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Artistas Plásticos-Lojas com História regressa à Baixa

Escrito por em 20/04/2022

O projeto Artistas Plásticos–Lojas com História, que nasceu em Lisboa durante a pandemia, regressa hoje à Baixa Pombalina, com 10 novos artistas a apresentar a coleção Primavera-Verão, decorando 10 montras do comércio tradicional.

Entre hoje e 20 de maio, instalações de 10 artistas vão estar expostas nas montras de lojas emblemáticas, onde podem ser observadas uma instalação-desenho, uma imagem suturada com linhas ou uma peça de bordado, pensadas para combinar com as vitrinas de uma ótica, uma farmácia, retrosarias e um bar, entre outras.

São eles a Ótica Jomil, com montra a cargo da artista Luísa Cunha, a Farmácia Teixeira Lopes, com obras de Délio Jasse, Franco Gravador, com propostas de Odete, Primeira Casa das Bandeiras, a cargo de Horácio Frutuoso, e a Cutelaria Policarpo, com Diana Policarpo.

No projeto que se torna agora regular na programação em espaço público da EGEAC, vão estar ainda presentes as retrosarias Batista & Reis – Nardo, com montra de Mónica de Miranda, Mário Ramos – Nardo, com vitrina de Mané Pacheco, Bijou, a cargo de Susanne Themlitz, Adriano Coelho, com obra de Alice dos Reis e o British Bar, a cargo de Pedro Cabrita Reis.

O projeto “que foi pensado no contexto de pandemia” de covid-19, segundo adiantou à Lusa a presidente do Conselho de Administração da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), Joana Gomes Cardoso, vai passar a estar presente na programação regular dos eventos da empresa municipal de Lisboa.

“Vamos ter novas dez lojas antigas, novos 10 artistas, para uma nova edição de Primavera – Verão com o mesmo conceito das duas edições” que aconteceram no ano passado, disse a responsável.

De acordo com Joana Gomes Cardoso, a ideia em si “foi simples”. Passou por convidar artistas para intervir em montras de lojas emblemáticas da Baixa Pombalina, totalmente deserta durante 2021 devido à pandemia de covid-19.

“Trata-se de um projeto experimental que começou no segundo período de confinamento. A ideia era o que fazer quando tudo estava fechado, quando a baixa estava deserta, não sabíamos quando ia terminar”, disse.

De acordo com a responsável, o projeto acabou por ser “mais interessante” do que imaginavam, pois, coincidiu com a reabertura do comércio, tendo sido “possível ter a dimensão presencial da visita”.

“Esta ideia de recuperar a memória da cidade, trabalhar com as lojas históricas, mas com uma abordagem contemporânea, com os artistas contemporâneos, desde os mais jovens aos mais antigos e promover o cruzamento entre os universos”, afirmou.

Segundo Joana Gomes Cardoso, o sucesso do projeto “foi tão grande”, com “uma grande recetividade” por parte do público, além do reconhecimento mútuo entre lojistas e artistas, que foi decidido repetir.

No âmbito do programa municipal Lojas com História, Lisboa registava “um pouco mais de 170 lojas que já foram classificadas”, das quais 22 encerraram até 18 de fevereiro.

Fotografia de capa por José Frade/EGEAC.


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