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Carlos Reichenbach em retrospetiva no DocLisboa

Escrito por em 14/06/2022

O festival DocLisboa vai dedicar, em outubro, uma retrospetiva ao realizador brasileiro Carlos Reichenbach, revelando “um autor de vanguarda”, que praticou um cinema “como um gesto de revolta contra o mundo estabelecido”.

A retrospetiva do DocLisboa, que será exibida em parceria com a Cinemateca Portuguesa, atravessará cinco décadas de produção cinematográfica de Carlos Reichenbach, incluindo “vários filmes nunca antes mostrados fora do Brasil”.

Carlos Reichenbach, que morreu aos 67 anos em 2012, é considerado um dos principais nomes do “cinema marginal”, um movimento surgido no Brasil em resposta à institucionalização do “Cinema Novo”.

A Cinemateca Portuguesa lembrou ainda que Reichenbach “foi um dos principais nomes associados ao cinema da Boca do Lixo”, em São Paulo, no qual militavam realizadores que faziam filmes de baixo orçamento e sem muitas regras, mas que eram um espaço de experimentação e um espelho “da realidade brasileira da altura dominada pela ditadura militar”.

A filmografia de Carlos Reichenbach conta, entre outros, com “Lilian M.” (1974), “Amor, Palavra Prostituta” (1981) e “Alma Corsária” (1994). O DocLisboa está marcado de 06 a 16 de outubro e terá uma sessão de antecipação a 01 de julho, na esplanada da Cinemateca, com a exibição de duas curtas-metragens de Carlos Reichenbach e o filme “Cabascabo”, de Oumarou Ganda, a propósito de outra programação do festival, já anunciada anteriormente e dedicada às questões do colonialismo.

A programação tem por título “A Questão Colonial” é será exibida no DocLisboa em sintonia com a Temporada Cruzada Portugal-França. O programa “viaja entre 1950 e os dias de hoje, examinando a história da colonização, das guerras e da luta pela independência dos países africanos” em relação a Portugal e a França.


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