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“Fogo-Fátuo” integra festival de cinema de Sydney

Escrito por em 07/06/2022

O filme “Fogo-Fátuo”, do realizador português João Pedro Rodrigues, está integrado na programação do Festival de Cinema de Sydney, que começa na quarta-feira na Austrália.

“Fogo-Fátuo” será exibido no programa de longas-metragens já exibidas noutros festivais internacionais, refere a programação oficial. Produzido pela Terratreme Filmes e pela Filmes Fantasma, em coprodução com França, “Fogo-Fátuo” foi apresentado em maio, em estreia mundial, na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cinema de Cannes, em França, como uma “fantasia musical”, “um conto erótico e político, no qual um jovem príncipe descobre o quotidiano de um quartel de bombeiros”.

O filme conta com interpretações de Mauro Costa e André Cabral, aos quais se juntam, entre outros, Joel Branco, Oceano Cruz, Margarida Vila-Nova e Miguel Loureiro. A direção de fotografia é de Rui Poças e, a música, de Paulo Bragança.

Aquando da estreia em Cannes, o jornal Le Monde descreveu “Fogo-Fátuo” como “uma fábula musical, pós-colonial e sexual”, uma história de amor entre um príncipe e um bombeiro. “2069, ano talvez erótico – logo veremos – mas fatídico para um rei sem coroa. No seu leito de morte, uma canção antiga fá-lo rememorar árvores; um pinhal ardido e o tempo em que o desejo de ser bombeiro para libertar Portugal do flagelo dos incêndios, foi também o despontar de outro desejo. Então príncipe, Alfredo encontra Afonso. Com diferentes origens e diferentes cores de pele, encontram-se, socorrem-se e o léxico do abuso fica farrusco de desejo. Mas a exposição pública e as suas expectativas interpõem-se e Alfredo abraça um outro estado de prontidão para uma realidade improvável”, pode ler-se na sinopse do filme.

O percurso internacional de João Pedro Rodrigues começou com a curta-metragem “Parabéns” (1997), que lhe valeu uma menção especial no festival de cinema de Veneza. Nas palavras do centro parisiense Pompidou – que lhe dedicou uma retrospetiva em 2016 -, João Pedro Rodrigues “impôs a sua singularidade desde o final dos anos 1990 com uma obra de 18 filmes que reativa os géneros cinematográficos: o fantástico pós-Fantômas, o melodrama na senda de [Douglas] Sirk e [Rainer Werner] Fassbinder, o ‘film noir’ nos passos de [Josef von] Sternberg”.

“Fogo-Fátuo” junta-se a outras ‘longas’ de ficção como “O Ornitólogo” (2016), “Morrer como um homem” (2009) e “O Fantasma” (2000). O festival de cinema de Sydney decorrerá até ao dia 19 e da programação oficial em competição faz parte o filme “You won’t be alone”, de Goran Stolevski, que conta com a participação do ator português Carloto Cotta.


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