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SPA faz 97 anos e distingue associados no dia 19

Escrito por em 10/05/2022

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) celebra 97 anos no próximo dia 19, com a entrega de várias medalhas, numa sessão solene, em Lisboa, que espera a presença do ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, anunciou hoje a organização.

Na sessão, às 18:00, na sala-galeria Carlos Paredes da cooperativa de autores, serão entregues Medalhas de Honra ao Serviço Nacional de Saúde, pelo “seu decisivo contributo para o combate contra a pandemia” de covid-19, e ao historiador José Pacheco Pereira, pelo “êxito e alcance do projeto arquivístico e de valorização da memória coletiva Ephemera”.

Outros distinguidos são o escritor e investigador Joaquim Vieira, o ator Ruy de Carvalho, a escritora e professora Isabel Alçada, ex-ministra da Educação e atual assessora do Presidente da República, a comissária do Plano Nacional e de Leitura, Teresa Calçada, e o musicólogo Rui Vieira Nery, que cessou funções como presidente da Mesa da Assembleia Geral da SPA, realizador da Antena 2, participante do programa televisivo “Original é Cultura” (SIC Notícias) e membro da “estrutura de direção da Fundação Gulbenkian”.

Será também dada uma Medalha de Honra à Embaixada da Ucrânia em Lisboa, “como forma de reconhecimento da resistência heroica do seu povo”, justifica a SPA. Na Galeria Santa Maria Maior, está patente a exposição “Diakuyu”, constituída por 12 fotografias de fotojornalistas sobre a Ucrânia.

O Prémio de Consagração de Carreira será entregue ao músico e compositor António Chainho, 84 anos, “um dos maiores executantes de sempre da guitarra portuguesa”. Natural de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, António Chainho é considerado um dos maiores nomes da guitarra portuguesa. Durante a sua carreia acompanhou os fadistas Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Hermínia Silva, Francisco José, Tony de Matos, António Mourão, ou frei Hermano da Câmara.

António Chainho lançou oito álbuns, entre os quais um com a Orquestra Filarmónica de Londres, em 1996, sob a direção musical do maestro José Calvário. “Vim da minha aldeia, S. Francisco da Serra [no concelho de Santiago do Cacém], para Lisboa, em finais do ano de 1965, para tocar no restaurante típico A Severa, no Bairro Alto”, recordou à agência Lusa o músico, que assinala esta data como o início da sua carreira artística.

Anteriormente, tinha tocado no café do seu pai, datando de 1960 o seu primeiro contacto com o meio fadista, numa taberna na praça do Chile, em Lisboa, quando se apresentou ao serviço militar na capital, para o qual entrou em 1961.

Apontado como “um dos virtuosos da guitarra portuguesa” pela “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” (2010), António Chainho acompanhou Carlos do Carmo, ao lado do qual esteve “durante mais de 20 anos”, mas também José Afonso, Rão Kyao, Gal Costa, Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Saky Kubota, Hideco Tchokyba, Paco de Lucia e John Williams.

Em 2015, atuou no seu concelho natal, na igreja matriz, no âmbito do Festival Terras Sem Sombra, com o guitarrista alemão Jürgen Ruck, para o programa “O Tempo e o Modo: Diálogos entre Guitarras”.

Na sua discografia destacam-se “A guitarra e outras mulheres”, em que colaboraram, entre outras, Teresa Salgueiro e Nina Miranda, “Entre amigos”, com músicos como Camané, Ney Matogrosso e Fernando Alvim, “Guitarra portuguesa”, “Ao vivo no CCB”, com Marta Dias, e “LisGoa”, que contou com a participação de Natasha Lewis, Sonia Shirsat e Remo Fernandes.

“Cumplicidades”, com que assinalou 50 anos de carreira, em 2015, é constituído por 18 temas, e conta com as participações de Paulo de Carvalho, Fernando Ribeiro, Hélder Moutinho, Pedro Abrunhosa, Paulo Flores, Filipa Pais, Ana Vieira e Vanessa da Mata.

Na sessão solene no próximo dia 19, além de uma intervenção de Adão e Silva, haverá ainda outra de Javier Gutierrez, presidente-executivo da Visual Entidad de Gestión de Artistas Plásticos (VEGAP), de Espanha, e membro da direção da Confederação internacional de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC). A encerrar atua o músico Samuel Úria, distinguido com o Prémio SPA/José da Ponte, em 2019.

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