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Ondjaki edita conto poético “Senhor Feroz”

Escrito por em 21/04/2022

O escritor angolano Ondjaki edita este mês “Senhor Feroz”, um conto poético ilustrado por Alex Gozblau, sobre liberdade e laços familiares, com selo da Caminho.

O livro tem o longo subtítulo “Senhor Feroz – pessoas, guitarras, pássaros, festas, casas, sombras, cacos, patos de borracha e o meu avô, cantados por Ondjaki e rabiscados por Gozblau”, apresentando, assim, uma galeria de referências e personagens que povoam a história.

“A coisa mais desalinhada que alguma vez senti aconteceu na praia”, lê-se na primeira página, na qual está uma menina triste a tapar os olhos. A narrativa prossegue com a narradora a dizer que foi ver o mar, acompanhada do avô e de um pássaro, dentro de uma gaiola.

“Nesse dia, na praia, um pouco de vento abriu a gaiola. O pássaro voou para longe de nós”, escreveu Ondjaki. A partir daqui, a narrativa multiplica-se por outros episódios, onde entram ainda um rapaz que toca guitarra, um incêndio, um casal que se separa, sonhos e sombras, que são metáforas sobre os laços entre os humanos.

No final, a história regressa à praia, onde se percebe, afinal, como é que o pássaro do avô saiu da gaiola e qual o seu significado. “Senhor Feroz” é o mais recente livro ilustrado de Ondjaki para os mais novos, depois de ter lançado “A estória do sol e do rinoceronte”, uma fábula ilustrada por Catalina Vásquez em 2020, e “Ombela, a origem das chuvas”, com Rachel Caiano, em 2019.

Ondjaki, pseudónimo literário do escritor Ndalu de Almeida, 44 anos, tem cerca de uma dezena de obras para os mais novos, entre livro ilustrado, contos e romance juvenil, como “O voo do golfinho”, “O leão e o coelho saltitão”, “A bicicleta que tinha bigodes” e “O convidador de pirilampos”.

Além de Gozblau, Catalina Vásquez e Rachel Caiano, Ondjaki também já colaborou com Danuta Wojciechowska e António Jorge Gonçalves. Em 2020, cumpriram-se os vinte anos da estreia literária de Ondjaki, contando a partir do livro de poesia “Actu Sanguíneu”, em 2020.

Entre poesia, romance, teatro, contos e livro ilustrado, Ondjaki já editou, entre outros, “O livro do deslembramento”, “Os vivos, o morto e o peixe frito”, “Os transparentes”, que lhe valeu o Prémio Saramago 2013, “Os da minha rua”, e “Avódezanove e o segredo do soviético”, já adaptado para cinema.

Ondjaki correalizou ainda o filme “Oxalá cresçam pitangas” (2007), com Kiluanje Liberdade, e este ano estreou no Festival de Cinema de Roterdão, nos Países Baixos, o filme “Vou mudar a cozinha”, em nome próprio.


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