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CLIT estreia documentário sobre refugiados ucranianos

Escrito por em 21/05/2022

A estreia mundial do documentário “A Fronteira” (“The Border Line”), que o realizador italiano Guglielmo Brancato concluiu esta semana, e um ‘tributo’ à atriz portuguesa Sandra Cóias, pelo seu percurso artístico e cívico, marcam os últimos dias do festival CLIT – Cinema em Locais Inusitados e Temporários.

«Esta obra não figurava na programação por o realizador não estar certo de finalizar a sua edição a tempo. Há três dias, ele informou-nos de que o trabalho se encontrava pronto e não hesitámos em pô-lo a fechar o festival», explica Luís Humberto Teixeira, diretor do CLIT, organizado pela Associação Festroia.

A projeção de “A Fronteira” terá lugar a partir das 21:30 de domingo no Auditório Charlot, em Setúbal, contando com a presença de Guglielmo Brancato, que tem no festival um outro trabalho: a longa-metragem “Semáforo Vermelho”, exibida na passada quinta-feira na secção competitiva Descobre-o!.

O documentário do realizador italiano resulta de uma deslocação à Ucrânia em março, tendo sido filmado na região de Medyka, na fronteira daquele país com a Polónia, zona em que também esteve, a prestar auxílio aos refugiados, o ex-deputado Nelson Silva, outra figura presente na sessão de domingo à noite.

“Esta obra documental é apresentada ao público numa sessão extra da secção Ativa-te!, que nesta segunda edição do CLIT se tornou mais expressiva, somando um total de doze iniciativas”, assinala Helena de Sousa Freitas, coordenadora do projeto que dá nome àquela secção do festival.

O Ativa-te – parceria entre a Associação Festroia e o Instituto Politécnico de Setúbal com financiamento exclusivo do Programa Cidadãos Ativ@s/EEAGrants, fundo gerido em Portugal pelas Fundações Calouste Gulbenkian e Bissaya Barreto – abordou assuntos como os direitos LGBT, a saúde reprodutiva, as necessidades especiais ou o trabalho digno. E despede-se com a temática dos refugiados.

Tributo a Sandra Cóias

Na véspera da projeção de “A Fronteira”, o Charlot acolhe a Cerimónia de Entrega de Prémios do festival, com início previsto para as 21:00 e no âmbito da qual será homenageada Sandra Cóias, atriz portuguesa que ali dará a conhecer uma outra vertente da sua carreira.

“Além de possuir um vasto currículo na representação, com inúmeras participações na televisão e no cinema, e de conjugar a atividade artística com uma intensa intervenção cívica nas causas animal, ambiental e humanitária, a nossa homenageada estreou-se recentemente atrás das câmaras”, revela Luís Teixeira.

Assim, “decidimos incluir na cerimónia o documentário ‘O Lado Negro do Azeite’, sobre o impacto dos olivais intensivos e superintensivos na saúde humana, que Sandra Cóias co-realizou com Pedro Rego”, acrescenta o diretor do CLIT, que nesta edição contou com mais de 90 obras oriundas de 31 países.

A atribuição dos galardões de Melhor Realizador, Melhor Ator e Melhor Atriz, Melhor Argumento, Melhor Curta e Melhor Longa resulta de uma deliberação de dois júris distintos, num total de oito elementos, que avaliam as obras das secções competitivas Descobre-o! e Ativa-te!, havendo ainda lugar à entrega do Prémio do Público, intitulado “Ainda bem que vim”, que considera também os trabalhos da secção Estimula-te! e mediante o qual os espectadores distinguem a Melhor Curta e a Melhor Longa de entre as que viram.


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