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Elísio Summavielle reconduzido na presidência do CCB

Escrito por em 22/04/2022

O presidente do conselho de administração do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, Elísio Summavielle, foi reconduzido no cargo para um terceiro mandato.

O ex-secretário de Estado da Cultura, cujo atual mandato terminou em 15 de março, irá continuar a liderar a Fundação do Centro Cultural de Belém que preside desde 2016, indicou fonte do gabinete do ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.

A notícia da recondução foi avançada pela Rádio Renascença, indicando que o novo mandato tem início já na próxima terça-feira. De acordo com a mesma fonte do gabinete do ministro da Cultura, Madalena Reis, até agora diretora de desenvolvimento e comunicação do centro, irá assumir o lugar no conselho de administração do CCB deixado vago por Isabel Cordeiro, a nova secretária de Estado da Cultura, mantendo-se Delfim Sardo no mesmo conselho.

Elísio Summavielle, que tinha anunciado no ano passado que não pretendia continuar à frente da presidência do CCB, porque queria dedicar-se a projetos pessoais, indicou, em setembro desse ano, que o início da construção dos dois novos módulos seria adiada para o final de 2023, devido ao impacto da pandemia da covid-19.

Na mesma altura – de apresentação da temporada do CCB 2021/2022 -, Summavielle indicou que se mantinha inalterada a situação do Museu Coleção Berardo, do qual o presidente do CCB é o fiel depositário desde 2019, por ordem do tribunal, envolvendo as 862 obras de arte abrangidas pelo acordo entre o Estado e o colecionador José Berardo, na sequência de um processo que lhe foi interposto por três instituições bancárias.

Foi em 2016, durante a tutela do ministro João Soares, que Summavielle foi nomeado para substituir António Lamas, então exonerado, na sequência de discordância sobre o projeto de gestão integrada do chamado “eixo Belém-Ajuda”, cuja estrutura de missão acabou por ser extinta nesse ano, em Conselho de Ministros.

O historiador Elísio Summavielle foi secretário de Estado da Cultura no Governo de José Sócrates, quando Gabriela Canavilhas era ministra da Cultura, e diretor-geral do Património Cultural no executivo de Pedro Passos Coelho, quando, na altura, o secretário de Estado da Cultura era Francisco José Viegas.

Militante do Partido Socialista, Elísio Summavielle, 65 anos, candidatou-se em 2013 à presidência da Câmara de Mafra, que veio a perder, apesar de o partido ter registado uma subida de votação.

Elísio Costa Santos Summavielle nasceu em Lisboa, a 31 de agosto de 1956, e é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com especialização em História da Arte.
Depois de uma passagem de três anos pelo ensino secundário, todo o seu percurso profissional tem sido feito na área do património.

Em 1982, iniciou o seu trabalho no então Instituto Português do Património Cultural (IPPC), até 1990, data em que foi requisitado pela Câmara Municipal de Lisboa, para exercer funções no gabinete do então vereador da Cultura, João Soares, e, posteriormente, no Departamento do Património Cultural.

Entre 1993 e 1994, no âmbito da Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura, foi administrador-delegado, por parte da Câmara de Lisboa, nesta entidade, tendo sido responsável pela área de Intervenção Urbana, na qual foi comissário do projeto “Sétima Colina”, e representante de Lisboa na Network of European Cultural Cities.

Em 1996, Summavielle foi nomeado subdiretor-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, cargo em que foi reconduzido em 2000. Em 2005, foi nomeado presidente do Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), a que se seguiu o cargo de diretor do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), resultante da fusão do IPPAR com o Instituto Português de Arqueologia, em 2007.

Em outubro de 2009, Elísio Summavielle deixou o cargo de diretor do IGESPAR para assumir a secretaria de Estado da Cultura, sendo ministra Gabriela Canavilhas, cargo que ocupou até 2011.

Em 1995, Summavielle foi agraciado pelo Presidente da República Mário Soares com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, pelos serviços prestados no âmbito de Lisboa 94-Capital Europeia da Cultura.

Docente convidado da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, é autor de diversas publicações, colaborador esporádico da imprensa diária e de diversas revistas temáticas.


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