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ÓperasFest dos “grandes clássicos à ópera de vanguarda”

Escrito por em 06/06/2022

A terceira edição do Festival de Ópera de Lisboa, ÓperaFest, realiza-se no verão e promete apresentar uma programação que inclui desde “os grandes clássicos à ópera de vanguarda”.

O 3.º OperaFest Lisboa, sob a direção artística da soprano Catarina Molder, realiza-se de 19 de agosto próximo a 10 de setembro, no Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, parceiro da Ópera Castelo, que produz o certame.

O OperaFest deste ano assume o compromisso de alcançar “todos os públicos” e “aposta na ópera do futuro, em novos criadores e intérpretes, e no talento nacional”, lê-se no comunicado hoje divulgado.

A proposta é “cruzar experiência com sangue novo, na conquista de novos públicos”, lê-se no mesmo texto, reiterando a intenção assinalada desde a primeira edição, em 2020: “Trazer a ópera para mais próximo do público e do mundo de hoje”.

“A ideia do destino em vertigem, um destino ao qual não se pode escapar é o mote condutor do ‘Operafest 2022’”, que “propõe com humor o regresso da ‘máscara’ ao mundo de fantasia, arrancando e terminando a sua programação com bailes de máscaras contrastantes”.

A ópera “Um Baile de Máscaras” (1859), de Verdi, abre o certame, no dia 19 de agosto, e estará em cena até ao dia 26. A já tradicional “rave operática” intitulada, este ano, “Um Baile de Máscaras para Desafiar o Destino” encerra o Festival. Esta ‘rave’ é apresentada como “uma homenagem ao baile de Verdi e a catarse da máscara, tão necessária, depois desta pandemia – do seu uso para entrarmos no mundo da fantasia e da imaginação!”.

Também no último dia do Festival, 10 de setembro, às 21:00, estreia-se a ópera “O Homem dos Sonhos” (2022), de António Chagas Rosa, a partir de leituras de Mário de Sá-Carneiro (1890-1916). “O Homem dos Sonhos” é dirigida pelo maestro Jan Wierzba, com direção de cena de Miguel Loureiro, cenografia de André Guedes, figurinos de João Telmo e desenho de luz de Daniel Worm.

A ópera de Chagas Rosa é protagonizada por Catarina Molder, no papel do homem dos sonhos, que vai contracenar com o barítono Christian Luján, acompanhados pelo Ensemble do Movimento Patrimonial da Música Portuguesa (MPMP).

Da programação divulgada consta a estreia portuguesa da ópera em um ato “Labirinto” (1963), de Gian-Carlo Menotti, ainda a ópera breve “Uma partida de Bridge” (1959) e o Adagio, de Samuel Barber, nos dias 27 e 28 de agosto, numa “noite americana”.

No ano passado, da programação constou uma outra ópera de Menotti, “A Médium”. A organização refere-se a Gian-Carlo Menotti (1911-2007), nascido em Itália, em Cadegliano-Viconago, e naturalizado norte-americano, como “um compositor fascinante”

Esta dupla apresentação tem direção cénica de Bruno Bravo, cenografia e figurinos de Stéphane Alberto e desenho de luz de Pedro Santos. O elenco de “Labirinto” é constituído pelo barítono Tiago Amado Gomes, a soprano Cecília Rodrigues, a meio-soprano Ana Ferro, o tenor Alberto Sousa, e o ator Benjamim Barroso.

Para “Uma Partida de Bridge”, o elenco conta com Cecília Rodrigues, Ana Ferro, Alberto Sousa e Tiago Amado Gomes. Os dois elencos são acompanhados pelo Enemble MPMP. O cartaz inclui ainda a ópera de câmara para os mais novos “Jeremias Fisher. A história do menino Peixe” (2007), de  Isabel Aboulker, com libreto a partir da peça teatral “Jérémy Fischer”, de Mohamed Rouabhi.

A ópera está em cena nos dias 01, 02 e 03 de setembro, sempre às 21:00, com direção cénica de Michel Dieuaide, coordenação musical e corepetição de Nuno Barroso, cenários e figurinos de Danièle Rozier.

Esta ópera de câmara conta com a participação do Quarteto Artzen, do coro infantil da companhia da Ópera do Castelo, do Coro da Ópera do Castelo e ainda de Catarina Molder, dos barítonos Luís Rodrigues e Armando Possante, que também dirige o coro infantil, e ainda de Pedro Frias, como narrador.

“Apostando em talentos emergentes na encenação de ópera e na divulgação de repertório”, realiza-se o concurso “Maratona Ópera XXI”, e “Ópera Express para Novos Encenadores”, no dia 06 de setembro, às 21:00, na mesma noite em que se estreia a ópera “Minotauro”, de João Ricardo, vencedor, no ano passado, do Prémio Carlos de Pontes Leça, de ópera contemporânea, do ÓperaFest.

A programação conta ainda com aulas de canto para amadores, nos dias 6 e 7 de setembro. No ano passado, ainda com restrições devido à pandemia de covid-19, o Festival foi visto por 3.700 pessoas, segundo dados da organização.

Relativamente à edição de 2021, a organização realçou a “aposta na diversidade e igualdade, tendo como prioridades a dignificação do trabalho jovem”. A edição de 2021 contou com 115 colaboradores, “nem estagiários nem voluntários”, tendo “cerca 40% sido jovens até 30 anos”, “todos pagos dignamente”, sublinha a organização que indica este como um dos fatores de “sucesso” do Operafest.

O festival assume-se igualmente “como um festival verde, que recicla as suas cenografias, figurinos e todo o tipo materiais, assim como evita o lixo e o desperdício, durante todas as fases do trabalho”, diretivas que se mantêm este ano.

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