Biele, que trata a questão dos casamentos por conveniência através do “olhar principal de uma lente sagaz e atenta”.

Também aqui há direito a uma menção honrosa, desta feita para o filme de Singapura “A man trembles”, de Lam Li Shuen e Mark Chua. O vencedor do Lince de Prata – Documentário foi “Even though they steal my dreams”, da belga Zoé Brichau, que mergulha na revolução chilena de 2019, enquanto o filme “My period is late”, de Cai Ning, recebe uma menção honrosa, continua o comunicado.

O Lince de Prata – Animação foi para “Terra Incógnita”, de Pernille Kjaer e Adrian Dexter, uma produção francesa que segue a vida numa ilha habitada por seres imortais. As menções honrosas foram para a produção polaca “Toothless”, de Andrea Guizar, onde uma boca gigantesca faz das suas e para o irlandês “Fall of the Ibis King”, de Mikai Geronimo e Josh O’caoimh “onde um antagonista de uma ópera sombria teme o regresso do ex-ator principal”, relatou o FEST.

O FEST 2022 atribuiu ainda o Lince de Prata – Experimental a “Woman as image, man as a bearer of the look”, do colombiano Carlos Velandia, e menções honrosas para “The empty sphere”, de Stéphanie Roland, e “Apocalipse baby, we advertise the end of the world”, de Camille Tricaud e Franziska Unger. A 19.ª edição do FEST – Festival Novos Realizadores | Novos Cinema realiza-se a 19 a 26 de junho de 2023, revelou ainda a organização.

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