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Divulgados finalistas do Prémio Glória de Sant’Anna

Escrito por em 21/04/2022

Uma angolana e sete portugueses são os finalistas do 10.º Prémio Literário Glória de Sant’Anna, que distingue “o autor do melhor livro de poesia”.

As obras finalistas são “Memórias Aparições Arritmias”, de Yara Nakahanda Monteiro, “Historiografia da Analepse”, de André Pinto Teixeira, “Atenção ao Intervalo Entre o Caos e o Comboio”, de Alexandre Borges, “Elogio da Tristeza”, de Daniel Gonçalves, “Não fosse o Tumulto de um Corpo”, de António Canteiro (pseudónimo de João Carlos Costa da Cruz), “Palavras são imagens são palavras”, de Sérgio Godinho, “A Estrada Menos Viajada”, de Bernardo Pinto de Almeida, e “Uma Casa no Outro Lado do Mundo”, de Victor Oliveira Mateus, segundo comunicado da organização.

O vencedor do galardão, no valor de 3.000 euros – que inclui igualmente uma gravura original de um retrato de Glória de Sant’Anna por Rui Pais -, é conhecido no próximo dia 12 de maio, mas a “cerimónia de entrega do Prémio, que estava prevista para o dia 28 de maio, não se realizará por razões ainda ligadas à pandemia”.

O júri da edição deste ano é constituído por Ana Paula Tavares, escritora, Andrea Pais, ourives, e Jacinto Guimarães, do Grupo de Acção Cultural de Válega, que organiza o Prémio em colaboração com os filhos da poetisa Glória de Sant’Anna, a escritora Jane Tutikian e o crítico literário Xosé Manuel Eyré Val.

Glória de Sant’Anna estreou-se como escritora em 1951, com “Distâncis”, tendo publicado dez outros títulos. A poetisa morreu em junho de 2009, em Válega, aos 84 anos. Em 2010 foi editado “Gritoacanto”, que reúne a sua poesia escrita entre 1970 e 1974.

Glória de Sant’Anna publicou também três livros de contos e dois romances. No ano passado, a vencedora do prémio foi Paula Jardim com o livro “Roupão Azul”, que “surpreende, não como um primeiro livro de poesia, mas como uma indiscutível obra com peso próprio e uma visão nova, servida por uma linguagem firme, segura, magistralmente colada a uma prospeção impiedosa das relações humanas”, segundo Otília Martins, da Universidade de Aveiro, que fez parte do júri, referindo que a autora “será, por certo, um nome a reter”.


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