Faixa Atual

Título

Artista

Background

Tramela Aberta quer “preservar memórias” do Corvo

Escrito por em 21/04/2022

No Corvo, a mais pequena ilha açoriana, nasceu o jornal Tramela Aberta, como forma de “preservar memórias”, divulgar a “história e a cultura local”, “apelar à sustentabilidade” ambiental e homenagear as “gentes” corvinas.

A publicação trimestral, um projeto da associação Corvo Vivo, é o primeiro jornal de que há registo na ilha, disse à Lusa a presidente daquela entidade, Andreia Silva, formada em Património Cultural e antiga coordenadora do Ecomuseu do Corvo.

“Quando criamos a associação Corvo Vivo, em junho 2020, esse foi um dos projetos identificados que queríamos concretizar. Não tenho ideia de ter existido algum jornal na ilha, a não ser o jornal escolar. Sentíamos que havia essa lacuna”, afirmou ao jornalista Rui Paiva, da Lusa.

Tramela é uma expressão típica para designar fechadura, pelo que o nome da publicação pretende “dar um sinal de abertura”. A primeira edição saiu em novembro de 2021, a segunda foi publicada em março (estava previsto sair em fevereiro) e a terceira edição vai para as bancas em maio.

O jornal, que tem uma tiragem de 200 exemplares, é construído por uma equipa editorial de três pessoas, um designer gráfico e “várias colaborações externas”. “O jornal reflete não só uma busca por preservar memórias e a história e cultura local, como também procura apelar à sustentabilidade e às boas práticas ambientais”, explicou.

Ao longo das 24 páginas da gazeta, impressas numa gráfica no continente, existem “notícias corvinas”, “notícias lá de fora” e “notícias da associação”. Depois, o Tremela Aberta conta com “críticas literárias ou musicais” e várias rubricas, como a secção destinada às “criações originais” dos leitores, que tanto podem ser “poemas, contos, crónicas” ou outros escritos.

Existe ainda uma rubrica que incide sobre a “história de vida de um corvino”, uma forma de realizar uma “homenagem às gentes” da ilha; e uma outra intitulada “conta-me como era”, que visa relatar os “costumes e tradições que já se perderam”.

“É uma forma de registar as tradições na ilha. Permite-nos dar a conhecer não só a quem é de fora da ilha estes aspetos, mas também aos mais novos porque essas facetas e essas tradições já se perderam”, assinalou.

O jornal tem ainda uma secção destinada ao léxico corvino e outra para “promover a sustentabilidade ambiental”, através de trabalhos sobre “boas práticas ambientais” e sobre “agricultura biológica”.

Na próxima edição vão existir novidades: “Vamos estrear uma rubrica que é ‘Os corvinos pelo mundo’ que vai alternar com ‘O mundo na ilha do Corvo’. A cada número vamos alternar entre a história de um corvino que emigrou e contamos o percurso dele lá fora ou então alguém que chegou à ilha vindo de fora”, revela Andreia Silva.

A presidente da Corvo Vivo assegura que a venda do jornal, que custa 1,5 euros, “paga uma boa parte” dos custos inerentes à produção, sendo o restante assegurado pelos fundos da associação e por um apoio da Câmara Municipal do Corvo.

Além de estar disponível em vários pontos de venda na ilha do Corvo, a Associação Corvo Vivo envia o Tramela Aberta via CTT, podendo as encomendas ser realizadas através das redes sociais da associação ou através do email tramela.aberta.acv@outlook.pt


Opnião dos Leitores

Deixe uma resposta