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“Homicídios ao Domicílio” com mistério “insano e satisfatório”

Escrito por em 26/06/2022

A segunda temporada de “Homicídios ao Domicílio”, que se estreia na Disney+ Portugal a 28 de junho, traz um novo mistério com um desfecho “insano e muito satisfatório”, disse à Lusa o produtor executivo John Hoffman.

A série é protagonizada pelos atores septuagenários Steve Martin e Martin Short e pela atriz e cantora Selena Gomez, de 29 anos. “Este trio maravilhoso e inesperado de atores captou a imaginação e surpreendeu-nos a todos com o seu talento e química”, afirmou Hoffman, referindo o sucesso que a série teve desde que se estreou em agosto de 2021.

Agora, explicou, o intuito era “não fazer asneira” na segunda temporada. “É um exercício de equilíbrio, a continuidade daquilo que as pessoas aprenderam a gostar e também deixar que desabroche ainda mais”, considerou. “É uma evolução natural, mas também guiada, deixar as personagens juntarem-se de forma inesperada e serem desafiadas e testadas de formas que as fazem questionar-se se podem realmente confiar uns nos outros”.

Isto torna-se especialmente importante “numa altura em que foram atirados para o caldo horripilante do final da primeira temporada e têm de encontrar uma forma de sair da situação”. Por outro lado, Hoffman disse que a escrita da história se tornou mais fácil porque o fundamento foi bem estabelecido na primeira temporada.

“Com a familiaridade vem mais comédia. À medida que este grupo que se juntou começa a quebrar as barreiras do nervosismo e as portas se abrem mais rapidamente, há uma familiaridade que acontece que dá mesmo a sensação de família”, considerou. “E com a família surgem problemas e diferenças geracionais”.

Hoffman explicou que um dos fios condutores da segunda temporada é a paternidade. “Se conseguirmos encontrar um formato novo nas piadas e situações intergeracionais e continuarmos a tocar na ideia de que o tema da temporada se centra nos pais, isso vai tornar-se algo profundo”, afirmou.

“É natural que, com dois homens septuagenários e uma jovem mulher, haja um toque paternal e tudo isso ressoa com os personagens nesta temporada”, realçou. Hoffman também revelou que o sucesso da primeira temporada, onde o cantor Sting entrou como si próprio, levou muitas celebridades a contactarem a produção para serem consideradas para os novos episódios.

“Percebemos que tínhamos de ter cuidado, não podíamos incluir toda a gente que é famosa. Tinha de ser alguém que fizesse sentido na história”, disse o produtor. A escolhida foi a comediante Amy Schumer, que na história se muda para o condomínio Arconia depois de Sting ter considerado que “havia demasiados homicídios no edifício”, deixando o seu apartamento vago.

“Pensámos numa pessoa nova-iorquina que funcionasse bem com este ângulo meta da nossa série, de haver celebridades que querem fazer parte disto”, disse Hoffman. A ideia é que Amy Schumer seria fã do ‘podcast’ lançado pelos protagonistas e quereria capitalizar no seu sucesso.

“Sentimos que era uma grande oportunidade para ter alguém com este tipo de humor particular e a sua visão do mundo, que ela faz como ninguém”. Com mais dez episódios para ver, “Homicídios ao Domicílio” apresenta-se nesta continuação como uma comédia “inesperadamente doce” nalguns momentos e cómica “de uma forma que vem de um ponto de vista humanístico”.

Hoffman queria dar à audiência abertura para rir de uma forma que reconhece como humana e ao mesmo tempo inapropriada. “Rir nos momentos mais inapropriados é o meu tipo favorito de riso”, sublinhou. “Esta história que estamos a contar, porque lida com assuntos de vida e morte e tem intensidade e emoções, oferece uma abertura para que as pessoas riam de formas em que vão reconhecer a sua humanidade”.

No entanto, os produtores também quiseram reconhecer que em qualquer história verídica de um homicídio há uma vítima e há que dar espaço a essa pessoa. “Quanto mais pudermos reconhecer a humanidade, mais poderemos ter empatia pela situação de uma pessoa e como se tornou vítima. E o mundo fica melhor”.