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38.º Jazz em Agosto com Moor Mother, Orcutt e Zorn

Escrito por em 12/05/2022

Os norte-americanos Irreversible Entanglements abrem a 30 de julho o festival Jazz em Agosto, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, numa 38.ª edição que vai contar com concertos de Bill Orcutt e John Zorn, entre muitos outros.

A 38.ª edição do Jazz em Agosto apresenta um “retrato alargado daquilo a que hoje soam Chicago, Lisboa e Nova Iorque – fazendo ainda uma curta escala em Londres, neste trânsito entre alguns dos lugares onde o jazz vive com uma pulsação mais intensa e criativa”, de acordo com a fundação, num comunicado hoje divulgado.

Os Irreversible Entanglements, coletivo que “aponta à libertação e à justiça social” e “um dos nomes de proa da editora International Anthem”, aliam “uma música tocada sobre brasas às palavras afiadas da poeta e ativista Moor Mother”.

“A partir de um tronco de free jazz, reclamam também uma qualidade rítmica hip-hop, uma poética ‘spoken word’, uma energia punk e uma musicalidade tão envolvente que ‘Open the Gates’, o seu mais recente álbum, se destacou nas escolhas de 2021 por parte de publicações dedicadas ao jazz e ao universo indie”, recordou a fundação.

Até 07 de agosto, o festival contará com 12 concertos, que irão dividir-se entre o Anfiteatro ao Ar Livre, o Grande Auditório e o Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. A 31 de julho, a voz dos Irreversible Entanglements, Moor Mother, volta a apresentar-se ao vivo, mas desta vez na companhia da poeta e flautista Nicole Mitchell, “uma das mais criativas figuras da cena jazzística norte-americana atual”.

No mesmo dia, atua também o artista multidisciplinar Rob Mazurek, com a Exploding Star Orchestra, projeto que fundou em 2005 e através do qual “tem vindo a investigar as correntes mais vanguardistas da música da cidade, incorporando músicos provenientes do pós-rock, da AACM [Association for the Advancement of Creative Musicians, de Chicago] e da improvisação livre”.

Para 1 de agosto estão agendadas atuações de Jaimie Branch & Jason Nazary e do músico e artista visual Damon Locks com o Black Monument Ensemble. A Gulbenkian recorda que, antes do duo Anteloper, os encontros artísticos de Jaimie Branch e Jason Nazary “aconteciam em torno dos seus instrumentos primordiais” – trompete e bateria, respetivamente”.

Já sobre Damon Locks, a fundação lembra que, “ao fundar o Black Monument Ensemble, quis colocar no centro da sua música um grupo de cantores, que tanto dá corpo às suas ideias de composição quanto reclama um lugar para fazer ouvir as vozes da comunidade negra”.

A 2 de agosto, há atuações do guitarrista Tashio Dorji, cujas “cordas dedilhadas ou atacadas da guitarra tão depressa empurram quem ouve para momentos de um belíssimo lirismo, quanto indagam por zonas mais ácidas e acidentadas”, e dos Turquoise Dream, “um singular quarteto agremiado por essa figura maior da música improvisada portuguesa e europeia que é o violinista Carlos ‘Zíngaro’”.

A 3 de agosto sobem a palco o Voltaic Trio, que o trompetista Luís Guerreiro, o guitarrista Jorge Nuno e o baterista João Valinho criaram “para contrariar as limitações da pandemia, apontando para um lugar de escapismo”, e um quarteto londrino (Pat Thomas no piano, Joel Grip no baixo, Antonin Gerbal na bateria e Seymour Wright no saxofone) que recupera a obra de Ahmed Abdul-Malik.

Para 4 de agosto, estão marcados concertos da guitarrista Ava Mendoza, “que conquistou nos últimos anos a justa reputação de uma das mais estimulantes músicas da cena nova-iorquina, partilhando palcos e discos com John Zorn, Matana Roberts ou Hamid Drake”, e do projeto Communion, “a bordo do qual o baterista João Lencastre explora o seu lado autoral, num original octeto”.

O maestro e percussionista Pedro Carneiro, que “concilia a sua prática de música erudita com uma assumida aproximação à improvisação livre”, apresenta-se no dia 05 de agosto em duo com o pianista Rodrigo Pinheiro (RED Trio).

No mesmo dia, o trompetista Nate Wooley apresenta “Seven Sorey Moutain VI”, o sexto capítulo de um ciclo que o músico criou inspirado pela autobiografia do monge e escritor Thomas Merton.

“Neste sexto capítulo, Wooley constrói uma peça que desafia definições simplistas, complexa nas muitas camadas em que se desenvolve, mais próxima da música litúrgica do que qualquer declinação do universo jazzístico”, indicou a fundação.

A 6 de agosto apresentam-se o duo formado pelo guitarrista Bill Orcutt e o baterista Chris Corsano e o Borderlands Trio, formado pelo contrabaixista Stephan Crump, a pianista Kris Davis e o baterista Eric McPherson.

O 38.º Jazz em Agosto encerra com o New Masada Quartet do saxofonista John Zorn, “figura cimeira do jazz de Nova Iorque” e “um dos músicos com quem o festival tem estabelecido uma relação mais próxima ao longo da sua história”.

No New Masada Quartet, John Zorn conta com “o seu fiel baterista Kenny Wollesen, o baixista Jorge Roeder e o impressionante guitarrista Julian Lage”. Também no dia 7, atuam, em duo, a fagotista Sara Schoenbeck e o pianista Matt Mitchell. Informações sobre horários e preços dos bilhetes individuais e passes do Festival Jazz em Agosto podem ser consultados em www.gulbenkian.pt.

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