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Sereias regressam com segundo álbum homónimo

Escrito por em 21/04/2022

O segundo álbum dos Sereias, lançado este mês, é fruto do isolamento forçado pela pandemia de covid-19 e nasce de um processo de seleção de longas horas de material gravado, que culminam num trabalho “mais equilibrado, mais maduro”.

“Gravámos tanto material que depois, quando fizemos a edição final, tínhamos música para, pelo menos, três álbuns”, confessou, em entrevista à jornalista Inês Linhares Dias, da Lusa, João Pires, baterista dos Sereias.

O segundo álbum, homónimo, nasce de um processo de seleção que resultou numa “série de potenciais álbuns”, mas este que é agora lançado, “foi o primeiro e o melhor”, disse o baterista.

Num texto publicado para assinalar o lançamento do disco, o músico e poeta Adolfo Luxúria Canibal diz que tem “reminiscências de jazz-rock à anos 70” e “uma mistura de post-rock e kraut”.

Para aqui chegar, “não havia nenhum plano antes do que este álbum devia ser”, mas contrasta com o anterior registo “O País Está a Arder”, de 2018, que “foi gravado numa manhã, foi uma coisa quase punk”, enquanto agora “houve um processo mais pensado, mais material de base para depois fazer o argumento final”.

João Pires detalha que “o primeiro álbum é mais agressivo, este talvez seja um pouco mais equilibrado, mais maduro”. Esse contraste é refletido na música, pelo tempo de convívio entre os músicos, e “também porque os próprios instrumentos mudaram – entrou um trompete e um saxofone, entrou uma voz que não existia, portanto, houve várias mudanças, tanto no momento, como na relação entre os membros, que evoluiu”.

Também as letras passaram de poemas de “um período mais reivindicativo” para “outros mais reflexivos, e talvez mais sombrios”. O letrista, António Pedro Ribeiro, assume, agora também com Arianna Casellas, a voz, João Pires a bateria, Tommy Hughes o baixo, Sérgio Rocha a guitarra, Nils Meisel os teclados e Ra-Yacov os sopros.

“Sereias”, com a chancela da Lovers&Lollypops, já pode ser ouvido na plataforma ‘online’ Bandcamp da editora, e será apresentado ao vivo, no domingo, na Associação Recreativa Valboense Luz e Vida, em Gondomar, no âmbito do Festival Desassossego, e, na segunda-feira, no terraço da Sala Estúdio Perpétuo, no Porto. Para o final do mês, estão marcados concertos no Teatrão, em Coimbra, a 29 de abril, e no Musicbox, em Lisboa, no dia 30.

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