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Coimbra acolhe exposição de Ana Vidigal

Escrito por em 23/04/2022

O Convento de São Francisco, em Coimbra, acolhe a partir de hoje até ao dia 26 de junho uma exposição da artista Ana Vidigal que reflete sobre o presente à luz de acontecimentos históricos recentes.

Com o nome “Como é Antigo o Passado Recente”, esta mostra tem curadoria de Hugo Dinis e faz parte da programação da quarta edição da Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra.

Em nota de imprensa, a Câmara de Coimbra detalha que, na memória descritiva da exposição, a artista Ana Vidigal salienta que ao ver a sala do Convento São Francisco se imaginou dentro de uma das suas caixas de memórias alheias, submersa em centenas de papéis vegetais grosseiramente dobrados, mas delicadamente desenhados a lápis pela avó materna, com os elementos decorativos que lhe aconchegaram a infância dourada e a conturbada adolescência.

“Eu pinto sobre o Tempo, e este seria um Tempo de perdas pessoais e de solidões acompanhadas, de análise de felicidades fugazes, como que tomando consciência que tinha entrado no mês de setembro da minha existência”, destaca a artista.

Por seu turno, o curador Hugo Dinis sublinha o caráter surpreendente da instalação da artista e o facto de esta questionar acontecimentos presentes. “Ocupando todas as paredes do espaço expositivo com a ampliação de imagens do seu arquivo pessoal, a artista questiona os acontecimentos presentes à luz de um passado histórico recente”, refere o curador.

Segundo detalha, “ao amplificar a imagética doméstica – fotografias familiares, desenhos de bordados, banda desenhada, recortes de revistas, entre outras imagens – como se de uma fotonovela se tratasse, a instalação imersiva ‘Como é Antigo o Passado Recente’ amplia o horror da guerra e das pessoas que dela sofrem”.

Hugo Dinis acrescenta ainda que, “através da proliferação das fotografias e vídeos de guerra e a sua fácil acessibilidade, a inquietante obra de Ana Vidigal confronta o espetador e instiga-o a tomar uma posição e a sair da neutralidade, onde a empatia será, porventura, o único lugar possível”.

Inaugurada hoje com a presença do presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, a mostra fica patente até dia 26 de junho e pode ser visitada gratuitamente, de quarta a segunda-feira, entre as 15:00 e as 20:00.

A Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra é uma iniciativa coorganizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Câmara Municipal de Coimbra e Universidade de Coimbra, com a curadoria de Elfi Turpin e Filipa Oliveira.

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