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Marco Paulo e João Mota condecorados pelo PR

Escrito por em 03/05/2022

O cantor Marco Paulo e o ator e encenador João Mota foram condecorados pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na segunda-feira no Palácio de Belém, em Lisboa.

De acordo com informação disponível no ‘site’ oficial da Presidência da República Portuguesa, Marco Paulo foi condecorado “com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, pelos seus 50 anos de carreira”, e João Mota com “o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelos 50 anos dedicados ao Teatro A Comuna”.

Marco Paulo é o nome artístico de João Simão da Silva, nascido no dia 21 de janeiro de 1945, em Mourão, no Alto Alentejo, e começou a cantar na década de 1960. O seu disco de estreia, “Não Sei”, editado em 1966, foi uma versão de António José de uma canção do cantor francês Alain Barrière.

“Ninguém, Ninguém”, “Anita”, “Eu Tenho Dois Amores”, “Taras e Manias”, “Joana”, “Sempre que Brilha o Sol” e “Maravilhoso Coração” são algumas das canções que fazem parte do repertório do cantor, que conta mais de 140 galardões de platina, ouro e prata, e um de diamante, por vendas de mais de um milhão de discos.

João Mota, cujo percurso está profundamente ligado ao da Comuna – Teatro de Pesquisa, nasceu em Tomar, em 22 de outubro de 1942. Em 1957, entrou para a Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Ao fim de dez anos, ‘mudou-se’ para o Teatro da Trindade, também em Lisboa.

Em 1971, iniciou a carreira de docente, desenvolvida em paralelo com a representação e a encenação, tendo chegado a dirigir, em 1993, a primeira licenciatura de Teatro-Educação, na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde foi diretor do Departamento de Teatro e Presidente do Conselho Diretivo até 2002, ano em que se reformou.

Em 01 de maio de 1972, com um grupo de atores, que inclui nomes como Carlos Paulo, Manuela de Freitas, Francisco Pestana e Melim Teixeira, João Mota fundou A Comuna – Teatro de Pesquisa, precursora do conceito de teatro-laboratório em Portugal, e membro fundador da Convenção Teatral Europeia.

Em 50 anos de existência, a Comuna realizou cerca de 150 produções, participou em mais de 55 festivais internacionais, de 19 países diferentes e, em Portugal, atuou em 86 localidades e participou em mais de 100 festivais de teatro.

Pelos seus palcos passaram mais de uma centena de atores, dramaturgos e encenadores, alguns formados na Comuna e que são hoje nomes de referência do teatro português. Os 50 anos da companhia foram celebrados em palco, com a peça “Fausto”, estreada no sábado, com direção artística e encenação de João Mota, inspirada na versão mais famosa da lenda de Fausto, de Goethe.

Fotografia de capa por Rui Ochoa/Presidência da República.


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